Mundo
15/07/2008 - 09h04

Comentarista político dos EUA é criticado por comparar Obama a bolacha

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da Folha Online

O comentarista político e apresentador americano John McLaughlin enfrentou duras críticas nesta segunda-feira, depois de comparar o provável candidato democrata Barack Obama a uma bolacha Oreo.

"Jackson fica chocado que um Oreo deveria ser o beneficiário de uma longa luta de direitos civis pela qual ele passou sua vida lutando?", disse McLaughlin, em seu programa de conteúdo político "The McLaughlin Group".

O comentarista se referia a Jesse Jackson, um renomado defensor dos direitos civis dos negros que foi envolvido recentemente em uma polêmica, depois de falar, sem saber que o microfone estava ligado, que Obama não está lutando pelas verdadeiras necessidades dos negros americanos.

Oreo é a marca americana de uma bolacha de chocolate com recheio de baunilha e, segundo reportagem da rede de televisão CNN, é visto como uma palavra pejorativa para se referir a afro-americanos que não apresentam estereótipos associados aos negros. Veja a íntegra, em inglês

Referindo-se aos comentários de Jackson, McLaughlin disse que Obama "se encaixa no estereótipo de negros rotulados como um Oreo, negro por fora e branco por dentro".

Peter Beinart, membro do Conselho de Relações Externas e convidado do programa de McLaughlin, reagiu ao comentário dizendo que é uma imagem "completamente injusta" de Obama.

Michelle Bernard, outra convidada do programa citada pela CNN, disse discordar dos comentários do apresentador. "Se Barack Obama é um Oreo, então cada membro desta geração de afro-americanos é um Oreo, porque nós nos levantamos em cima dos ombros de pessoas que lutaram por nossos direitos e todos nós dizemos que você não pode culpar 'o homem' ou o racismo branco por tudo que aflige a comunidade negra".

Já para Roland Martin, colaborador da CNN, as pessoas exageraram na reação ao comentário de McLaughlin.

"A candidatura de Obama está trazendo luz para a discussão interna sobre a América negra e a América branca. Eu acho que muitas pessoas estão desconfortáveis com o diálogo", disse à CNN. "Se John McLaughlin fosse um afro-americano e tivesse feito este comentário, as pessoas diriam que ele provavelmente sabe do que está falando", completou.

Jackson

Para tentar afastar a polêmica racial de sua campanha, Obama aceitou, sem mais discussões, as desculpas do reverendo Jackson.

Os comentários de Jackson foram feitos no domingo (6), quando foi questionado sobre o peso moral dos discursos de Obama nas igrejas.

O líder do movimento pelos direitos civis afirmou que existem outras questões importantes para serem abordadas na comunidade negra, como o desemprego, a crise dos créditos e o número de negros nas prisões e criticou Obama com um comentário que afirmou ser "rude".

"Foi uma fala privada", afirmou o reverendo. "Se qualquer dano foi causado para a campanha de Obama, eu peço desculpas".

A campanha de Obama respondeu cautelosamente ao incidente, dizendo em comunicado que o presidenciável falou por muitos anos sobre as responsabilidades paternas e sobre "empregos, justiça e oportunidades para todos".

"Ele continuará a falar sobre as nossas responsabilidades para nós mesmos e para os outros e ele, claro, aceita as desculpas do reverendo Jackson", disse o porta-voz de Obama, Bill Burton, citado em reportagem do jornal "USA Today".

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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