Mundo
11/07/2008 - 08h38

Comentário de assessor afeta proposta econômica de McCain

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colaboração para a Folha Online

O provável candidato republicano à Casa Branca John McCain se viu diante de uma platéia silenciosa em seu discurso sobre as dificuldades econômicas enfrentadas pelos trabalhadores, em Detroit. Sua equipe avalia que este foi o primeiro efeito do comentário de seu assessor, Phil Gramm, sobre a "recessão mental" dos EUA.

McCain, que assumiu no início da campanha não ser tão forte em assuntos econômicos, agora tem a tarefa de rebater --e se afastar-- publicamente os comentários de Gramm, que ajudou a desenhar a campanha presidencial do republicano e é um de seus amigos pessoais.

Gramm "não fala por mim". "Eu falo por mim. Eu descordo fortemente", disse McCain, durante coletiva de imprensa, relata o jornal "Washington Post".

A reação imediata é parte de um esforço para acalmar seus eleitores e tentar evitar associações diretas com alguém que não reconhece problemas econômicos no país. Diante de um eleitorado que tem nas dificuldades econômicas a maior preocupação de suas vidas, a imagem de alguém que não se reconhece este cenário difícil pode afastar muitos eleitores.

"A pessoa aqui em Michigan que acabou de perder seu emprego não está sofrendo de uma recessão mental. A América está em grande dificuldade. E nós estamos vivendo enormes problemas econômicos assim como outros", continuou McCain. Veja íntegra, em inglês

Questionado se Gramm teria um papel importante em definir sua política econômica, McCain brincou: "eu acho que o senador Gramm está sendo seriamente considerado para embaixador de Belarus, embora eu ache que os cidadãos de Minsk agradeceriam".

Gramm parece não estar disposto a acalmar a controversa que criou. Nesta quinta-feira, ele disse não se arrepender pelos comentários que fez ao jornal "Washington Times". "Eu não vou voltar atrás em nada. Toda palavra que eu disse foi verdadeira".

Em entrevista ao "Washington Times", Gramm afirmou que o país não vive uma recessão econômica e que o país se tornou uma nações de "reclamões". "Você ouve este constante choramingo, reclamando sobre a perda de competitividade. América está em declínio", disse.

Gramm é ex-senador pelo Texas, doutor em economia e vice-presidente do banco suíço UBS.

Chance

O seu rival democrata, Barack Obama, que já criticou inúmeras vezes a política econômica de McCain por não se importar com o povo americano, aproveitou a chance para retomar as críticas ao republicano.

"A América já tem um Dr. Phil. Nós não precisamos de outro quando se trata de economia", disse, causando risos na platéia com a referência ao psicólogo da televisão americana Phil McGraw. Phil Gramm também tem um doutorado.

Obama aproveitou para ressaltar a imagem de seu rival como alguém que não conhece a situação real dos americanos. E a audiência concordou quando o democrata leu os comentários de Gramm, contrastando-os com os preços atos da gasolina, falências de hipotecas e nível de desemprego.

"Não está apenas na sua imaginação", disse Obama, em um comício na Virgínia focado em fazer as mulheres avançarem economicamente. "Sejamos claros. Esta crise econômica não está em sua cabeça", disse.

"Não é choramingar quando pedimos ao governo para agir e dar as famílias algum alívio", disse, causando uma grande ovação das cerca de 3.000 pessoas presentes. "E eu acho que é hora de um presidente que não nega nossos problemas ou culpa o povo americano por eles, mas que toma responsabilidade e providencia a liderança para resolvê-los", disse Obama.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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