Mundo
10/07/2008 - 14h32

Seja Obama ou McCain, o próximo presidente dos EUA será canhoto

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da France Presse, em Washington

O próximo presidente dos Estados Unidos, seja o republicano John McCain ou o democrata Barack Obama, será novamente um canhoto, como inúmeros líderes norte-americanos, de Ronald Reagan a Bill Clinton, uma estatística singular que intriga a imprensa norte-americana.

Desde 1974, os Estados Unidos tiveram quatro presidentes canhotos: Gerald Ford, Ronald Reagan, George Bush pai e Bill Clinton, destacou recentemente o jornal "New York Sun".

Mesmo entre os vice-presidentes ou candidatos perdedores, o número de canhotos é bem representado com Al Gore, Robert Dole, John Edwards ou Ross Perot.

A proporção de canhotos na sociedade norte-americana é de 10% a 12% aproximadamente, o que torna ainda mais misterioso o grande número de líderes políticos canhotos durante as últimas décadas.

"A presidência esteve nas mãos de canhotos durante 22 anos nos últimos 34 anos", revelou o jornal "Washington Post".

Os canhotos que usam mais o hemisfério direito de seu cérebro seriam mais aptos a "visualizar o conjunto de um problema, a fazer várias tarefas ao mesmo tempo, a dar provas de criatividade", comentou o "New York Daily News".

Assim, matemáticos, artistas e arquitetos seriam profissões que atraem mais canhotos, dizem os jornais, citando como exemplo Michelangelo, Leonardo da Vinci, Albert Einstein e Marilyn Monroe.

Os canhotos de gerações mais antigas, por terem sofrido pressões para entrar na norma de uma sociedade dominada por destros, têm mais perseverança, chave do sucesso em política, afirmou ainda o "Washington Post".

O jornal destacou que um canhoto nascido antes dos anos 1950, como o provável candidato republicano, McCain, tinha dificuldades porque enfrentava as pressões dos professores na escola.

Em 1900, a proporção dos que ousavam se dizer canhotos era de apenas 3% na sociedade norte-americana, segundo uma pesquisa da National Geographic.

Em 1988, um artigo do "Post" questionava a candidatura de George Bush pai: "Queremos um presidente canhoto?".

Mais tarde, quando o presidente cuidava de um descontrole da tireóide, comentaristas brincavam que os canhotos seriam mais propensos a doenças auto-imunes da tireóide.

"Este ano, após a eleição de novembro, eles devem trocar as tesouras e os abridores de garrafa da Casa Branca", concluiu, em tom de brincadeira, o "NY Daily News".

Mas "cientificamente falando, o que este país precisa, é de um líder ambidestro", resumiu o "Post".

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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