Mundo
13/07/2008 - 11h28

Violência no Afeganistão motiva retirada de tropas do Iraque, diz "NYT"

colaboração para a Folha online

O aumento da violência promovida pelo Taleban [grupo extremista islâmico deposto por uma coalizão liderada pelos EUA no final de 2001] outros grupos rebeldes no Afeganistão é um dos fatores que motiva a retirada de tropas norte-americanas do Iraque, segundo reportagem deste domingo do "New York Times".

Reprodução

Segundo o jornal americano, governo dos EUA estuda a retirada adicional de tropas de combate do Iraque a partir de setembro, de acordo com informações de fontes oficias militares.

As atuais condições no Afeganistão tornariam necessário o desdobramento de um maior número de homens para o país, onde em maio e junho morreram mais soldados dos EUA e aliados do que no Iraque, uma tendência que continua este mês.

Apesar de a decisão sobre a retirada ainda não ter sido tomada, as fontes afirmaram que entre uma e três das 15 brigadas de combate atualmente no país poderiam deixar o Iraque quando o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, sair da Casa Branca, em janeiro.

Segundo o "New York Times", "o desejo de movimentar rapidamente os homens reflete a visão de muitos no Pentágono de reduzir a tensão nos militares, mas também de ter mais tropas para o Afeganistão e, potencialmente, para outras missões".

O jornal explica que existe consenso em Washington e Bagdá sobre a necessidade de enviar mais tropas ao Afeganistão e que um número maior de soldados dos EUA pode deixar o Iraque.

"Não há realmente uma discussão de números, mas sobre as condições no terreno", disse um funcionário militar em Bagdá, citado pelo "New York Times", que assegura que essas condições "são muito mais favoráveis do que há dois meses".

O jornal afirma que a Casa Branca nega a retirada, mas um porta-voz disse que "Bush confia em trazer mais tropas para casa", e que "poderia esperar pela recomendação do general David Petraeus (comandante das tropas dos EUA no Iraque) em setembro".

"Por enquanto, continuamos as discussões com os iraquianos em nossa meta de reduzir a presença das tropas dos EUA", afirmou o porta-voz, Gordon D. Johndroe, ao "New York Times".

Atentado

Ao cinco pessoas morreram neste domingo no Iraque após explosão de três bombas posicionadas na beira de estradas. As vítimas incluem três policiais que foram atingidos em Faluja --a 50 quilômetros de Bagdá--, antigo bastião dos insurgentes sunitas, informou a polícia.

Os policiais morreram na explosão de duas bombas perto da casa de um capitão da polícia na província de Anbar, onde a violência diminuiu consideravelmente desde o final de 2005, segundo um policial.

Outra bomba, que também foi colocada na beira de uma estrada, matou um homem e seu filho na cidade de Baquba, 60 km ao norte de Bagdá. A explosão atingiu o veículo no qual viajavam as vítimas.

Os atos de violência em Baquba e na Província de Diyala não cessaram apesar das freqüentes operações militares das forças americanas e iraquianas.

Com Efe e France Presse

 

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