Mundo
15/07/2008 - 11h40

Obama diz que negros precisam mostrar mais responsabilidade

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colaboração para a Folha Online

O provável candidato democrata à Casa Branca Barack Obama disse que os negros precisam mostrar maior responsabilidade por suas ações.

No discurso para a Associação Nacional para o Avanço das Pessoas Negras (NAACP, em inglês), uma das maiores associações de direitos civis dos EUA, Obama disse que é papel do governo dar melhor educação e assistência econômica, mas que os negros precisam exigir mais de si mesmos.

"Nós precisamos fazer mais em nossas próprias vidas, nossas próprias famílias e nossas próprias comunidades", disse Obama, que pode se tornar o primeiro presidente negro dos EUA.

"Isso começa com providenciar orientação para nossas crianças, desligá-las da TV e colocar de lado o videogame, ir aqueles reuniões de pais e mestres, ajudar nossas crianças com suas lições de casa e estabelecer um bom exemplo", completou o democrata.

O tema da responsabilidade é constante na campanha do senador por Illinois. No Dia dos Pais nos EUA, ele foi com a família à Igreja Apostólica de Deus e fez um sermão sobre as responsabilidades da paternidade.

Como "um pai imperfeito", Obama falou sobre a necessidade dos afro-americanos de cumprir com suas responsabilidades já que muitos deles estão "faltando em muitas vidas e em muitas casas". "Eles abandonaram suas responsabilidades, agindo como garotos em vez de homens. E as fundações das nossas famílias estão mais fracas por causa disso", disse.

No discurso desta segunda-feira, Obama lembrou o seu pedido anterior e disse que não vai parar de falar sobre o tema. "Porque eu acredito que no final não importa quanto dinheiro nós investimos em nossas comunidades ou quantos planos de 10 pontos nós propomos, ou quantos programas de governo nós lançamos, nada disso fará nenhuma diferença de nós não trouxermos mais responsabilidade para nossas vidas".

Sonho

Obama foi muito bem recebido pela NAACP e disse ainda que a própria campanha presidencial deste ano é sobre "as responsabilidades que a América tem, as responsabilidades que começam com acabar com uma cultura baseada na Wall Street que diz que o que é bom para mim é o suficiente".

"Importa pouco se você tem o direito de sentar nos bancos da frente do ônibus se você não pode pagar a passagem, importa pouco se você pode sentar na lanchonete se você não tem dinheiro para pagar o almoço", disse Obama, citando algumas das conquistas dos grupos de defesa de direitos civis como Martin Luther King.

"Se você está realmente querendo aquele sonho, [..], [precisamos] ensinar nossos filhos a tratar mulheres com respeito e perceber que a responsabilidade não acaba com a concepção, o que os faz um homem não é a habilidade de ter um filho, mas a coragem de criar um", disse Obama, referindo-se ao histórico discurso de Luther King "Eu tenho um sonho".

História

O presidente da NAACP, Julian Bond, disse em seu discurso, neste domingo (13), que as desigualdades raciais continuarão existindo nos EUA mesmo que Obama seja eleito.

O líder veterano de direitos civis, disse que a candidatura de Obama não representa um país pós luta pelos direitos civis, assim como sua vitória em novembro não representa o fim das questões raciais nos EUA.

Contudo, Bond ressaltou que o país e a NAACP estão "orgulhosos do sucesso da campanha de um candidato que não poderia ficar em alguns hotéis do país há algumas décadas atrás".

"Nós sabemos que o sucesso eleitoral de Obama --mesmo que ele ganhe as eleições-- não sinalizará p fim da discriminação racial, mas marca o ponto alto de um movimento inter-racial que vem desde a ferrovia subterrânea", disse Bond, referindo-se ao sistema subterrâneo que ajudou escravos a escaparem durante a Guerra Civil americana.

Kelvin Shaw, membro da NAACP, disse que é compreensível que Obama não possa focar totalmente na comunidade negra e que apoia as políticas econômicas do senador. "Nós precisamos conversar não sobre uma raça, mas o que afeta todas as pessoas", disse.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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