Mundo
15/07/2008 - 14h03

John McCain diz que levará Osama bin Laden à Justiça

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colaboração para a Folha Online

O provável candidato republicano John McCain disse nesta terça-feira que levará o líder da rede terrorista al Qaeda, Osama bin Laden, à Justiça.

"Eu capturarei Osama Bin Laden e o levarei à Justiça", disse McCain.

A declaração foi feita em discurso sobre o Afeganistão, no Novo México. Ele propôs ainda aumentar o número de soldados norte-americanos combatendo o terrorismo no país, seguindo o modelo do que foi feito até agora no Iraque.

"O êxito registrado pelo reforço das tropas no Iraque mostra como vencer no Afeganistão", disse McCain, em um discurso realizado poucas horas depois do discurso de seu rival democrata, Barack Obama, sobre o mesmo tema, em Washington.

"O senador Obama nos disse que podemos ganhar no Afeganistão sem perder no Iraque. Na verdade, é exatamente o inverso. Com uma boa estratégia e um número de soldados apropriado podemos ganhar no Iraque e no Afeganistão", criticou McCain.

Os comandantes americanos no Afeganistão já pediram ao governo que envie ao menos mais três brigadas de combate ao país --o que representa cerca de 10 mil tropas adicionais--, para reforçar os esforços de combate aos terroristas e o treinamento das forças nacionais afegãs.

O presidente George W. Bush e o secretário de Defesa Robert Gates prometeram ampliar as forças americanas no país no próximo ano, mas deixaram claro que isso não seria possível antes de reduzir o número de soldados em combate do Iraque.

McCain propôs enviar "ao menos" três brigadas complementares ao Afeganistão para garantir a segurança da população local, a exemplo do que foi feito no Iraque.

Nos últimos dois meses, o número de soldados de tropas americanas e da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) mortos no Afeganistão ultrapassaram os números do Iraque. Neste domingo, um ataque contra os soldados americanos deixou nove mortos e foi considerado o ataque mais violento contra as forças do país no Afeganistão, nos últimos três anos.

"A segurança se deteriorou no Afeganistão e nossos inimigos estão na ofensiva", reconheceu McCain. "Se for eleito presidente, modificarei o curso da guerra no Afeganistão tal como modificamos no Iraque para uma estratégia para a vitória", completou.

As forças americanas entraram no Afeganistão após os ataques terroristas de 11 de setembro, cuja autoria foi assumida pelas forças da al Qaeda. O objetivo era suprimir as forças do Taleban no país, acabar com a al Qaeda e capturar o seu líder, Bin Laden, cujo paradeiro nunca foi descoberto.

Obama

O democrata Obama se comprometeu nesta semana a realizar o deslocamento de tropas, realocando duas brigadas de combate para o Afeganistão até meados de 2010. Ele disse ainda que deixará uma tropa --de tamanho indeterminado-- no Iraque para treinar as forças locais e realizar "missões limitadas" contra as forças remanescentes da al Qaeda.

"Acabar com a guerra é essencial para conquistar nossos objetivos estratégicos no exterior, começando com o Afeganistão e o Paquistão, onde o Taliban é ressurgente e a al Qaeda tem um porto seguro", disse Obama. "O Iraque não é o fronte central da guerra contra o terrorismo e nunca foi", completou.

Com France Presse e Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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