Mundo
12/07/2008 - 17h40

McCain grava propaganda pró-imigração para eleitores hispânicos

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MARCELO RAIMON
da Ansa, em Washington

O provável candidato republicano, John McCain, gravou uma propaganda voltada aos eleitores latino-americanos na qual elogia os soldados de origem latina e afirma que os imigrantes são "filhos de Deus".

"Lembremos sempre que eles são filhos de Deus", disse McCain, na mensagem. "Eles devem vir ao país de maneira legal, pois eles enriqueceram nossa cultura e nosso país, assim como cada geração de imigrantes antes deles", completou.

McCain e seu rival democrata, Barack Obama, estão brigando duramente pelo voto dos hispânicos --que, segundo inúmeros analistas, poderá ser decisivo em vários Estados norte-americanos nas eleições de 4 de novembro.

Obama, segundo a maioria das pesquisas, está na frente entre a população hispânica, com alguns institutos apontando o dobro das intenções de voto.

A mensagem gravada por McCain será transmitida nos Estados do Colorado, Nevada e Novo México, onde o índice destes eleitores --que devem chegar a 9% dos votos-- é muito alto.

O vídeo traz declarações tiradas de um debate entre os pré-candidatos à indicação republicana ocorrido em junho do ano passado. Nelas, McCain lembra seus companheiros de combate de origem hispânica no Vietnã e aponta a ampla presença de latinos no Iraque e no Afeganistão.

Muitos desses soldados, destacou McCain, contam apenas com o "green card" de residência nos Estados Unidos e combatem no fronte "porque amam muito esse país" e porque esta é uma maneira de acelerar a aquisição da cidadania, acrescentou.

Imigração

A questão da imigração vem sendo uma das mais espinhosas para McCain, que foi um dos principais patrocinadores da lei de reforma imigratória, rejeitada pelo Senado.

A lei previa uma série de reforços na segurança fronteiriça e nos controles imigratórios, mas também a abertura de um caminho em direção à regularização da situação da maioria dos quase 12 milhões de imigrantes ilegais que vivem no país.

No entanto, depois de conquistar a nomeação republicana, McCain renegou seu apoio à reforma imigratória e assegurou que, ao chegar à Casa Branca, não aprovaria uma lei semelhante.

Essa postura contra os imigrantes o aproximou da base conservadora dos republicanos, no entanto, colocou-o em má situação diante do eleitorado hispânico, que segue com muita atenção a questão imigratória, em especial porque a grande maioria dos novos habitantes do país provêm da América Latina.

McCain irá falar na segunda-feira em San Diego, na Califórnia, na convenção anual do Conselho Nacional de La Raza, uma das principais organizações de latino-americanos do país. Obama fará o mesmo um dia antes.

Este será o terceiro "duelo hispânico" de ambos os senadores nas últimas semanas. Obama e McCain falaram na semana passada na reunião anual da Associação de Funcionários Hispânicos e, nesta semana, com os delegados da convenção da Liga dos Cidadãos Latino-Americanos Unidos.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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