Mundo
09/07/2008 - 10h38

McCain propõe escudo na Europa contra mísseis iranianos

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colaboração para a Folha Online

O provável candidato republicano à Casa Branca, John McCain, pediu nesta quarta-feira que os Estados Unidos estabeleçam um escudo antimíssil na Europa para conter um possível ataque iraniano, após o país árabe realizar testes com armas de longo alcance.

Os testes, segundo McCain, "demonstram a necessidade de uma defesa efetiva contra mísseis na Europa, assim como é planejado com a Republica Tcheca e a Polônia".

Em um comunicado, McCain disse que o melhor modo de combater a ameaça iraniana é "trabalhar com os aliados europeus e regionais e não com concessões unilaterais que destroem a diplomacia multilateral". A frase foi uma referência direta a proposta de Obama de adotar uma diplomacia mais agressiva em relação ao Irã.

McCain afirmou ainda que os testes com o míssil Shahab 3 demonstram as "perigosas ambições" do Irã. "Os recentes exercícios de mísseis de Irã provam novamente os perigos que este país representa para seus vizinhos e toda a região, particularmente para Israel".

"A prova do míssil balístico, somada à contínua recusa do Irã de interromper suas atividades nucleares, deveria unir a comunidade internacional em um esforço conjunto para fazer frente as perigosas ambições do Irã", completou.

Nesta quarta-feira, fontes militares iranianas, citadas pela imprensa oficial, disseram realizar testes com o novo míssil Shihab-3, que possui tecnologia avançada e tem 2.000 km de alcance. Os testes foram feitos durante as manobras que unidades navais e aéreas do corpo da Guarda Revolucionária realiza no golfo Pérsico.

A Guarda Revolucionária iraniana realiza também manobras no golfo para 'aperfeiçoar as capacidades de combate das unidades balísticas e navais', indicou a imprensa iraniana.

O governo americano responderam que o Irã deve suspender o desenvolvimento de mísseis balísticos e a realização de testes se pretende ganhar a confiança do mundo. Segundo o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Gordon Johndroe, o desenvolvimento por parte do Irã de mísseis balísticos "é uma violação das resoluções da ONU e algo completamente inconsistente com as obrigações do país ao mundo".

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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