Assessor de McCain afirma que EUA estão em "recessão mental"
colaboração para a Folha Online
Phil Gramm, assessor para assuntos econômicos do provável candidato republicano John McCain, afirmou que os norte-americanos são "resmungões" e que o país está em "recessão mental", em entrevista para o jornal "Washington Times".
Gramm, que afirmou não existir recessão econômica nos EUA, é ex-senador pelo Texas, doutor em economia e vice-presidente do banco suíço UBS.
McCain imediatamente rejeitou a declaração de seu assessor, afirmando que o país passa por sérios desafios na economia, em evento em Michigan.
"Phill Gramm não fala por mim. Eu falo por mim. Então, eu discordo fortemente", disse o senador republicano.
"Os EUA estão em grande dificuldade e nós estamos passando por enormes desafios econômicos. (...) A pessoa aqui de Michigan que acaba de perder seu emprego não está sofrendo de recessão mental. E as mães aqui de Michigan e de toda a América que tentam conseguir dinheiro suficiente para educar seus filhos não são resmungonas", acrescentou.
O provável candidato à Casa Branca respondeu duramente ao ser questionado sobre a possível importância de Gramm em sua administração caso vença as eleições.
"Eu acredito que o senador Gramm estaria em séria consideração para ser embaixador em Belarus (país do Leste Europeu), embora eu não tenha certeza se os cidadãos de Minsk (capital de Belarus) iriam aceitar isso", afirmou McCain.
Críticas
O provável candidato democrata à Presidência dos EUA, Barack Obama, criticou as declarações de Gramm e o comparou ao atual presidente George W. Bush durante um evento de campanha em Fairfax, na Virgínia.
"Eu quero que todos saibam que a América já possui um Dr. Phil, eles não precisam de outro quando o assunto é economia", disse o senador, acrescentando que a recessão não é somente "imaginação".
"Eu acho que é hora de termos um presidente que não nega nossos problemas, ou culpa o povo norte-americano por eles", completou Obama.
Os comentários do assessor republicano fizeram voltar à tona os questionamentos sobre a habilidade de McCain para lidar com economia. Democratas afirmam que ele tem idéias alinhadas às políticas de Bush e já reconheceu que não é especialista em economia".
Com Reuters e Associated Press
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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