Mundo
08/07/2008 - 17h20

EUA impõem novas sanções ao Irã por programa nuclear

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da Folha Online

A administração do presidente George W. Bush impôs novas sanções nesta terça-feira a autoridades iranianas e companhias acusadas de ajudar o país a desenvolver armas nucleares.

A iniciativa, do Departamento de Estado e do Tesouro, é o mais recente esforço para pressionar o Irã através da economia a interromper seu programa nuclear. Os EUA acusam Teerã de ser o maior financiador do terrorismo no mundo e de tentar produzir armas nucleares.

Arte Folha Online

Mohsen Fakhrizadeh Mahabadi, cientista sênior do Ministério da Defesa e da Logística das Forças Armadas, é um dos afetados pela medida desta terça.

"As firmas nucleares e de mísseis do Irã se escondem atrás de umas série de agentes que realizam negócios em seus nomes", disse Stuart Levey subsecretário para terrorismo e inteligência financeira do Departamento do Tesouro, citado por agências de notícias.

Entre os afetados pelas sanções está Yahya Rahim Safavi, comandante da Guarda Revolucionária Iraniana; Dawood Agha-Jani, envolvido no programa nuclear do país; Mohsen Hojati, envolvido no programa de mísseis balísticos; Mehrdada Akhlaghi Ketabachi, chefe do Grupo Industrial Hemmat e autoridade do Ministério da Defesa do Irã.

A medida visa o congelamento de qualquer conta bancária ou recursos financeiros dessas pessoas nos EUA. Americanos também estão proibidos de negociar com eles.

Outras sanções

Apesar dos três pacotes de sanções impostos pela ONU, o Irã não só continuou a enriquecer urânio, como afirma ter expandido seu programa. A crescente influência de Teerã no Oriente Médio o fez recusar um pacote recente de incentivos econômicos em troca da interrupção de seu programa nuclear. O país persa afirma que seu programa tem fins pacíficos e visam a produção de energia elétrica.

No mês passado, os 27 países que compõem a União Européia também aprovaram sanções que buscam atingir transações comerciais e indivíduos que, segundo países ocidentais, estão ligados aos programas bélico e nuclear do Irã.

As últimas sanções européias incluem o congelamento dos depósitos do banco Melli e a proibição de vistos para altos funcionários envolvidos no parque nuclear e na produção de mísseis.

A cúpula do G8 (grupo dos sete países mais industrializados e a Rússia) em Toyako, no Japão, emitiu declaração afirmando "sérias preocupações" sobre o descumprimento das demandas do Ocidente por parte do Irã. Mas o documento enfatiza que "a questão deve ser resolvida através da negociação".

As sanções desta terça também tem como alvo a TAMAS Co. por seu suposto envolvimento em atividades relacionadas ao enriquecimento de urânio

Os EUA também impuseram sanções a três outras entidades supostamente controladas ou de propriedade da Organização de das Indústrias de Defesa do Irã, colocada na lista negra dos EUA no ano passado.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
J. R. (1148) 14/11/2009 09h34
J. R. (1148) 14/11/2009 09h34
"Exército do Irã inicia produção em série de mísseis termoguiados" - As barreiras impostas pelos USA não foram impedimento para o Irã desenvolver um avançado programa de mísseis ar-ar termoguiados, capazes de se manterem no alvo inicial por até 100 Km. O Brasil já segue essa linha de desenvolvimento, porém bem lentamente, o que acarreta produtos que já não são top de linha ou superados. Um acordo com o Irã seria benéfico para o Brasil, já que as barreiras às transferências de tecnologia dos países grandes produtores de armamentos são intransponíveis, uma oportunidade. Outra possibilidade é abrir o mercado do O. M. aos produtos da industria militar paulista, começando pelo Irã. sem opinião
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J. R. (1148) 10/11/2009 14h26
J. R. (1148) 10/11/2009 14h26
"... o presidente da bancada de congressistas dos Estados Unidos com interesses no Brasil, Eliot Engel, alerta que receber Ahmadinejad é um erro terrível. " - O Brasil deve ter no planeta uma má fama terrível que desconhecemos ao ponto do promíscuo Beslusconi e a ultradireita italiana exigirem a repatriação de um refugiado político legalmente concedido pelo governo. Algo que parece a uma briga de hienas representada pela oposição que quer aparecer inutilmente já não se manifesta igualmente em prol da condenação dos Estados Unidos e seu acobertamento por 22 militares condenados pela Justiça italiana, e outros mundo afora, como Japão (não reconhece nem mesmo os acordos firmados). Os USA possuem bases em 39 países, sendo as maiores ocupações na Alemanha (264), Japão (124), Coréia do Sul (87), Itália (83). Imagine que nessa população ocorrem crimes contra civis que não podem ser apurados pelos países "hospedeiros". Atropelamentos de civis ocorrem em Okynawa por exemplo, e as vítimas são abandonadas agonizando na estrada para a fuga do veículo militar a sua base para que não haja prisão. Como esses fascínoras querem nos falar que a visita do presidente do Irã será "um erro terrível"? Maior erro é acreditar em qualquer coisa que eles falem em termos de moral e legalidade. Com os protestos contra a presença das mesmas bases ao redor do mundo, aumentam o custo da manutenção das mesmas, o que obrigará à redução das mesmas e maior respeito às leis, longe das demonstrações de poderio. sem opinião
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J. R. (1148) 30/10/2009 09h03
J. R. (1148) 30/10/2009 09h03
"O cientista americano que trabalhou na Nasa e no Pentágono e foi preso por tentar espionar para Israel pode ser condenado à pena de morte nos Estados Unidos" - Essa é a notícia plantada mais manjada dos últimos tempos nessa relação incestuosa entre Israel e USA, coisa para inglês ver mesmo. É uma inútil tentativa de "descolar" a ligação intrinseca que há na relação entre os "estados" perante a opinião pública americana e mundial. Ninguém cai mais nessa, só o mundo árabe talvez. 26 opiniões
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