McCain e Obama fazem anúncios em espanhol para ganhar voto hispânico
da Efe, em Washington
Os prováveis candidatos à Presidência dos Estados Unidos levaram a disputa pelos importantes votos dos hispânicos a rádio e televisão nacionais. Democrata Barack Obama e o republicano John McCain investem em anúncios em espanhol para conquistar este eleitorado.
"Meu companheiro de quarto quando estive na Academia Naval quer ser presidente", diz o Frank Gamboa, ex-companheiro de quarto de McCain no último anúncio de rádio do republicano. Ele elogia o longo compromisso do partido com os latinos.
Já "o outro candidato", forma como Gamboa chama Obama, "acaba de descobrir a importância do voto hispânico".
Do lado democrata, a campanha do senador por Illinois lançará na próxima semana uma nova série de anúncios eleitorais para os hispânicos.
"Temos prevista uma agressiva [campanha] propagandista antes da convenção", disse James Aldrete, que faz os anúncios de Obama destinados aos latinos, referindo-se à Convenção Nacional Democrata que acontecerá em agosto, em Denver.
A forte ofensiva demonstra "a grande importância do voto latino nestas eleições", segundo explicou Lionel Sosa, assessor publicitário de McCain para o mercado hispânico.
Eleitorado
Os latinos representam cerca de 9% do eleitorado americano, segundo o Escritório do Censo dos EUA, um papel que se vê reforçado por sua concentração em Estados importantes nas eleições gerais de 4 de novembro.
Cerca de 65% dos eleitores hispânicos residem na Califórnia, no Texas, em Nova York e na Flórida, Estados com grande número de votos eleitorais.
Sua presença também é notória em outros Estados como Novo México, onde há mais de 500 mil hispânicos registrados para votar, o que equivale a 38% do total dos eleitores.
No Texas, são 25 % do eleitorado. Na Califórnia, 23%. No Arizona, 17%. E na Flórida, 14%. Além disso, também são uma força política importante no Colorado, em Nova York e em Illinois.
Nas eleições de 2004, o presidente George W. Bush derrotou seu rival democrata John Kerry em 2004 em Estados como Novo México, graças ao apoio obtido entre os latinos.
Estratégia
Sosa, assessor de McCain, disse que os anúncios do senador daqui até as eleições de novembro vão focar a importância da educação, em valores conservadores como a família tradicional e a necessidade de uma reforma migratória.
O senador pelo Arizona vai recorrer também ao patriotismo hispânico como o fez durante a celebração do Memorial Day, em maio. "Quero que na próxima vez que estiverem em Washington visitem o monumento comemorativo da Guerra do Vietnã e olhem os nomes gravados nas pedras" e que "encontrem um monte de nomes de hispânicos", disse McCain em um de seus anúncios com legenda em espanhol.
Os comerciais de Obama, que também apóia uma reforma que ofereça uma via à cidadania aos cerca de 12 milhões de imigrantes ilegais, tentarão fazer com que os latinos conheçam melhor o senador por Illinois.
Seus assessores afirmaram que com seu lema de "sim, podemos" como bandeira, Obama se dirigirá em espanhol aos latinos como já o fez em um anúncio durante as eleições primárias de Porto Rico.
"Nossa intenção é divulgar melhor sua trajetória e a das pessoas que o apóiam, assim como assuntos importantes para a comunidade hispânica que Obama tentará impulsionar", explicou Aldrete.
A balança, por enquanto, parece se inclinar para o lado de Obama, que segundo as últimas pesquisas é o favorito dos hispânicos. Pesquisa do instituto Gallup de 2 de julho aponta que Obama vence com 59% da preferência dos hispânicos contra 29% de McCain.
Adam Segal, diretor do Projeto sobre o Eleitor Hispânico da Universidade Johns Hopkins, disse que essa vantagem pode ser decisiva se, como antecipam as pesquisas, a disputa entre McCain e Obama estiver apertada.
Ele insistiu ainda na importância da internet e de outras tecnologias para chegar aos hispânicos e lembrou que o anúncio "Podemos com Obama", no qual participam vários artistas latinos como Paulina Rubio e Alejandro Sanz, foi visto mais 250 mil vezes.
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Especial


Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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