Mundo
15/07/2008 - 11h40

Rebelde detido em resgate de reféns nega ter traído as Farc

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da Efe, em Bogotá
da Folha Online

O guerrilheiro das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) Gerardo Antonio Aguilar, conhecido como César, um dos dois detidos no último dia 2 pelo Exército colombiano durante o resgate de Ingrid Betancourt e de outros 14 reféns, não traiu a guerrilha, disseram seus advogados, desmentindo um comunicado dos rebeldes.

César foi detido junto com Alexander Farfán Suárez, conhecido como Enrique Gafas, na operação na qual o Exército libertou Betancourt, os americanos Thomas Howes, Keith Stansell e Marc Gonsalves, e mais 11 militares e policiais colombianos.

O advogado Rodolfo Ríos disse aos jornalistas que César afirmou ao promotor investigador que "em nenhum momento traiu as Farc".

O guerrilheiro detido, de acordo com seu advogado, acrescentou que "todo mundo sabe que (o resgate) foi resultado do serviço de inteligência avançada do Exército, sobretudo da interceptação das comunicações telefônicas".

Na sexta-feira passada (11), as Farc, em seu primeiro pronunciamento sobre a libertação do grupo de 15 reféns, disseram que não houve resgate, mas uma "fuga".

"A fuga dos 15 prisioneiros de guerra, na quarta-feira passada, dia 2 de julho, foi conseqüência direta da desprezível conduta de César e Enrique, que traíram seu compromisso revolucionário e a confiança que se depositou neles", diz o comunicado da guerrilha.

No texto, divulgado no site da Agência Bolivariana de Notícias (ABP), o grupo reitera sua vontade de chegar a um acordo humanitário com o governo colombiano. "Mantemos vigente nossa política de tentar acordos humanitários que alcancem a troca e, além disso, protejam a população civil dos efeitos do conflito", afirma.

As Farc advertem que, "insistindo no resgate como único meio, o governo deve assumir todas as conseqüências de sua temerária e aventureira decisão".

De acordo com o ministro colombiano da Defesa, Juan Manuel Santos, a libertação foi possível graças a uma operação de resgate realizada pelo Exército colombiano. Segundo ele, militares da Colômbia disfarçados de trabalhadores humanitários resgataram Betancourt, a refém mais importante das Farc, seqüestrada em 2002 quando fazia campanha eleitoral como candidata à Presidência, além dos outros 14 reféns.

Comentários dos leitores
Ricardo Perrone (41) 12/11/2009 11h26
Ricardo Perrone (41) 12/11/2009 11h26
O Governo colombiano não deveria exercer esse tipo de artifício para capturar assassinos, bandidos ou guerrilheiros. Pagar recompensa é um estímulo a práticas detestáveis do caráter humano, como: ganância, traição e mentira. O governo deveria pegar o valor de tal recompensa e empregar nas atividades investigativas da polícia ou mesmo em sua modernização. O Estado deve ter por meta estimular o bom comportamento na sociedade, banindo práticas detestáveis mesmo que sejam por uma boa causa. sem opinião
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O Pacificador (114) 12/11/2009 11h03
O Pacificador (114) 12/11/2009 11h03
"Governo colombiano oferece US$ 1 milhão pelos assassinos de soldados do país..."
Nem precisava tanta grana.
Quem pode entregar os "cabeças" das Farc, é só gente interna mesmo.
Por dinheiro, que a verdadeira ideologia deles, esses "guerilheiros", fazem qualquer coisa.
Como já mostraram antes que são capazes, cortando até as maos de um líder da guerilha, para comprovar sua eliminação.
Uma fração do oferecido, teria sido mais do que sufiente...
sem opinião
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AGUINALDO VENANCIO (2096) 12/11/2009 08h06
AGUINALDO VENANCIO (2096) 12/11/2009 08h06
BOA URIBE! sem opinião
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