Mundo
10/07/2008 - 12h14

Para eleitores, idade de McCain influencia mais que etnia de Obama

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colaboração para a Folha Online

Pesquisa do instituto Gallup aponta que 23% dos eleitores norte-americanos dizem que a idade do provável candidato republicano John McCain seria um problema caso ele se tornasse presidente dos EUA. Apenas 8% dos entrevistados apontam que a etnia do seu rival democrata Barack Obama pode ser um desafio para sua possível Presidência.

McCain, 71, que se eleito será o homem mais velho a assumir o cargo em primeiro mandato, tem na idade um dos maiores desafios de sua candidatura. Embora dedique-se a mostrar uma imagem de experiência e responsabilidade, muitos eleitores ainda o vêem como alguém velho --conceito que a equipe democrata deve ressaltar na reta final da campanha presidencial.

Apenas 11% dos eleitores entrevistados apontam que a idade do senador veterano o tornariam um presidente melhor para os EUA. Contudo, o cenário mostra-se mais positivo quando se avalia que a grande maioria (65%) ainda aponta que a idade não faz diferença alguma em suas credenciais políticas.

Destes 23% que vêem a idade de McCain como um problema, 37% são eleitores identificados com Obama.

Do outro lado, 19% dos eleitores republicanos apontam seus 71 anos seriam uma vantagem para o cargo, enquanto 8% indicam que seria uma desvantagem.

Estes resultados foram estimados a partir de duas questões incluídas na mais recente pesquisa de opinião conjunta Gallup/"USA Today".

No caso do democrata Obama, o cenário se mostrou muito mais positivo, com 82% dos eleitores indicando que sua etnia --um assunto que apareceu várias vezes em sua campanha presidencial-- não fará diferença caso ele seja o próximo presidente dos EUA.

AP
Republican presidential candidate Sen. John McCain, R-Ariz., gestures as he boards his campaign plane in Phoenix on Monday, July 7, 2008. (AP Photo/Carolyn Kaster) /// Democratic presidential candidate, Sen. Barack Obama, D-Ill, gets off his campaign charter in St. Louis, Monday, July 7, 2008. The airplane made a safe, unscheduled landing in St. Louis Monday after a maintenance issue arose en route from Chicago to Charlotte, N.C. (AP Photo/Jae C. Hong)
Republicano John McCain (esq.) ainda é visto como um candidato velho enquanto Barack Obama enfrenta a constante questão racial

Os outros eleitores dividem-se entre os dois extremos, 9% dizem que a etnia de Obama --que se eleito será o primeiro presidente negro do país-- pode ser uma vantagem em seu trabalho na Casa Branca e outros 8% dizem que pode prejudicá-lo.

No caso do senador por Illinois, a mesma porcentagem --82%-- de eleitores democratas e republicanos apontam que não fará nenhuma diferença o fato de Obama ser negro.

Mais importante, apenas 14% dos eleitores do partido rival tem uma visão negativa sobre o impacto da etnia de Obama em seu trabalho como presidente --comparados aos 37% dos democratas que vêem a idade de McCain como um problema.

Um dos lemas de campanha de Obama é justamente transcender a questão racial. Diante de várias controvérsias sobre o assunto --criadas principalmente com as declarações polêmicas de seu ex-reverendo Jeremiah Wright sobre o racismo nos EUA--, Obama fez um grande discurso sobre a questão.

Entre os independentes, um grupo que não se identifica com nenhum dos partidos e que é visto como crucial para as eleições deste ano, os números ficam na média daqueles dos eleitores democratas e republicanos.

No caso de McCain, 66% não vêem nenhum problema na idade do republicano. Outros 25% apontam que esta característica o torna menos capaz de ocupar o cargo e outros 9% dizem que seria uma vantagem.

No caso de Obama, 84% dos eleitores independentes apontam que sua etnia não afetaria em nada seu governo. Outros 7% vêem como um problema e 8% apontam como uma vantagem para sua administração.

Negros e idosos

As porcentagens também não mudam significativamente quando se divide os entrevistados entre pessoas mais velhas e negros.

Entre os eleitores com 65 anos ou mais, 21% (apenas dois pontos abaixo da média) vêem a idade de McCain como um problema para sua possível Presidência. Outros 14% indicam que seria uma vantagem e a grande maioria, 64%, diz que não faz nenhuma diferença.

As mesmas porcentagens, com diferenças pouco significativas, aparecem quando se avalia o grupo de eleitores com idades entre 18 e 29 anos.

Entre os eleitores negros e brancos, o cenário também não se altera profundamente quando questionados se a etnia de Obama pode influenciar o seu governo.

Segundo a sondagem, 80% dos eleitores negros apontam que o fator não influenciaria o governo Obama. Outros 5% apontam que seria um problema para o senador por Illinois.

A maior diferença está entre aqueles que vêem na etnia de Obama uma vantagem. Entre os negros, a porcentagem chega a 14%, uma margem de sete pontos percentuais sobre a opinião dos eleitores brancos.

A pesquisa que deu origem a estes dados foi realizada entre 15 e 19 de junho e ouviu 1,625 eleitores. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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