Paquistão e ONU investigarão assassinato de Benazir Bhutto
da France Presse, em Nova York
O governo do Paquistão e a ONU decidiram formar uma comissão de investigação sobre o assassinato da ex-primeira-ministra paquistanesa Benazir Bhutto, morta em 27 de dezembro passado, anunciou o organismo mundial nesta quinta-feira (10).
Um comunicado das Nações Unidas informa que um acordo foi fechado entre o secretário-geral, Ban Ki-moon, e o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Shah Mehmood Qureshi, definindo a natureza, a composição e os tipos de financiamento da comissão investigativa.
Bhutto, líder do PPP (Partido do Povo Paquistanês) --a principal formação opositora no país--, foi assassinada no dia 27 de dezembro do ano passado em Rawalpindi, perto de Islamabad, em um atentado suicida, enquanto fazia campanha para as eleições legislativas.
O tribunal antiterrorista de Rawalpindi acusou em junho como principal suspeito o líder taleban Baitulah Meshud e outros cinco cúmplices.
Bhutto morreu em 27 de dezembro em Rawalpindi após bater a cabeça por causa da forte explosão de uma bomba detonada por um terrorista suicida, segundo as conclusões dos investigadores paquistaneses e da equipe da Scotland Yard que ajudou a esclarecer o assassinato.
Um dos acusados, identificado como Bilal, foi quem supostamente disparou contra Bhutto e detonou os explosivos que carregava, enquanto Ullah estava pronto para agir caso a ex-primeira-ministra saísse pela outra porta do carro. Ullah fugiu de Rawalpindi na manhã seguinte.
Antes das eleições de 18 de fevereiro, o governo paquistanês atribuiu o atentado à rede terrorista Al Qaeda, de Osama Bin Laden, e a insurgência taleban vinculou alguns dos detidos com Meshud, que lançou uma ordem de captura contra ele em março.
Com Efe
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