Mundo
10/07/2008 - 05h24

Ministro da Defesa iraniano afirma que mísseis têm "objetivo defensivo"

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da Folha Online

O ministro da Defesa iraniano, Mostafa Najjar, afirmou que os mísseis testados nesta quarta-feira pela Guarda Revolucionária têm um objetivo defensivo, informou hoje a emissora local Press-TV.

"Nossos mísseis não serão utilizados para ameaçar nenhum país e seu único objetivo é repelir aqueles que tentem atacar o Irã (...) São para defender a paz no Irã e no golfo Pérsico", indicou.

A Guarda Revolucionária do Irã testou um míssil Shahab-3 entre outros durante exercícios militares no golfo Pérsico denominados Grande Profeta 3º, segundo a mídia estatal e fontes militares americanas. O Shahab-3 seria capaz de atingir Israel.

Arte Folha Online/Arte Folha Online

O exercício ocorre um mês após Israel conduzir um exercício militar no mar Mediterrâneo, considerado uma simulação de um ataque às instalações nucleares iranianas. A comunidade internacional, em especial Israel e EUA, demonstraram preocupação com as atividades militares iranianas desta quarta-feira.

Os testes, que incluíram aviões não tripulados para missões de combate e reconhecimento, aconteceram durante as manobras que a Guarda Revolucionária Islâmica (tropa de elite do regime islâmico) realizam desde segunda-feira no golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz.

Os exercícios iranianos começaram um dia depois de unidades navais de Estados Unidos, Reino Unido e Barein realizarem manobras no golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz.

Os militares iranianos ameaçaram, há uma semana, bloquear o Estreito caso o Irã fosse atacado, declaração à qual os militares americanos na região reagiram prontamente, afirmando que "não permitiriam" tal ação.

Programa nuclear

Testes de mísseis no Irã não são raros, mas o desta quarta ocorre em meio à crescente tensão acerca do programa nuclear iraniano. O Ocidente acusa o Irã de querer produzir armas nucleares, e a ONU já impôs três pacotes de sanções ao país. No entanto, o Irã nega que seu programa nuclear vise a produção de armas e afirma que está no seu direito de desenvolver tecnologia nuclear.

O recente exercício militar de Israel faz parte do esforço do país para mostrar que é capaz de atacar as instalações nucleares iranianas. Em 1981, Israel atacou uma instalação nuclear no Iraque e, no ano passado, bombardeou um local na Síria que supostamente era um reator nuclear em construção.

Um membro do gabinete de Israel, Shaul Mofaz, disse recentemente que o país "irá atacar" o Irã se o programa nuclear não for interrompido.

Na semana passada, um comandante da Guarda Revolucionária iraniana afirmou que qualquer ataque às instalações nucleares do Irã seria considerada uma declaração de guerra. Porém, nesta semana, o presidente Mahmoud Ahmadinejad --que já afirmou querer apagar Israel do mapa-- disse que o Irã quer evitar um confronto.

"Estamos fazendo todos os esforços para expandir a paz e a segurança no mundo. Vocês não devem se preocupar com uma nova guerra", declarou nesta terça, citado pela CNN.

Mark Regev, porta-voz do premiê de Israel, Ehud Olmert, também afirmou não querer conflito com o Irã.

