Mundo
13/07/2008 - 11h18

Zapatero e Betancourt se comprometem a lutar para libertar reféns

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da Efe, de Paris

O premiê espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, e a ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt se comprometeram neste domingo a continuar trabalhando "cada segundo" para libertar todos os reféns das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

Zapatero e Betancourt se reuniram na Embaixada da Espanha em Paris, onde o premiê participa da UPM (Cúpula da União pelo Mediterrâneo, na sigla em inglês).

Em entrevista aos jornalistas após essa reunião, Zapatero disse que se comprometeu com Betancourt a "seguir na tarefa da liberdade para aqueles que ainda não a têm", apoiando o presidente colombiano, Álvaro Uribe, a favor da liberdade e da dignidade, assim como do fim da violência e de "um novo tempo" para a Colômbia.

Betancourt ressaltou que os colombianos devem saber que "não há um segundo que passe, nem de dia nem de noite, que não estamos pensando em como vamos trazer em breve os que ficaram nas mãos das Farc para devolvê-los a suas famílias, para que aproveitem, como estou fazendo hoje, a liberdade".

Zapatero, que convidou a Betancourt a visitar Espanha, expressou a satisfação de seu governo e de todos os espanhóis pela libertação da ex-refém e lembrou que seu Executivo "trabalhou, ajudou, encorajou e tentou" para que fosse solta.

"Betancourt já ocupa um lugar no coração da Espanha", disse Zapatero, que desejou que a ex-refém tenha uma vida feliz e plena, na qual sempre estará acompanhada pelos espanhóis.

Negociação

Sobre as declarações de Uribe nas quais este aposta em uma negociação direta com as Farc sem mediação internacional, disse apenas que a Espanha sempre esteve e estará a favor do que ele considerar mais conveniente.

Diante da possibilidade de que a Espanha colabore em uma solução humanitária acolhendo guerrilheiros das Farc, Zapatero disse que não há nenhuma previsão nesse sentido e acrescentou que a Espanha sempre estará junto ao governo de Uribe na luta pela liberdade, mantendo o respeito aos valores e princípios da democracia.

Presentes

Zapatero presenteou Betancourt com dois livros, um deles de Santa Teresa, e duas camisas de futebol, uma da seleção espanhola e outra da francesa, autografada especialmente para ela pelo ex-jogador Zinedine Zidane.

Segundo fontes do Executivo espanhol, Zapatero entregou a Betancourt o "Livro da Vida" de Santa Teresa e um exemplar de "A Divina Comédia" de Dante Alighieri ilustrado pelo espanhol Miquel Barceló.

Zapatero deu também a ela a camisa da seleção francesa com a qual Zidane jogou ontem, em Paris, uma partida comemorativa do 10º aniversário da vitória da França sobre o Brasil na Copa do Mundo de 1998.

Comentários dos leitores
Jorge Bronze (42) 02/12/2009 07h58
Jorge Bronze (42) 02/12/2009 07h58
JR, você deveria dizer que os votos estão sendo comprados juntamente com suas consciências. Os bolsas diversas não dignificam ninguém, apenas resolvem num momento o seu problema, este desgoverno pretende criar mais dois bolsas, o da cultura e o do celular, isso se chama compra de voto, e o PT é PHD nisso, agora falar em 3º mandato para o imcomPeTente, é exatamente fazer o que o lixo do Zelaia iria fazer, se perpetuar no poder como alguns idiotas estão querendo fazer na América Latina, simplificando alguns são cópias baratas do Hugo Chavez e este por sua vez é uma planta nascida do esterco da revolução cubana. Este governo, tem sim laços de amizade com as FARC, pois guerrilheiro defende guerrilheiro, o caso mais conhecido neste governo é a Dilma, que era também colega do heroi do PT "Lamarca", guerrilheiro assassino cruel, assaltante de bancos, (aliás a Dilma também foi), sequestrador, ladrão de armas do exército, desertor, e ainda assim sua familia recebeu mais de um milhão de indenização mais a pensão de coronel. sem opinião
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Ricardo Perrone (48) 12/11/2009 11h26
Ricardo Perrone (48) 12/11/2009 11h26
O Governo colombiano não deveria exercer esse tipo de artifício para capturar assassinos, bandidos ou guerrilheiros. Pagar recompensa é um estímulo a práticas detestáveis do caráter humano, como: ganância, traição e mentira. O governo deveria pegar o valor de tal recompensa e empregar nas atividades investigativas da polícia ou mesmo em sua modernização. O Estado deve ter por meta estimular o bom comportamento na sociedade, banindo práticas detestáveis mesmo que sejam por uma boa causa. 5 opiniões
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O Pacificador (232) 12/11/2009 11h03
O Pacificador (232) 12/11/2009 11h03
"Governo colombiano oferece US$ 1 milhão pelos assassinos de soldados do país..."
Nem precisava tanta grana.
Quem pode entregar os "cabeças" das Farc, é só gente interna mesmo.
Por dinheiro, que a verdadeira ideologia deles, esses "guerilheiros", fazem qualquer coisa.
Como já mostraram antes que são capazes, cortando até as maos de um líder da guerilha, para comprovar sua eliminação.
Uma fração do oferecido, teria sido mais do que sufiente...
sem opinião
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