Ingrid Betancourt recebe condecoração em Paris
da Efe, em Paris
A ex-refém franco-colombiana Ingrid Betancourt recebeu nesta segunda-feira do presidente da França, Nicolas Sarkozy, as insígnias de Cavaleiro da Legião de Honra, dedicada por ela aos colombianos, em particular a seus companheiros de cativeiro na selva seqüestrados pelas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
A condecoração é para "todos os que sofreram", "os que não voltaram" e os que "continuam cativos e esperam voltar à liberdade", afirmou Betancourt emocionada em um ato realizado na sacada do jardim do Palácio do Eliseu diante de milhares de convidados para a festa por ocasião do dia da Queda da Bastilha.
Ao impor as insígnias de Cavaleiro da Legião de Honra em nome da França, Sarkozy disse a Betancourt, que tem nacionalidades francesa e colombiana, que ela é "um símbolo de esperança".
"Há mais de seis anos que nós a esperávamos. Bem-vinda", acrescentou o presidente francês ao se referir à libertação de Betancourt no dia 2 "de mãos de torturadores medievais em uma das florestas mais inóspitas do mundo".
| Lucas Dolega/Efe |
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| Ingrid Betancourt recebe insígnias da Legião de Honra do presidente Nicolas Sarkozy |
Assim como fez quando Betancourt chegou à França dois dias depois de sua libertação, Sarkozy prometeu continuar "ajudando" para conseguir a soltura dos que seguem seqüestrados pelas Farc.
"Digna, reta, orgulhosa, corajosa", Ingrid Betancourt foi "um exemplo para cada um de nós", afirmou Sarkozy, ao dizer que a França quer dar o testemunho de sua "admiração e reconhecimento".
Além da primeira-dama da França, Carla Bruni, e do ministro de Relações Exteriores francês, Bernard Kouchner, presenciaram o ato vários familiares de Betancourt.
Sarkozy, que homenageou a família da ex-refém das Farc, pediu a Betancourt que fique "o maior tempo possível na França", onde está segura e é querida.
Com a voz embargada, Betancourt disse que não merecia a distinção, mas disse estar muito feliz por recebê-la, e disse a Sarkozy que contava com ele para libertar os outros reféns das Farc o mais ráido possível.
A ex-refém falou em espanhol para dizer que dedicava esse momento "aos colombianos" que foram libertados juntamente com ela e àqueles que nunca voltarão, como os deputados de Cali assassinados há um ano pelas Farc, assim como àqueles que continuam cativos e esperam "sua vez" para voltarem à liberdade.
"Eles precisam ser libertados muito rapidamente", disse Betancourt, ao advertir que os reféns agora provavelmente devem estar sendo mal tratados, com correntes "mais curtas" e quase sem comida.
Betancourt não assistiu pela manhã ao tradicional desfile militar por ocasião do dia da Queda da Bastilha, que aconteceu em 14 de julho de 1789.
Depois da entrega da Legião de Honra, a ex-refém, de 46 anos, e sua família se dirigiram a um salão do Palácio do Eliseu para receber os convidados.
Betancourt, que atraiu grande atenção da mídia desde sua chegada à França dois dias após sua libertação e que fez uma visita ao santuário de Lourdes no sábado passado, deve passar alguns dias com a família.
A ex-candidata à Presidência colombiana voltará a Paris para participar da concentração do próximo dia 20, no Trocadero, para pedir a libertação dos reféns que ainda estão em poder das Farc.
Betancourt diz que desistiu de ir a Bogotá para a manifestação marcada para o mesmo dia porque sua família teme por sua segurança.
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Nem precisava tanta grana.
Quem pode entregar os "cabeças" das Farc, é só gente interna mesmo.
Por dinheiro, que a verdadeira ideologia deles, esses "guerilheiros", fazem qualquer coisa.
Como já mostraram antes que são capazes, cortando até as maos de um líder da guerilha, para comprovar sua eliminação.
Uma fração do oferecido, teria sido mais do que sufiente...
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