Ministro da Defesa iraniano afirma que mísseis têm "objetivo defensivo"
da Folha Online
O ministro da Defesa iraniano, Mostafa Najjar, afirmou que os mísseis testados nesta quarta-feira pela Guarda Revolucionária têm um objetivo defensivo, informou hoje a emissora local Press-TV.
"Nossos mísseis não serão utilizados para ameaçar nenhum país e seu único objetivo é repelir aqueles que tentem atacar o Irã (...) São para defender a paz no Irã e no golfo Pérsico", indicou.
A Guarda Revolucionária do Irã testou um míssil Shahab-3 entre outros durante exercícios militares no golfo Pérsico denominados Grande Profeta 3º, segundo a mídia estatal e fontes militares americanas. O Shahab-3 seria capaz de atingir Israel.
| Arte Folha Online/Arte Folha Online |
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O exercício ocorre um mês após Israel conduzir um exercício militar no mar Mediterrâneo, considerado uma simulação de um ataque às instalações nucleares iranianas. A comunidade internacional, em especial Israel e EUA, demonstraram preocupação com as atividades militares iranianas desta quarta-feira.
Os testes, que incluíram aviões não tripulados para missões de combate e reconhecimento, aconteceram durante as manobras que a Guarda Revolucionária Islâmica (tropa de elite do regime islâmico) realizam desde segunda-feira no golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz.
Os exercícios iranianos começaram um dia depois de unidades navais de Estados Unidos, Reino Unido e Barein realizarem manobras no golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz.
Os militares iranianos ameaçaram, há uma semana, bloquear o Estreito caso o Irã fosse atacado, declaração à qual os militares americanos na região reagiram prontamente, afirmando que "não permitiriam" tal ação.
Programa nuclear
Testes de mísseis no Irã não são raros, mas o desta quarta ocorre em meio à crescente tensão acerca do programa nuclear iraniano. O Ocidente acusa o Irã de querer produzir armas nucleares, e a ONU já impôs três pacotes de sanções ao país. No entanto, o Irã nega que seu programa nuclear vise a produção de armas e afirma que está no seu direito de desenvolver tecnologia nuclear.
O recente exercício militar de Israel faz parte do esforço do país para mostrar que é capaz de atacar as instalações nucleares iranianas. Em 1981, Israel atacou uma instalação nuclear no Iraque e, no ano passado, bombardeou um local na Síria que supostamente era um reator nuclear em construção.
Um membro do gabinete de Israel, Shaul Mofaz, disse recentemente que o país "irá atacar" o Irã se o programa nuclear não for interrompido.
Na semana passada, um comandante da Guarda Revolucionária iraniana afirmou que qualquer ataque às instalações nucleares do Irã seria considerada uma declaração de guerra. Porém, nesta semana, o presidente Mahmoud Ahmadinejad --que já afirmou querer apagar Israel do mapa-- disse que o Irã quer evitar um confronto.
"Estamos fazendo todos os esforços para expandir a paz e a segurança no mundo. Vocês não devem se preocupar com uma nova guerra", declarou nesta terça, citado pela CNN.
Mark Regev, porta-voz do premiê de Israel, Ehud Olmert, também afirmou não querer conflito com o Irã.
Com Efe e France Presse
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