Com Efe e France Presse

Comentários dos leitores
Juarez Ribeiro Batista (22) 07/12/2009 03h20
Juarez Ribeiro Batista (22) 07/12/2009 03h20
A questão do Irã é mais complexa do que a dialética EUA vs Irã, Israel vs Irã ou Ocidente vs Irã. Na verdade, o desenvolvimento nuclear iraniano é temido até pelos países árabes sunitas. No oriente médio, há um total desprezo pelo Irã, pois o Irã não é um país árabe e o pior de tudo, é xiita. Sunitas e xiitas se odeiam, não só no Iraque. Os sunitas nem consideram os xiitas islâmicos e sim, hereges. E vice-versa. Os Estados Unidos que cairam de gaiatos, pois os governos dos países árabes querem que os americanos façam o papel sujo deles. Nem cito Israel. Se um dia o Irã for atacado pelos Estados Unidos ou Israel, podem ter certeza que os governos árabes vão protestar para fazer jogo de cena com suas populações, mas com certeza vão pular de alegria. Derrotar o Irã numa guerra não é difícil para Israel nem para os EUA, pois os países islâmicos só tomaram pau até hoje. Há pouco surgiu uma polêmica sobre Ahmadinejad ser judeu. Engraçado que antes da polêmica tinha escrito neste espaço que achava estranho Ahmadinejad ameaçar Israel, falar um monte de asneiras como se estivesse instigando Israel a atacar o Irã, pois o correto seria ser dissimulado até conseguir a bomba nuclear. Sempre achei muito estranha esta atitude dele. E depois da polêmica... sem opinião
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Juarez Ribeiro Batista (22) 07/12/2009 03h17
Juarez Ribeiro Batista (22) 07/12/2009 03h17
A questão do Irã é mais complexa do que a dialética EUA vs Irã, Israel vs Irã ou Ocidente vs Irã. Na verdade, o desenvolvimento nuclear iraniano é temido até pelos países árabes sunitas. No oriente médio, há um total desprezo pelo Irã, pois o Irã não é um país árabe e o pior de tudo, é xiita. Sunitas e xiitas se odeiam, não só no Iraque. Os sunitas nem consideram os xiitas islâmicos e sim, hereges. E vice-versa. Os Estados Unidos que cairam de gaiatos, pois os governos dos países árabes querem que os americanos façam o papel sujo deles. Nem cito Israel. Se um dia o Irã for atacado pelos Estados Unidos ou Israel, podem ter certeza que os governos árabes vão protestar para fazer jogo de cena com suas populações, mas com certeza vão pular de alegria. Derrotar o Irã numa guerra não é difícil para Israel nem para os EUA, pois os países islâmicos só tomaram pau até hoje. Há pouco surgiu uma polêmica sobre Ahmadinejad ser judeu. Engraçado que antes da polêmica tinha escrito neste espaço que achava estranho Ahmadinejad ameaçar Israel, falar um monte de asneiras como se estivesse instigando Israel a atacar o Irã, pois o correto seria ser dissimulado até conseguir a bomba nuclear. Sempre achei muito estranha esta atitude dele. E depois da polêmica... sem opinião
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Mauricio Antonello (1) 07/12/2009 02h49
Mauricio Antonello (1) 07/12/2009 02h49
Os EUA são mestres em manipular a opinião pública para atingir o objetivo de uma minoria, classe dominante e políticos que defendem seus interesses. Tendo isso em vista, alienam a população e os bombardeiam com o verdadeiro terrorismo - notícias sobre a guerra do terror, sobre a busca a Bin Laden, sobre o perigo do Irã e da Coréia do Norte. Para eles um povo só é unido quando há um inimigo comum, e eles criam esse cenário. Assim foi na Primeira Guerra (Lusitania mandado para águas claramente minadas de submarinos alemães), na Segunda (ataque a Pearl Harbor após vários atentados diplomáticos ao Japão) e na Guerra do Vietnam (Incidente de Tonkin que pelo visto jamais aconteceu), por que agora seria diferente? Forjam provas para justificar seus atos que não são bem avaliadas pelo público (11 de setembro? Queda praticamente sem resistência das torres, Torre 7 caiu sem ser atingida por avião, não foram filmados destroços dos aviões, relações dúbias entre família Bush e Bin Laden?). E aparentemente o governo Obama continua a seguir a mesma linha. Bem, é o que se espera de um país em que o povo só pode escolher entre 2 partidos! Podem acreditar, uma hora ou outra, será declarada guerra ao Irã e depois a Venezuela. Todas futuras guerras que planejam tornar esses paises instáveis e justificáveis de uma permanência de tropas americanas (e gastos e lucros para algumas empresas). E teremos mais um "Iraque" no oriente médio e outro na América Latina e empresas petroliferas instalando-se sem opinião
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