Obama muda tom e defende "diplomacia agressiva" com Irã
colaboração para a Folha Online
O provável candidato democrata à Casa Branca Barack Obama afirmou que os exercícios militares iranianos com mísseis de longo alcance destacam a necessidade de ameaças mais duras de sanção econômica ao país, assim como incentivos mais fortes para que o governo de Teerã mude sua postura.
Em entrevista ao programa "Today", da rede NBC, Obama disse ainda que os EUA precisam agir com o tipo de diplomacia agressiva que não foi usada durante a administração do presidente George W. Bush. "Se não o fizermos, então nós continuaremos a ver as crescentes tensões que podem levar a problemas reais", disse.
Há poucos meses, ainda em campanha pela nomeação democrata, Obama defendia uma política externa de diálogo aberto com tradicionais inimigos dos EUA, como o Irã. Ele foi duramente criticado pelos republicanos e declarou que isso não significa que se reuniria, sem exigências prévias, com o presidente iraniano.
Agora, Obama defende uma postura mais adequada às crescentes tensões na região. "Não há nenhuma dúvida de que somos testemunhas de um agravamento das tensões nesta região. E é em parte a razão de ser importante, para nós, ter uma política coerente e respeitosa com o Irã", disse, em declarações à rede de televisão CNN.
Irã "deve ser objeto de sanções econômicas assim como de uma diplomacia direta. [...] Devemos ter uma diplomacia agressiva que, desafortunadamente, falta há vários anos", disse Obama.
"Constatamos que, durante os anos de Bush, as exportações americanas ao Irã aumentaram", disse Obama, acrescentando que este é um erro, porque "envia mensagens contraditórias".
"Uma parte do problema atual é que, fundamentalmente, deixamos a diplomacia na mão dos europeus. Devemos nos comprometer ativamente", disse.
Nesta quarta-feira, fontes militares iranianas, citadas pela imprensa oficial, disseram realizar testes com o novo míssil Shihab-3, que possui tecnologia avançada e tem 2.000 km de alcance. Os testes foram feitos durante as manobras que unidades navais e aéreas do corpo da Guarda Revolucionária realiza no golfo Pérsico.
A Guarda Revolucionária iraniana realiza também manobras no golfo para "aperfeiçoar as capacidades de combate das unidades balísticas e navais", indicou a imprensa iraniana.
O governo americano responderam que o Irã deve suspender o desenvolvimento de mísseis balísticos e a realização de testes se pretende ganhar a confiança do mundo. Segundo o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Gordon Johndroe, o desenvolvimento por parte do Irã de mísseis balísticos "é uma violação das resoluções da ONU e algo completamente inconsistente com as obrigações do país ao mundo".
Com France Presse e Associated Press
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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