Mundo
09/07/2008 - 20h28

"Nosso dedo está sempre no gatilho", diz comandante militar iraniano

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da Folha Online

Após testar um novo míssil de longo alcance nesta quarta-feira, o Exército do Irã afirmou estar sempre pronto para contra-atacar qualquer ofensiva contra o país, aumentando a tensão na região.

"Queremos dizer ao mundo que aqueles que conduzem sua política externa usando a língua da ameaça contra o Irã devem saber que nosso dedo está sempre no gatilho e temos centenas e mesmo milhares de mísseis prontos para serem disparados contra alvos pré-determinados", declarou o general Hossein Salami, comandante da Guarda Revolucionária do Irã, à TV estatal do país.

Arte Folha Online/Arte Folha Online

"Iremos buscar nossos inimigos no solo e no céu e estamos prontos para reagir fortemente às ameaças do inimigo no menor tempo possível", completou o militar, citado pela rede CNN.

A Guarda Revolucionária do Irã testou um míssil Shahab-3 entre outros durante exercícios militares no golfo Pérsico denominados Grande Profeta 3º, segundo a mídia estatal e fontes militares americanas. O Shahab-3 seria capaz de atingir Israel.

O exercício ocorre um mês após Israel conduzir um exercício militar no mar Mediterrâneo, considerado uma simulação de um ataque às instalações nucleares iranianas. A comunidade internacional, em especial Israel e EUA, demonstraram preocupação com as atividades militares iranianas desta quarta-feira.

Programa nuclear

Testes de mísseis no Irã não são raros, mas o desta quarta ocorre em meio à crescente tensão acerca do programa nuclear iraniano. O Ocidente acusa o Irã de querer produzir armas nucleares, e a ONU já impôs três pacotes de sanções ao país. No entanto, o Irã nega que seu programa nuclear vise a produção de armas e afirma que está no seu direito de desenvolver tecnologia nuclear.

O recente exercício militar de Israel faz parte do esforço do país para mostrar que é capaz de atacar as instalações nucleares iranianas. Em 1981, Israel atacou uma instalação nuclear no Iraque e, no ano passado, bombardeou um local na Síria que supostamente era um reator nuclear em construção.

Um membro do gabinete de Israel, Shaul Mofaz, disse recentemente que o país "irá atacar" o Irã se o programa nuclear não for interrompido.

Na semana passada, um comandante da Guarda Revolucionária iraniana afirmou que qualquer ataque às instalações nucleares do Irã seria considerada uma declaração de guerra. Porém, nesta semana, o presidente Mahmoud Ahmadinejad --que já afirmou querer apagar Israel do mapa-- disse que o Irã quer evitar um confronto.

"Estamos fazendo todos os esforços para expandir a paz e a segurança no mundo. Vocês não devem se preocupar com uma nova guerra", declarou nesta terça, citado pela CNN.

Mark Regev, porta-voz do premiê de Israel, Ehud Olmert, também afirmou não querer conflito com o Irã.

Longo alcance

A agência estatal de notícias Irna afirmou que "o exercício militar tinha como objetivo aumentar o preparo das Forças Armadas iranianas para o combate". O texto afirma ainda que "o míssil Shahab-3, com alcance de 2.000 km, foi testado para demonstrar a capacidade do Irã de atingir seus inimigos nos momentos iniciais de seus prováveis ataques contra a República Islâmica".

Segundo a Irna, analistas "acreditam que o Shahab-3 é capaz de atingir alvos nas terras ocupadas caso o regime sionista realize prováveis ataques contra as instalações nucleares iranianas", em referência clara a Israel.

A secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, afirmou nesta quarta que os testes com mísseis iranianos são mais uma evidencia de que o "mundo precisa de um sistema de defesa com um escudo antimísseis".

Ontem, os EUA fecharam um acordo com a República Tcheca para a instalação de radares do escudo no país, o que gerou uma reação imediata da Rússia, que ameaçou reagir militarmente se o sistema de defesa for construído.

Washington

O secretário americano da Defesa, Robert Gates, disse nesta quarta que os Estados Unidos e o Irã não estão prestes a um confronto militar.

"Não penso nisso", respondeu Robert Gates a um jornalista que o questionou se os testes teriam aumentado os riscos de um conflito entre os dois países.

"Há muitos gestos em curso, mas acho que todos estão conscientes das conseqüências de um conflito qualquer que seja", acrescentou Gates.

O americano disse que Washington continuava a privilegiar uma aproximação diplomática e sanções econômicas para que o governo iraniano mude sua política, principalmente em matéria de enriquecimento nuclear.

Com France Presse

Comentários dos leitores
Penso o Irã está indo na contra-mão da história. Para q construir tantas usinas nucleares????
Estamos às vésperas de Copenhague e os caras ficam insistindo em energia nuclear????
Qual é a razão de se contruir tantas usinas nucleares???? Pq não construir fazendas eólicas, pq não investir em energia solar???? Acho q a questão afinal não é energia....
Em um mundo à beira da degradação completa da natureza, os países insistem em desenvolver sistemas energéticos tão prejudiciais à humanidade como as usinas nucleares.
Mas o q esperar de um grande produtor de petróleo e gás como o Irã? Índices de redução de emissão de poluentes? Investimentos em matrizes energéticas renováveis? Como cobrar de menbros da OPEP q estabeleçam políticas q visem a redução da utilização de combustíveis fósseis?
Na minha opinião usinas nucleares são uma ameaça constante a todo o ecosistema da região na qual elas se possam se encontrar, como umas tais de Angra 1, 2 e 3.... Lembremo-nos de Chernobyl...
sem opinião
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eduardo de souza (498) 29/11/2009 21h05
eduardo de souza (498) 29/11/2009 21h05
O Irã venceu o império romano e irá vencer todo império que tentar ataca-lo. Lá tem homens de verdade, não aqueles que ficam carregando nas camisas mulheres grávidas e anunciando 2 por 1.
O Eua e seus asseclas não podem com a nação Iraniana, tentaram a toque de caixa fraudar e melar uma eleição legítima, com indice de comparecimento maciço e derem com a cara no muro, rs. Esta acontecendo uma união jamais vista, muitas nações estão se preparando para um conflito, todos sabem o que esperam e jamais houve uma compreenssão tão clara de quem são os verdadeiros inimigos da humanidade.
Ainda acho que o Brasil esta muito lento em relação a produção e importação de armas. Mas... O futuro cabe ao futuro.
3 opiniões
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Carlos Gomes (20) 29/11/2009 18h07
Carlos Gomes (20) 29/11/2009 18h07
Com o aval do presidente Lula e sua diplomacia, amigos diletos de terroristas e ditadores. Com o aplauso dos puxa-sacos admiradores desses mesmos terroristas e ditadores. 1 opinião
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