Africanos advertem corte internacional sobre riscos de acusar sudaneses
da France Presse, de Addis Abeba (Etiópia)
O Conselho de paz e segurança da UA (União Africana) fez um alerta neste sábado à CPI (Corte Penal Internacional) sobre os riscos de acusar membros do governo sudanês por crimes de lesa-humanidade em Darfur.
O Conselho "reafirma o compromisso da UA na luta contra a impunidade", declarou o organismo após uma reunião na noite de sexta-feira, segundo um comunicado divulgado neste sábado em Addis Abeba.
Mas a UA destaca também "a necessidade de prosseguir na busca de justiça sem obstruir ou comprometer os esforços destinados a promover uma paz duradoura", e cita resoluções próprias e do Conselho de Segurança da ONU preconizando "o apaziguamento e a reconciliação" no Sudão.
Segundo o Conselho de paz e segurança da UA, é necessário se prevenir "contra os riscos de uma ação (legal) contra certas personalidades, que poderia comprometer a paz no continente", explicou um alto funcionário da UA à France Presse.
O promotor da CPI, Luis Moreno Ocampo, havia anunciado na quinta-feira que apresentaria, na próxima segunda, "provas" dos crimes cometidos nos últimos cinco anos contra civis em Darfur, e que identificaria os responsáveis.
Segundo o departamento de Estado dos Estados Unidos, Moreno Ocampo também emitirá uma ordem de captura contra o chefe de Estado sudanês, Omar Hassan al Bashir.
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