Mundo
11/07/2008 - 10h59

Equipe de McCain prevê arrecadação de US$ 400 mi até as eleições

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colaboração para a Folha Online

A campanha do provável candidato republicano John McCain afirmou que espera uma arrecadação total de US$ 400 milhões na campanha pelas eleições gerais deste ano. O valor, pelo menos por enquanto, está muito distante dos US$ 137 milhões arrecadados em sete meses de campanha republicana.

O diretor de campanha de McCain, Rick Davis, estimou que o senador por Arizona terá dinheiro suficiente para disputar a Casa Branca com o democrata Barack Obama, conhecido como uma "máquina de arrecadação" pela constante quebra de recordes quanto se trata de fundos de campanha.

A disputa será difícil. Obama já juntou, desde o início da batalha pela nomeação democrata, US$ 287 milhões. "É mesmo uma quantia impressionante e vale a atenção que recebe", admitiu Davis, em reportagem do jornal "Wall Street Journal".

E McCain tem ainda um outro obstáculo. Ele aceitou o sistema de financiamento público de campanha eleitoral, que lhe garante US$ 84 milhões em dinheiro arrecadado com impostos, mas exige, em troca, que não arrecade mais nenhuma doação privada.

Assim, a partir da Convenção Nacional Republicana, quando McCain será oficializado como candidato às eleições gerais, a campanha republicana só poderá usar dinheiro já arrecadado para financiar eventos e viagens.

Contudo, Davis estima que eles conseguirão juntar ao menos outros US$ 95 milhões até a convenção, marcada para 1º de setembro. Assim, incluindo o dinheiro público, a campanha terá US$ 210 milhões para usar nestes dois meses finais de campanha.

Dinheiro democrata

Já as estimativas democratas vão ainda mais longe. A equipe de Obama planeja alcançar um total de US$ 480 milhões em arrecadação, segundo um dos colaboradores do senador.

Obama tem a vantagem de ter recusado --sob intensas críticas- o sistema público o que o deixa livre para arrecadar quanto dinheiro conseguir até o dia da eleição. Mesmo assim, o valor é ambicioso. "Pense nisso, você tem basicamente quatro meses e meio para arrecadar US$ 300 milhões", disse a pessoa, que não quis se identificar.

Outra ala da campanha democrata aposta com mais confiança na arrecadação deste valor. Kirk Wagar, diretor de finanças de Obama, disse ao "Wall Street" que agosto e setembro, logo após a oficialização da candidatura de Obama, serão os mais promissores para doações.

"Eu acho que setembro será um mês hercúleo", disse Wagar, alegando que nesta época a estrutura do Partido Democrata estará em seu melhor momento, assim como a atenção dos eleitores e doadores de Obama.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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