Mundo
11/07/2008 - 07h58

Depois de especulações sobre Hillary, Obama pensa em outro senador para vice

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da Associated Press
da Folha Online

A semana começou com especulações sobre Hillary Clinton ocupando a vice-Presidência democrata, mas agora as chances aumentam para outro senador, Chris Dodd, democrata de Connecticut.

O provável candidato democrata Barack Obama pediu informações sobre a carreira e o perfil político de Dodd, como parte de sua busca por um companheiro de chapa.

O próprio senador Dodd foi quem indicou, nesta quarta-feira, que foi procurado pela equipe de Obama. "Houve alguns questionamentos. Eles perguntaram um monte de coisas. Eu pararei aí", disse, sem dar maiores detalhes sobre o tipo de pergunta que lhe fizeram.

O porta-voz da campanha de Obama, Bill Burton, e o escritório de Dodd no Senado preferiram não comentar o novo alvo das especulações democratas.

O tema, que Obama prefere manter sob o maior sigilo possível, voltou ao centro de sua campanha nesta semana. Nesta quarta-feira, Obama fez uma parada não-programada em Washington para se encontrar com dois de seus assessores nesta busca por um nome para vice. Primeiro, conversou com Eric Holder e depois levou Caroline Kennedy, a mais importante do time de busca por um vice, a Nova York para um evento de arrecadação com Hillary --o que aumentou especulações sobre a "chapa dos sonhos".

Dodd, 64, é senador por Connecticut em seu quinto mandato com um histórico em política externa. Dodd, que fala fluentemente espanhol, serviu nas Forças de Paz e tem um grande interesse em assuntos relativos à América Latina. Ele é membro do Comitê de Relações Internacionais do Senado (assim como Obama) e tem grande influência no envolvimento dos EUA com a região.

Com este histórico, Dodd seria um parceiro ideal para combater dois dos pontos mais fortes de seu rival republicano, John McCain --a experiência como senador e em assuntos de política externa.

Segredo

A especulação sobre quem estaria na lista de candidatos à vice-presidente e, principalmente, quem estaria no topo dela.

Os candidatos preferem manter o segredo. Na quarta-feira, a senadora Claire McCaskill, do Missouri, respondeu de maneira direta sobre se havia entregue documentos para a equipe do senador. "Eu não vou falar sobre isso".

Respondendo a mesma questão, a governadora do Kansas, Kathleen Sebelius, divulgou um comunicado no qual disse: "A decisão e o tempo para escolher a melhor pessoa para ajudar senador Obama a liderar o país cabe inteiramente a ele. Todos nós que apoiamos o senador Obama fomos orientados a direcionar questões sobre sua escolha para vice-presidente para a campanha".

Interesse

Enquanto alguns se recusam a responder sobre especulações, outros recusam o cargo. Recentemente, o senador democrata Jim Webb disse não querer ser vice-presidente.

"Na semana passada, eu comuniquei ao senador Obama e à sua campanha presidencial minha firme intenção de permanecer no Senado, onde eu acredito que estarei melhor equipado para servir as pessoas de Virgínia e deste país", disse, em comunicado à imprensa.

"Sob nenhuma circunstância, eu serei um candidato a vice-presidente", disse.

Outros políticos indicaram que não foram abordados pela campanha e que também não fazem questão de estar na lista. "Eu deixei claro a ele e a todo mundo que eu nunca trabalhei para ninguém em minha vida. eu cheguei aqui quando tinha 29 anos. Eu nunca tive chefe. Eu não sei lidar com isso", disse senador Joe Biden.

Lista

Na lista de prováveis companheiros de chapa de Obama estão ainda Bill Richardson, governador do Novo México e político com apelo forte entre os latinos, Wesley Clark, general do Exército reformado e ex-comandante da OTAN, Sam Nunn, ex-presidente do Comitê de Serviços Armados da Geórgia e o governador da Virgínia, Tim Kaine.

Confira a lista completa de candidatos a vice-presidente de Obama

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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