Mundo
14/07/2008 - 14h05

Ingrid Betancourt recebe condecoração em Paris

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da Efe, em Paris

A ex-refém franco-colombiana Ingrid Betancourt recebeu nesta segunda-feira do presidente da França, Nicolas Sarkozy, as insígnias de Cavaleiro da Legião de Honra, dedicada por ela aos colombianos, em particular a seus companheiros de cativeiro na selva seqüestrados pelas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

A condecoração é para "todos os que sofreram", "os que não voltaram" e os que "continuam cativos e esperam voltar à liberdade", afirmou Betancourt emocionada em um ato realizado na sacada do jardim do Palácio do Eliseu diante de milhares de convidados para a festa por ocasião do dia da Queda da Bastilha.

Ao impor as insígnias de Cavaleiro da Legião de Honra em nome da França, Sarkozy disse a Betancourt, que tem nacionalidades francesa e colombiana, que ela é "um símbolo de esperança".

"Há mais de seis anos que nós a esperávamos. Bem-vinda", acrescentou o presidente francês ao se referir à libertação de Betancourt no dia 2 "de mãos de torturadores medievais em uma das florestas mais inóspitas do mundo".

Lucas Dolega/Efe
Ingrid Betancourt recebe insígnias da Legião de Honra do presidente Nicolas Sarkozy
Ingrid Betancourt recebe insígnias da Legião de Honra do presidente Nicolas Sarkozy

Assim como fez quando Betancourt chegou à França dois dias depois de sua libertação, Sarkozy prometeu continuar "ajudando" para conseguir a soltura dos que seguem seqüestrados pelas Farc.

"Digna, reta, orgulhosa, corajosa", Ingrid Betancourt foi "um exemplo para cada um de nós", afirmou Sarkozy, ao dizer que a França quer dar o testemunho de sua "admiração e reconhecimento".

Além da primeira-dama da França, Carla Bruni, e do ministro de Relações Exteriores francês, Bernard Kouchner, presenciaram o ato vários familiares de Betancourt.

Sarkozy, que homenageou a família da ex-refém das Farc, pediu a Betancourt que fique "o maior tempo possível na França", onde está segura e é querida.

Com a voz embargada, Betancourt disse que não merecia a distinção, mas disse estar muito feliz por recebê-la, e disse a Sarkozy que contava com ele para libertar os outros reféns das Farc o mais ráido possível.

A ex-refém falou em espanhol para dizer que dedicava esse momento "aos colombianos" que foram libertados juntamente com ela e àqueles que nunca voltarão, como os deputados de Cali assassinados há um ano pelas Farc, assim como àqueles que continuam cativos e esperam "sua vez" para voltarem à liberdade.

"Eles precisam ser libertados muito rapidamente", disse Betancourt, ao advertir que os reféns agora provavelmente devem estar sendo mal tratados, com correntes "mais curtas" e quase sem comida.

Betancourt não assistiu pela manhã ao tradicional desfile militar por ocasião do dia da Queda da Bastilha, que aconteceu em 14 de julho de 1789.

Depois da entrega da Legião de Honra, a ex-refém, de 46 anos, e sua família se dirigiram a um salão do Palácio do Eliseu para receber os convidados.

Betancourt, que atraiu grande atenção da mídia desde sua chegada à França dois dias após sua libertação e que fez uma visita ao santuário de Lourdes no sábado passado, deve passar alguns dias com a família.

A ex-candidata à Presidência colombiana voltará a Paris para participar da concentração do próximo dia 20, no Trocadero, para pedir a libertação dos reféns que ainda estão em poder das Farc.

Betancourt diz que desistiu de ir a Bogotá para a manifestação marcada para o mesmo dia porque sua família teme por sua segurança.

Comentários dos leitores
Jorge Bronze (42) 02/12/2009 07h58
Jorge Bronze (42) 02/12/2009 07h58
JR, você deveria dizer que os votos estão sendo comprados juntamente com suas consciências. Os bolsas diversas não dignificam ninguém, apenas resolvem num momento o seu problema, este desgoverno pretende criar mais dois bolsas, o da cultura e o do celular, isso se chama compra de voto, e o PT é PHD nisso, agora falar em 3º mandato para o imcomPeTente, é exatamente fazer o que o lixo do Zelaia iria fazer, se perpetuar no poder como alguns idiotas estão querendo fazer na América Latina, simplificando alguns são cópias baratas do Hugo Chavez e este por sua vez é uma planta nascida do esterco da revolução cubana. Este governo, tem sim laços de amizade com as FARC, pois guerrilheiro defende guerrilheiro, o caso mais conhecido neste governo é a Dilma, que era também colega do heroi do PT "Lamarca", guerrilheiro assassino cruel, assaltante de bancos, (aliás a Dilma também foi), sequestrador, ladrão de armas do exército, desertor, e ainda assim sua familia recebeu mais de um milhão de indenização mais a pensão de coronel. sem opinião
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Ricardo Perrone (48) 12/11/2009 11h26
Ricardo Perrone (48) 12/11/2009 11h26
O Governo colombiano não deveria exercer esse tipo de artifício para capturar assassinos, bandidos ou guerrilheiros. Pagar recompensa é um estímulo a práticas detestáveis do caráter humano, como: ganância, traição e mentira. O governo deveria pegar o valor de tal recompensa e empregar nas atividades investigativas da polícia ou mesmo em sua modernização. O Estado deve ter por meta estimular o bom comportamento na sociedade, banindo práticas detestáveis mesmo que sejam por uma boa causa. 5 opiniões
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O Pacificador (232) 12/11/2009 11h03
O Pacificador (232) 12/11/2009 11h03
"Governo colombiano oferece US$ 1 milhão pelos assassinos de soldados do país..."
Nem precisava tanta grana.
Quem pode entregar os "cabeças" das Farc, é só gente interna mesmo.
Por dinheiro, que a verdadeira ideologia deles, esses "guerilheiros", fazem qualquer coisa.
Como já mostraram antes que são capazes, cortando até as maos de um líder da guerilha, para comprovar sua eliminação.
Uma fração do oferecido, teria sido mais do que sufiente...
sem opinião
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