Mundo
15/07/2008 - 14h46

Obama diz que vai acabar com a Guerra do Iraque e derrotar a Al Qaeda

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colaboração para a Folha Online

Em discurso nesta terça-feira, em Washington, o provável candidato democrata Barack Obama disse que vai encerrar a Guerra do Iraque "de maneira responsável" e "levar a bom término" o combate à rede terrorista Al Qaeda e os talebans.

O senador por Illinois criticou duramente o atual presidente George W. Bush e o seu rival republicano, John McCain.

"Assim como o presidente Bush e o senador John McCain deveriam ter levado em conta, a frente central da guerra contra o terrorismo não está no Iraque e jamais esteve", disse Obama, que planeja viajar ao Iraque e ao Afeganistão na próxima semana.

"A base da Al Qaeda está se estendendo no Paquistão, provavelmente não mais longe de seu antigo santuário afegão do que um trajeto de trem entre Washington e Filadélfia!", disse Obama, destacando que "se houver um novo atentado contra" os EUA, "provavelmente virá da mesma região de onde se preparou o 11 de setembro", disse Obama, que defende a retirada das tropas do Iraque e o reforço das brigadas de combate no Afeganistão.

"E, mesmo assim, temos hoje cinco vezes mais militares no Iraque que no Afeganistão", completou.

Obama, que é contrário à Guerra do Iraque desde o início, disse ainda que o conflito "pesa sobre a segurança, Exército, a economia e o status" dos EUA no mundo, além de utilizar os recursos necessários para que o país enfrente os "desafios do século 21". Uma das principais críticas de Obama --e dos democratas-- ao conflito são os altos custos de sua manutenção, estimados em mais de US$ 1 trilhão nos cinco anos. Eles associam os custos da guerra com a desaceleração da economia americana.

O democrata demonstrou ainda sua vontade de "terminar a Guerra do Iraque de maneira responsável, levar a um bom término o combate contra a Al Qaeda e os talebans e garantir a segurança das armas e dos materiais nucleares [e fazê-los inacessíveis] aos terroristas".

A poucos dias de sua viagem ao Oriente Médio e a Europa, Obama disse ainda que quer alcançar "uma autêntica segurança energética e reconstruir as alianças para estar a altura dos desafios do século 21".

A equipe de campanha do democrata disse que a viagem internacional do senador visa estreitar os laços diplomáticos com as nações visitadas e encontrar juntos saídas para os desafios mundiais.

O discurso desta terça-feira será seguido de diversas entrevistas à redes de televisão nas quais Obama reforçará sua visão sobre os conflitos nos quais os EUA estão envolvidos. O dia dedicado ao tema faz parte da estratégia democrata para combater as críticas republicanas de que Obama é inexperiente em assuntos militares e de política externa.

Mas uma pesquisa divulgada nesta terça-feira aponta que ainda há muito trabalho a se fazer. Embora os eleitores estejam divididos entre as propostas de Obama e de McCain para as tropas americanas no Iraque, o republicano ainda lidera quando questionados sobre quem seria um melhor comandante-em-chefe das Forças Armadas.

Segundo a sondagem do "Washington Post"/ABC, 72% dos eleitores vêem um bom líder em McCain enquanto apenas 48% dizem o mesmo de Obama.

Crítica

Nesta terça-feira, poucas horas depois do discurso de Obama, McCain também falou sobre a questão do Afeganistão.

No Novo México, ele disse que levará o líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, à Justiça e propôs ainda aumentar o número de soldados norte-americanos combatendo o terrorismo no país, seguindo o modelo do que foi feito até agora no Iraque.

"O êxito registrado pelo reforço das tropas no Iraque mostra como vencer no Afeganistão", disse McCain, em um discurso realizado poucas horas depois do discurso de seu rival democrata, Barack Obama, sobre o mesmo tema, em Washington.

"O senador Obama nos disse que podemos ganhar no Afeganistão sem perder no Iraque. Na verdade, é exatamente o inverso. Com uma boa estratégia e um número de soldados apropriado podemos ganhar no Iraque e no Afeganistão", criticou McCain.

Pedido

Os comandantes americanos no Afeganistão já pediram ao governo que envie ao menos mais três brigadas de combate ao país --o que representa cerca de 10 mil tropas adicionais--, para reforçar os esforços de combate aos terroristas e o treinamento das forças nacionais afegãs.

O presidente George W. Bush e o secretário de Defesa Robert Gates prometeram ampliar as forças americanas no país no próximo ano, mas deixaram claro que isso não seria possível antes de reduzir o número de soldados em combate do Iraque.

Nos últimos dois meses, o número de soldados de tropas americanas e da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) mortos no Afeganistão ultrapassaram os números do Iraque. Neste domingo, um ataque contra os soldados americanos deixou nove mortos e foi considerado o ataque mais violento contra as forças do país no Afeganistão, nos últimos três anos.

As forças americanas entraram no Afeganistão após os ataques terroristas de 11 de setembro, cuja autoria foi assumida pelas forças da al Qaeda. O objetivo era suprimir as forças do Taleban no país, acabar com a al Qaeda e capturar o seu líder, Bin Laden, cujo paradeiro nunca foi descoberto.

Com France Presse, Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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