Comentarista político dos EUA é criticado por comparar Obama a bolacha
da Folha Online
O comentarista político e apresentador americano John McLaughlin enfrentou duras críticas nesta segunda-feira, depois de comparar o provável candidato democrata Barack Obama a uma bolacha Oreo.
"Jackson fica chocado que um Oreo deveria ser o beneficiário de uma longa luta de direitos civis pela qual ele passou sua vida lutando?", disse McLaughlin, em seu programa de conteúdo político "The McLaughlin Group".
O comentarista se referia a Jesse Jackson, um renomado defensor dos direitos civis dos negros que foi envolvido recentemente em uma polêmica, depois de falar, sem saber que o microfone estava ligado, que Obama não está lutando pelas verdadeiras necessidades dos negros americanos.
Oreo é a marca americana de uma bolacha de chocolate com recheio de baunilha e, segundo reportagem da rede de televisão CNN, é visto como uma palavra pejorativa para se referir a afro-americanos que não apresentam estereótipos associados aos negros. Veja a íntegra, em inglês
Referindo-se aos comentários de Jackson, McLaughlin disse que Obama "se encaixa no estereótipo de negros rotulados como um Oreo, negro por fora e branco por dentro".
Peter Beinart, membro do Conselho de Relações Externas e convidado do programa de McLaughlin, reagiu ao comentário dizendo que é uma imagem "completamente injusta" de Obama.
Michelle Bernard, outra convidada do programa citada pela CNN, disse discordar dos comentários do apresentador. "Se Barack Obama é um Oreo, então cada membro desta geração de afro-americanos é um Oreo, porque nós nos levantamos em cima dos ombros de pessoas que lutaram por nossos direitos e todos nós dizemos que você não pode culpar 'o homem' ou o racismo branco por tudo que aflige a comunidade negra".
Já para Roland Martin, colaborador da CNN, as pessoas exageraram na reação ao comentário de McLaughlin.
"A candidatura de Obama está trazendo luz para a discussão interna sobre a América negra e a América branca. Eu acho que muitas pessoas estão desconfortáveis com o diálogo", disse à CNN. "Se John McLaughlin fosse um afro-americano e tivesse feito este comentário, as pessoas diriam que ele provavelmente sabe do que está falando", completou.
Jackson
Para tentar afastar a polêmica racial de sua campanha, Obama aceitou, sem mais discussões, as desculpas do reverendo Jackson.
Os comentários de Jackson foram feitos no domingo (6), quando foi questionado sobre o peso moral dos discursos de Obama nas igrejas.
O líder do movimento pelos direitos civis afirmou que existem outras questões importantes para serem abordadas na comunidade negra, como o desemprego, a crise dos créditos e o número de negros nas prisões e criticou Obama com um comentário que afirmou ser "rude".
"Foi uma fala privada", afirmou o reverendo. "Se qualquer dano foi causado para a campanha de Obama, eu peço desculpas".
A campanha de Obama respondeu cautelosamente ao incidente, dizendo em comunicado que o presidenciável falou por muitos anos sobre as responsabilidades paternas e sobre "empregos, justiça e oportunidades para todos".
"Ele continuará a falar sobre as nossas responsabilidades para nós mesmos e para os outros e ele, claro, aceita as desculpas do reverendo Jackson", disse o porta-voz de Obama, Bill Burton, citado em reportagem do jornal "USA Today".
Com Associated Press
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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