Mundo
12/07/2008 - 15h55

Para eleitores, política de McCain é muito conservadora

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colaboração para a Folha Online

Pesquisa do instituto Gallup aponta que 40% dos eleitores americanos vêem as propostas políticas do provável candidato republicano John McCain como "muito conservadoras", um aumento de dez pontos percentuais em relação a fevereiro.

A sondagem aponta ainda que 15% dos eleitores vêem o senador por Arizona como muito liberal, uma imagem dificilmente associada ao Partido Republicano. Outros 37% disseram que as políticas propostas por McCain estão de acordo com sua opinião.

Em um dos anos eleitorais mais difíceis para os republicanos, com o presidente George W. Bush enfrentando os mais baixos índices de popularidade de seus dois mandatos, ser associado com políticas conservadoras pode prejudicar a campanha de McCain.

AP
Republican presidential candidate, Sen. John McCain, R-Ariz., smiles during a campaign stop at J&L Steel Erectors, in Hudson, Wisc. Friday, July 11, 2008. (AP Photo/Carolyn Kaster) /// Democratic presidential candidate, Sen. Barack Obama, D-Ill., campaigns during a town hall-style meeting in Dayton, Ohio, Friday, July 11, 2008. (AP Photo/Jae C. Hong)
O democrata Barack Obama (esq) e Republicano John McCain investem em imagem mais moderada para conquistar eleitores

A equipe de McCain quer mostrar um candidato republicano mais moderado que Bush, que apóia a exploração de petróleo nas reservas costeiras para conter os altos custos de petróleo, mas que trocará a frota de carros governamentais para diminuir a emissão de gases poluentes.

Mas a pesquisa indica que a estratégia não está funcionando, já que a porcentagem de pessoas que vêem McCain como alguém mais moderado caiu cinco pontos percentuais.

O cenário é ainda mais preocupante quando se avalia separadamente a opinião dos eleitores republicanos. A porcentagem daqueles que dizem acreditar que McCain é muito conservador dobrou, de 10% para 20% nos últimos cinco meses. Entre os democratas, como esperado, a porcentagem também aumentou, de 43% para 57%.

A sondagem aponta também um aumento, embora menor, entre os independentes que dizem que o senador veterano é muito conservador --de 33% em fevereiro, para 41% em julho.

Obama

O democrata Barack Obama tem sido duramente criticado pela imprensa e pelos republicanos por sua mudança de postura em diversos assuntos. Depois que admitiu poder "refinar" sua visão sobre a Guerra do Iraque e a retirada das tropas americanas do país --um dos temas mais polêmicas da campanha deste ano--, Obama foi alvo de duros ataques tanto dos republicanos quanto da ala mais liberal dos democratas. Eles o acusam de abandonar suas idéias em direção ao centrismo para conquistar mais votos.

As críticas, contudo, parecem não influenciar a visão dos eleitores sobre o senador. Embora não tenha mostrado um cenário totalmente positivo para Obama, a sondagem da Gallup aponta que as mudanças na visão dos eleitores foram menos expressivas. A maior variação foi entre os eleitores que o vêem como um candidato de propostas corretas para os EUA, com uma redução de quatro pontos percentuais --de 47% para 43%.

Considerado um dos senadores democratas com o histórico político mais liberal, Obama é apontado por 40% dos eleitores americanos como um presidenciável de propostas "muito liberais", um aumento de três pontos percentuais, desde fevereiro.

Em um contraste com o seu rival republicano, Obama é visto por apenas 9% dos eleitores como um candidato de idéias muito conservadoras, um aumento de um ponto percentual em relação a fevereiro.

Como esperado, o aumento do número de eleitores que o vêem como muito liberal é, em sua maioria, oriundo dos eleitores republicanos. Em fevereiro, 65% dos republicanos apontavam que Obama era muito liberal, contra 75% na sondagem deste mês.

Entre os democratas, a mudança mais significativa foi entre aqueles que apontam Obama como um candidato de idéias corretas --um aumento de 58% em fevereiro para 68% em julho.

Radicalismo

Embora tenha tido variações menores na visão dos eleitores, Obama é o candidato com maior porcentagem de eleitores preocupados com uma possível associação de seu governo com pessoas de propostas radicais. Segundo a pesquisa, 52% dos eleitores se dizem preocupados com um possível radicalismo do governo democrata, dos quais 28% se dizem "muito preocupados".

Quando questionados sobre uma possível aliança radicalista de McCain, 42% dos eleitores se disseram preocupados, dos quais apenas 17% se declararam "muito preocupados".

McCain tem melhores números também entre aqueles que apontam não ter nenhum tipo de preocupação com radicalismo do novo governo --27% dos eleitores têm esta visão sobre McCain enquanto 24% têm esta visão sobre Obama.

A pesquisa Gallup aponta um cenário preocupante para ambos os prováveis candidatos. Embora McCain enfrente um desafio maior em um ano impopular para os republicanos, Obama também terá que trabalhar para suavizar sua imagem diante daqueles que o associam com radicalismos políticos.

A pesquisa consultou 1.625 eleitores, entre os dias 15 1 19 de junho. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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