Obama aceita pedido de desculpas do reverendo Jackson
colaboração para a Folha Online
O provável candidato democrata Barack Obama tentou afastar mais uma polêmica em sua campanha ao aceitar as desculpas do reverendo Jesse Jackson por suas declarações de que o senador não fala de assuntos verdadeiramente importantes para a comunidade negra.
Nesta quarta-feira, Jackson ocupou os jornais norte-americanos com a divulgação de seus comentários no programa da Fox News, The O'Reilly. As declarações, segundo Jackson, foram feitas quando acreditava que o microfone estava desligado, em uma entrevista a um repórter do canal.
A campanha de Obama respondeu cautelosamente ao incidente, dizendo em comunicado que o presidenciável falou por muitos anos sobre as responsabilidades paternas e sobre "empregos, justiça e oportunidades para todos".
"Ele continuará a falar sobre as nossas responsabilidades para nós mesmos e para os outros e ele, claro, aceita as desculpas do reverendo Jackson", disse o porta-voz de Obama, Bill Burton, citado em reportagem do jornal norte-americano "USA Today".
Os comentários de Jackson foram feitos no último domingo (6), quando foi questionado sobre o peso moral dos discursos de Obama nas igrejas.
O líder do movimento pelos direitos civis afirmou que existem outras questões importantes para serem abordadas na comunidade negra, como o desemprego, a crise dos créditos e o número de negros nas prisões e criticou Obama com um comentário que afirmou ser "rude".
"Foi uma fala privada", afirmou o reverendo. "Se qualquer dano foi causado para a campanha de Obama, eu peço desculpas".
Jackson estava sendo entrevistado sobre os planos de saúde norte-americanos quando o repórter da Fox News perguntou sua opinião sobre os discursos de Obama. O reverendo afirmou à agência Associated Press que não lembra exatamente o que disse no domingo, mas "sente muito" por sua afirmação.
Jackson acrescentou que apóia a candidatura de Obama e ligou para o comitê do democrata para se desculpar.
Quando Obama conseguiu o número de delegados necessários para garantir a nomeação democrata, o reverendo elogiou a vitória histórica de Obama e a classificou como "um momento de transformação". Jackson lutou pela nomeação presidencial democrata em 1984 e 1988. Ele ganhou várias primárias e se saiu melhor que o esperado entre eleitores brancos.
"Nós sabíamos que esse resultado era possível; não sabíamos quem ou quando", afirmou Jackson, na ocasião. O reverendo estava com o líder negro Martin Luther King quando ele foi assassinado em 1968.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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