Para eleitores, idade de McCain influencia mais que etnia de Obama
colaboração para a Folha Online
Pesquisa do instituto Gallup aponta que 23% dos eleitores norte-americanos dizem que a idade do provável candidato republicano John McCain seria um problema caso ele se tornasse presidente dos EUA. Apenas 8% dos entrevistados apontam que a etnia do seu rival democrata Barack Obama pode ser um desafio para sua possível Presidência.
McCain, 71, que se eleito será o homem mais velho a assumir o cargo em primeiro mandato, tem na idade um dos maiores desafios de sua candidatura. Embora dedique-se a mostrar uma imagem de experiência e responsabilidade, muitos eleitores ainda o vêem como alguém velho --conceito que a equipe democrata deve ressaltar na reta final da campanha presidencial.
Apenas 11% dos eleitores entrevistados apontam que a idade do senador veterano o tornariam um presidente melhor para os EUA. Contudo, o cenário mostra-se mais positivo quando se avalia que a grande maioria (65%) ainda aponta que a idade não faz diferença alguma em suas credenciais políticas.
Destes 23% que vêem a idade de McCain como um problema, 37% são eleitores identificados com Obama.
Do outro lado, 19% dos eleitores republicanos apontam seus 71 anos seriam uma vantagem para o cargo, enquanto 8% indicam que seria uma desvantagem.
Estes resultados foram estimados a partir de duas questões incluídas na mais recente pesquisa de opinião conjunta Gallup/"USA Today".
No caso do democrata Obama, o cenário se mostrou muito mais positivo, com 82% dos eleitores indicando que sua etnia --um assunto que apareceu várias vezes em sua campanha presidencial-- não fará diferença caso ele seja o próximo presidente dos EUA.
| AP |
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| Republicano John McCain (esq.) ainda é visto como um candidato velho enquanto Barack Obama enfrenta a constante questão racial |
Os outros eleitores dividem-se entre os dois extremos, 9% dizem que a etnia de Obama --que se eleito será o primeiro presidente negro do país-- pode ser uma vantagem em seu trabalho na Casa Branca e outros 8% dizem que pode prejudicá-lo.
No caso do senador por Illinois, a mesma porcentagem --82%-- de eleitores democratas e republicanos apontam que não fará nenhuma diferença o fato de Obama ser negro.
Mais importante, apenas 14% dos eleitores do partido rival tem uma visão negativa sobre o impacto da etnia de Obama em seu trabalho como presidente --comparados aos 37% dos democratas que vêem a idade de McCain como um problema.
Um dos lemas de campanha de Obama é justamente transcender a questão racial. Diante de várias controvérsias sobre o assunto --criadas principalmente com as declarações polêmicas de seu ex-reverendo Jeremiah Wright sobre o racismo nos EUA--, Obama fez um grande discurso sobre a questão.
Entre os independentes, um grupo que não se identifica com nenhum dos partidos e que é visto como crucial para as eleições deste ano, os números ficam na média daqueles dos eleitores democratas e republicanos.
No caso de McCain, 66% não vêem nenhum problema na idade do republicano. Outros 25% apontam que esta característica o torna menos capaz de ocupar o cargo e outros 9% dizem que seria uma vantagem.
No caso de Obama, 84% dos eleitores independentes apontam que sua etnia não afetaria em nada seu governo. Outros 7% vêem como um problema e 8% apontam como uma vantagem para sua administração.
Negros e idosos
As porcentagens também não mudam significativamente quando se divide os entrevistados entre pessoas mais velhas e negros.
Entre os eleitores com 65 anos ou mais, 21% (apenas dois pontos abaixo da média) vêem a idade de McCain como um problema para sua possível Presidência. Outros 14% indicam que seria uma vantagem e a grande maioria, 64%, diz que não faz nenhuma diferença.
As mesmas porcentagens, com diferenças pouco significativas, aparecem quando se avalia o grupo de eleitores com idades entre 18 e 29 anos.
Entre os eleitores negros e brancos, o cenário também não se altera profundamente quando questionados se a etnia de Obama pode influenciar o seu governo.
Segundo a sondagem, 80% dos eleitores negros apontam que o fator não influenciaria o governo Obama. Outros 5% apontam que seria um problema para o senador por Illinois.
A maior diferença está entre aqueles que vêem na etnia de Obama uma vantagem. Entre os negros, a porcentagem chega a 14%, uma margem de sete pontos percentuais sobre a opinião dos eleitores brancos.
A pesquisa que deu origem a estes dados foi realizada entre 15 e 19 de junho e ouviu 1,625 eleitores. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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