Mundo
10/07/2008 - 10h44

Com ajuda de Hillary, Obama vai atrás do voto das mulheres

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colaboração para a Folha Online

O provável candidato democrata Barack Obama dedica esta quinta-feira para conquistar o voto das mulheres e, para tal, contará com a ajuda da sua ex-rival, a senadora Hillary Clinton.

Os dois senadores democratas aparecerão juntos em um evento de arrecadação "Mulheres por Obama", na manhã desta quinta-feira em Nova York. No discurso preparado para a ocasião, Obama fala das mudanças que tem relação direta com as mulheres, como igualdade de pagamento.

"Enquanto alguns políticos em Washington fazem muito barulho sobre os valores familiares, quando chega ao que as pessoas realmente precisam para apoiar suas famílias e passar tempo com elas, eles ficam horrivelmente calados, não?", diz Obama, segundo trechos do discurso publicados pelo jornal "New York Times".

Obama ressalta a importância das mulheres no núcleo familiar --um tema que ele gosta de abordar contando sua própria história como criança criada por mãe e avó. "Nós ignoramos que as mulheres são o suporte de nossas famílias, mas também ignoramos muitas vezes que as mulheres são também o suporte da classe média".

Aproveitando a platéia para falar de economia --tema que está no topo das preocupações de eleitores e eleitoras-- Obama afirma: "E nós não teremos uma economia que verdadeiramente põe as necessidades da classe média à frente até que garantamos que as mulheres sejam tratadas como parceiras iguais".

Outro tema visto como crucial entre as eleitoras é a questão da licença-maternidade. Obama aborda o assunto em seu discurso defendendo o direito à licença remunerada. "É inaceitável que mulheres não conseguiam promoções e empregos porque elas têm filhos em casa. É inaceitável que 22 milhões de mulheres trabalhadoras possam ser demitidas por tirar a licença-maternidade e que 78% dos trabalhadores que têm família não podem tirar dias de folga porque não têm como pagar", diz.

Depois do evento em Nova York, Obama volta aos temas em outro evento, programado para a tarde desta quinta-feira, em Fairfax, Virgínia. Os eventos de hoje são parte da estratégia de Obama para conquistar o apoio do voto feminino, fortemente associado a Hillary durante toda a disputa pelas primárias.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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