Mundo
15/07/2008 - 02h27

Cordilheira peruana perdeu 26% da superfície por causa da mudança climática

da Efe, em Lima

A Cordilheira Blanca, no Peru, já perdeu pelo menos 26% de sua superfície desde a década de 70 como conseqüência da mudança climática, informaram nesta segunda-feira a Irena (Unidade de Glaciologia do Instituto Nacional de Recursos Naturais).

"As imagens de satélite mostram que a superfície da Cordilheira Blanca tem 535 quilômetros quadrados, o que demonstra que nos últimos 33 anos foram perdidos 188 quilômetros quadrados", disse o diretor da Inrena, Marco Zapata.

O especialista afirmou que esta é uma das conclusões de um estudo sobre geleiras e lagoas do Peru que será apresentado oficialmente em dois meses.

Segundo Zapata, entre 1948 e 1977 a média de retrocesso anual das geleiras na Cordilheira Blanca era entre 8 e 9 metros por ano, mas desde 1977 esse número subiu para 20 metros anuais.

"O primeiro estudo sobre a Cordilheira Blanca mostrava que existiam 723 geleiras, e o que vamos publicar agora nos mostrará quantas destas geleiras desapareceram", indicou.

Zapata também revelou à agência Andina que há três semanas um grupo de especialistas da Universidade de Ohio (Estados Unidos), do Inrena e do Centro de Ciências Geográficas do Canadá conseguiu fazer a avaliação da topografia e morfologias das áreas de geleiras da Cordilheira Blanca.

O Peru tem mais de 1.700 geleiras, localizadas principalmente nessa cordilheira, uma cadeia montanhosa que divide a costa norte da floresta amazônica de uma área de 340.000 hectares onde estão os picos mais altos e com mais neve do país.

A Cordilheira Blanca também é onde está o Parque Nacional de Huascarán, declarado Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco.

Comentários dos leitores
Marcos Teixeira (17) 25/02/2008 08h15
Marcos Teixeira (17) 25/02/2008 08h15
MANAUS / AM
Mais uma vez a mídia destaca as áreas periféricas do problema, sem atacar as verdadeiras causas. Os biocombustíveis não são responsáveis por uma provável falta de alimentos. Já temos falta de alimentos para 2 bi de habitantes, e isso não se resolve aumentando a área de cultivo. Produzimos alimentos para 8 bi de habitantes, somos um pouco mais de 6 bi, mas 70% de tudo o que o planeta produz é devorado por Estados Unidos e União Européia, com forte crescimento também na China. Os gafanhotos estão famintos. Dizem querer reduzir o aquecimento global, mas esse desaquecimento deveria começar por seu próprio ventre. sem opinião
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carlos batista (3) 01/11/2007 17h08
carlos batista (3) 01/11/2007 17h08
Atribuir a um aquecimento de água a mortandade de peixe neste que é o maior bostódromo do mundo(talvez o 2o ou 3o),francamente.
Só o cheiro desta região valorizada do Rio basta para matar.Talvez seja este o motivo do enorme mercado de perfumes e desodorantes para os habitantes fronteiriços.
abraços
sem opinião
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johnny cunha (1) 11/09/2007 11h59
johnny cunha (1) 11/09/2007 11h59
Este ano esta sendo um dos mais secos ja registrados, em minha região (serra da bodoquena-ms) o tempo esta muito seco, o ar esta inrespiravel, o aumento das queimadas so prejudica ainda mais o que ja esta ficando insuportavel, as chuvas ainda nao chegaram, e o que se fala e desanimador 2 opiniões
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