Obama diz que negros precisam mostrar mais responsabilidade
colaboração para a Folha Online
O provável candidato democrata à Casa Branca Barack Obama disse que os negros precisam mostrar maior responsabilidade por suas ações.
No discurso para a Associação Nacional para o Avanço das Pessoas Negras (NAACP, em inglês), uma das maiores associações de direitos civis dos EUA, Obama disse que é papel do governo dar melhor educação e assistência econômica, mas que os negros precisam exigir mais de si mesmos.
"Nós precisamos fazer mais em nossas próprias vidas, nossas próprias famílias e nossas próprias comunidades", disse Obama, que pode se tornar o primeiro presidente negro dos EUA.
"Isso começa com providenciar orientação para nossas crianças, desligá-las da TV e colocar de lado o videogame, ir aqueles reuniões de pais e mestres, ajudar nossas crianças com suas lições de casa e estabelecer um bom exemplo", completou o democrata.
O tema da responsabilidade é constante na campanha do senador por Illinois. No Dia dos Pais nos EUA, ele foi com a família à Igreja Apostólica de Deus e fez um sermão sobre as responsabilidades da paternidade.
Como "um pai imperfeito", Obama falou sobre a necessidade dos afro-americanos de cumprir com suas responsabilidades já que muitos deles estão "faltando em muitas vidas e em muitas casas". "Eles abandonaram suas responsabilidades, agindo como garotos em vez de homens. E as fundações das nossas famílias estão mais fracas por causa disso", disse.
No discurso desta segunda-feira, Obama lembrou o seu pedido anterior e disse que não vai parar de falar sobre o tema. "Porque eu acredito que no final não importa quanto dinheiro nós investimos em nossas comunidades ou quantos planos de 10 pontos nós propomos, ou quantos programas de governo nós lançamos, nada disso fará nenhuma diferença de nós não trouxermos mais responsabilidade para nossas vidas".
Sonho
Obama foi muito bem recebido pela NAACP e disse ainda que a própria campanha presidencial deste ano é sobre "as responsabilidades que a América tem, as responsabilidades que começam com acabar com uma cultura baseada na Wall Street que diz que o que é bom para mim é o suficiente".
"Importa pouco se você tem o direito de sentar nos bancos da frente do ônibus se você não pode pagar a passagem, importa pouco se você pode sentar na lanchonete se você não tem dinheiro para pagar o almoço", disse Obama, citando algumas das conquistas dos grupos de defesa de direitos civis como Martin Luther King.
"Se você está realmente querendo aquele sonho, [..], [precisamos] ensinar nossos filhos a tratar mulheres com respeito e perceber que a responsabilidade não acaba com a concepção, o que os faz um homem não é a habilidade de ter um filho, mas a coragem de criar um", disse Obama, referindo-se ao histórico discurso de Luther King "Eu tenho um sonho".
História
O presidente da NAACP, Julian Bond, disse em seu discurso, neste domingo (13), que as desigualdades raciais continuarão existindo nos EUA mesmo que Obama seja eleito.
O líder veterano de direitos civis, disse que a candidatura de Obama não representa um país pós luta pelos direitos civis, assim como sua vitória em novembro não representa o fim das questões raciais nos EUA.
Contudo, Bond ressaltou que o país e a NAACP estão "orgulhosos do sucesso da campanha de um candidato que não poderia ficar em alguns hotéis do país há algumas décadas atrás".
"Nós sabemos que o sucesso eleitoral de Obama --mesmo que ele ganhe as eleições-- não sinalizará p fim da discriminação racial, mas marca o ponto alto de um movimento inter-racial que vem desde a ferrovia subterrânea", disse Bond, referindo-se ao sistema subterrâneo que ajudou escravos a escaparem durante a Guerra Civil americana.
Kelvin Shaw, membro da NAACP, disse que é compreensível que Obama não possa focar totalmente na comunidade negra e que apoia as políticas econômicas do senador. "Nós precisamos conversar não sobre uma raça, mas o que afeta todas as pessoas", disse.
Com Associated Press
Leia Mais
- Eleitores dividem-se entre propostas de Obama e McCain para Iraque
- Comentarista político dos EUA é criticado por comparar Obama a bolacha
- A poucos dias da viagem ao Iraque, Obama discursa sobre conflito
- Pesquisa aponta empate técnico entre Obama e McCain
- Obama quer retirar tropas do Iraque e enviar soldados para o Afeganistão
Livraria da Folha
- Ensaios de Chomsky analisam política externa americana no final do século 20
- Entenda os princípios do regime democrático
- Livro ajuda a entender como funciona a república; leia capítulo
- Folha Explica o dólar e sua importância no mundo globalizado
Especial


Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
avalie fechar
avalie fechar
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
avalie fechar