Israel afirma que troca de presos com Hizbollah ocorre nesta semana
colaboração para a Folha Online
O governo israelense afirmou neste domingo que realizará a troca de prisioneiros com o grupo extremista libanês Hizbollah ainda esta semana.
O serviço penitenciário do país afirmou que a troca ocorrerá na quarta-feira e contará com a libertação de cinco detentos libaneses em troca dos dois soldados israelenses capturados pelo Hizbollah na fronteira com Israel em 2006, ato que desencadeou uma guerra de 34 dias. Israel acredita que os soldados estão mortos.
| AP |
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| Imagens dos israelenses seqüestrados pelo Hizbollah; não há certeza se eles estão vivos |
Ehud Goldwasser e Eldad Regev não eram membros regulares do exército, mas reservistas convocados para prestar serviço temporariamente. Os israelenses dizem que os dois foram gravemente feridos durante a operação dos guerrilheiros, que entraram no território de Israel em uma ofensiva supostamente unilateral.
O Hizbollah não deu nenhuma pista de que eles estejam vivos e a Cruz vermelha foi impedida de visitá-los.
Após cerca de dois anos de negociações com mediadores alemães, o governo de Israel aprovou a libertação dos libaneses em 29 de junho, mas os arranjos finais demoraram algumas semanas para ocorrerem.
O grupo libanês confirmou que a troca de prisioneiros está prevista para esta semana, mas não divulgou mais informações.
| Arte Folha Online |
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O anúncio de Israel ocorre um dia após a entrega de um relatório pelo Hizbollah sobre um piloto israelense desaparecido do Líbano há duas décadas. O texto era um dos pontos que faltavam para a troca de prisioneiros ser efetuada.
O Hizbollah afirma no relatório não saber o que aconteceu com Ron Arad, piloto israelense que desaparecido após a queda de seu caça no Líbano, em 1986, segundo afirmaram autoridades israelenses em condição de anonimato. Segundo o documento, o Hizbollah acredita que Arad está morto.
Oficiais israelenses afirmaram que o relatório possui duas fotos novas de Arad e partes de um diário que ele escreveu nos anos 80. Ele enviou uma carta à sua família nessa época.
Presos
Na troca de prisioneiros, Israel irá entregar Samir Kantar, libanês condenado à prisão perpétua por um ataque no norte do país em 1979. Também devem ser soltos outros quatro prisioneiros do Hizbollah e dezenas de corpos de militantes do grupo.
Depois de entrar em Israel, Kantar é acusado de matar um policial e um civil na frente de sua filha de quatro anos, além de espancar a menina até a morte. Ele nega ter matado a criança.
Além de Kantar, Israel afirma que irá libertar outros quatro libaneses presos na guerra de 2006 e corpos de cerca de 200 palestinos e libaneses. Militares exumaram os corpos em um cemitério na semana passada como preparação para a troca.
Em troca, Israel deve receber Ehud Goldwasser e Eldad Regev, mas não há confirmação se os dois estão vivos ou mortos.
Autoridades israelenses disseram que a troca deve ocorrer na semana que vem, dependendo de uma aprovação final do gabinete de Olmert.
Diplomatas
Como parte do acordo, Israel proverá informações sobre quatro diplomatas iranianos que desapareceram no Líbano em 1982. O Irã afirma que eles foram sequestrados por rebeldes libaneses aliados a Israel, que os entregaram para soldados do Estado judeu. Israel nega ter recebido os diplomatas.
Em Jerusalém, o porta-voz da Cruz vermelha, Helge Kvam, confirmou que Israel tem se organizado para a troca humanitária com o Hizbollah.
Ele disse que muitas questões técnicas ainda precisam ser solucionadas. A Cruz Vermelha irá acompanhar o processo e assegurar que os libaneses libertados retornarão ao seu país por meio de caminhões monitorados pela organização.
Com Associated Press e Reuters
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