Mundo
08/07/2008 - 19h42

Governo do Zimbábue diz considerar medidas do G8 "racistas"

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da France Presse, em Harare
colaboração para a Folha Online

O governo do Zimbábue afirmou nesta terça-feira que considera "racistas" as ameaças dos dos líderes do G8 (grupo dos sete países mais industrializados e a Rússia) de aplicar medidas econômicas contra o país e questionar a legitimidade do presidente Robert Mugabe.

"Querem debilitar a União Africana e os esforços do presidente (sul-africano Thabo) Mbeki porque são racistas, porque acham que só os brancos pensam de forma correta", disse o ministro zimbabuense da Informação, Bright Matonga, à agência France Presse.

"É um insulto aos dirigentes africanos", acrescentou Matonga, em referência à declaração publicada hoje na reunião de cúpula do Japão pelos líderes das oito potências mundiais (G8) na qual expressaram "grave preocupação" ante a situação do país, além de rejeitarem a "legitimidade" do novo governo.

Matonga insistiu em que Mugabe, que há 15 dias prestou juramento para o sexto mandato presidencial consecutivo, é o líder indiscutível do Zimbábue.

Declaração

A cúpula do G8 em Toyako intensificou a pressão internacional contra o governo do Zimbábue e expressou preocupação sobre os programas nucleares iraniano e norte-coreano.

Em sua declaração final, no entanto, não indicou que medidas concretas prevê. O texto, em uma mensagem diplomática, evita falar abertamente de sanções, como rejeitado pela Rússia e por inúmeros dirigentes africanos convidados em Toyako.

No entanto, EUA, Reino Unido, França e Alemanha defenderam uma linha dura contra o regime do ditador Robert Mugabe.

Quanto à Coréia do Norte, os líderes pedem que abandone suas armas nucleares e coopere na verificação de seu programa atômico.

O G8 destacou "a importância do rápido desmantelamento de todas as instalações nucleares existentes e o abandono de todas as armas nucleares e de todos os programas nucleares existentes" na Coréia do Norte e elogiou a entrega do relatório sobre as atividades nucleares Pyongyang no fim de junho como "um passo à frente".

Em relação ao Irã, os líderes mundiais exigiram que "suspendam qualquer atividade relacionada ao enriquecimento de urânio" e "responda positivamente às últimas ofertas da comunidade internacional".

O G8 também pediu que o Irã cumpra as exigências das resoluções do Conselho de Segurança da ONU, "em particular que suspenda todas as operações relacionadas ao enriquecimento de urânio".

 

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