Mundo
10/07/2008 - 11h13

Obama aceita pedido de desculpas do reverendo Jackson

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colaboração para a Folha Online

O provável candidato democrata Barack Obama tentou afastar mais uma polêmica em sua campanha ao aceitar as desculpas do reverendo Jesse Jackson por suas declarações de que o senador não fala de assuntos verdadeiramente importantes para a comunidade negra.

Nesta quarta-feira, Jackson ocupou os jornais norte-americanos com a divulgação de seus comentários no programa da Fox News, The O'Reilly. As declarações, segundo Jackson, foram feitas quando acreditava que o microfone estava desligado, em uma entrevista a um repórter do canal.

A campanha de Obama respondeu cautelosamente ao incidente, dizendo em comunicado que o presidenciável falou por muitos anos sobre as responsabilidades paternas e sobre "empregos, justiça e oportunidades para todos".

"Ele continuará a falar sobre as nossas responsabilidades para nós mesmos e para os outros e ele, claro, aceita as desculpas do reverendo Jackson", disse o porta-voz de Obama, Bill Burton, citado em reportagem do jornal norte-americano "USA Today".

Os comentários de Jackson foram feitos no último domingo (6), quando foi questionado sobre o peso moral dos discursos de Obama nas igrejas.

O líder do movimento pelos direitos civis afirmou que existem outras questões importantes para serem abordadas na comunidade negra, como o desemprego, a crise dos créditos e o número de negros nas prisões e criticou Obama com um comentário que afirmou ser "rude".

"Foi uma fala privada", afirmou o reverendo. "Se qualquer dano foi causado para a campanha de Obama, eu peço desculpas".

Jackson estava sendo entrevistado sobre os planos de saúde norte-americanos quando o repórter da Fox News perguntou sua opinião sobre os discursos de Obama. O reverendo afirmou à agência Associated Press que não lembra exatamente o que disse no domingo, mas "sente muito" por sua afirmação.

Jackson acrescentou que apóia a candidatura de Obama e ligou para o comitê do democrata para se desculpar.

Quando Obama conseguiu o número de delegados necessários para garantir a nomeação democrata, o reverendo elogiou a vitória histórica de Obama e a classificou como "um momento de transformação". Jackson lutou pela nomeação presidencial democrata em 1984 e 1988. Ele ganhou várias primárias e se saiu melhor que o esperado entre eleitores brancos.

"Nós sabíamos que esse resultado era possível; não sabíamos quem ou quando", afirmou Jackson, na ocasião. O reverendo estava com o líder negro Martin Luther King quando ele foi assassinado em 1968.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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