Mundo
09/07/2008 - 10h12

Obama muda tom e defende "diplomacia agressiva" com Irã

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colaboração para a Folha Online

O provável candidato democrata à Casa Branca Barack Obama afirmou que os exercícios militares iranianos com mísseis de longo alcance destacam a necessidade de ameaças mais duras de sanção econômica ao país, assim como incentivos mais fortes para que o governo de Teerã mude sua postura.

Em entrevista ao programa "Today", da rede NBC, Obama disse ainda que os EUA precisam agir com o tipo de diplomacia agressiva que não foi usada durante a administração do presidente George W. Bush. "Se não o fizermos, então nós continuaremos a ver as crescentes tensões que podem levar a problemas reais", disse.

Há poucos meses, ainda em campanha pela nomeação democrata, Obama defendia uma política externa de diálogo aberto com tradicionais inimigos dos EUA, como o Irã. Ele foi duramente criticado pelos republicanos e declarou que isso não significa que se reuniria, sem exigências prévias, com o presidente iraniano.

Agora, Obama defende uma postura mais adequada às crescentes tensões na região. "Não há nenhuma dúvida de que somos testemunhas de um agravamento das tensões nesta região. E é em parte a razão de ser importante, para nós, ter uma política coerente e respeitosa com o Irã", disse, em declarações à rede de televisão CNN.

Irã "deve ser objeto de sanções econômicas assim como de uma diplomacia direta. [...] Devemos ter uma diplomacia agressiva que, desafortunadamente, falta há vários anos", disse Obama.

"Constatamos que, durante os anos de Bush, as exportações americanas ao Irã aumentaram", disse Obama, acrescentando que este é um erro, porque "envia mensagens contraditórias".

"Uma parte do problema atual é que, fundamentalmente, deixamos a diplomacia na mão dos europeus. Devemos nos comprometer ativamente", disse.

Nesta quarta-feira, fontes militares iranianas, citadas pela imprensa oficial, disseram realizar testes com o novo míssil Shihab-3, que possui tecnologia avançada e tem 2.000 km de alcance. Os testes foram feitos durante as manobras que unidades navais e aéreas do corpo da Guarda Revolucionária realiza no golfo Pérsico.

A Guarda Revolucionária iraniana realiza também manobras no golfo para "aperfeiçoar as capacidades de combate das unidades balísticas e navais", indicou a imprensa iraniana.

O governo americano responderam que o Irã deve suspender o desenvolvimento de mísseis balísticos e a realização de testes se pretende ganhar a confiança do mundo. Segundo o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Gordon Johndroe, o desenvolvimento por parte do Irã de mísseis balísticos "é uma violação das resoluções da ONU e algo completamente inconsistente com as obrigações do país ao mundo".

Com France Presse e Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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