Mundo
16/07/2008 - 08h13

Obama lidera disputa devido a mulheres e independentes, diz pesquisa

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da Folha Online

O provável candidato democrata à Casa Branca Barack Obama mantém a liderança na disputa presidencial deste ano com uma margem de oito pontos percentuais, com 50% das intenções de voto contra 42% de seu rival republicano, John McCain.

A nova pesquisa conjunta "Washington Post"/ABC News aponta ainda que a liderança democrata baseia-se principalmente no voto das mulheres e dos independentes.

O democrata lidera com 15 pontos percentuais entre as eleitoras, com 54% das intenções de voto contra 39% de McCain.

Contudo, Obama tem sua maior margem sobre McCain como o candidato mais bem preparado para reparar a economia em desaceleração, um tema que está no topo da preocupação dos eleitores americanos e deve ser o fator de maior influência nas urnas. O democrata é apontado por 54% dos eleitores como aquele no qual confiam mais para lidar com a economia nacional, contra 35% que apontam o senador republicano.

Efe
SAN01 - SAN DIEGO (EEUU), 14/07/08.- El candidato por el Partido Republicano a la Presidencia de Estados Unidos, John McCain, pronuncia un discurso hoy, 14 de julio de 2008, en la Cuadragésima Conferencia Anual del Consejo Nacional de La Raza en el Centro de Convenciones de San Diego, California (EEUU). En el evento, McCain aseguró que "Los estadounidenses están listos para una reforma migratoria integral porque están hartos de un sistema de retazos (respuestas individuales)..., pero el primer requisito de este país es su seguridad". EFE/David Maung /// MEL11. CINCINNATI (EEUU), 14/07/08.- El candidato por el Partido Demócrata a la Presidencia de Estados Unidos, Barack Obama, habla hoy, 14 de julio de 2008, en la convención de la Asociación Nacional para el Progreso de las Personas de Color (NAACP) en el centro de convenciones Duke Energy, en Cincinnati, Ohio (EEUU). Obama ofreció un tributo a los líderes de color durante las batallas por los derechos civiles en las décadas de los 60 y 70. EFE/MARK LYONS
O republicano John McCain (esq.) ainda está atrás do democrata Barack Obama na disputa pela Presidência dos Estados Unidos

Obama também tem margens de dois dígitos quando os eleitores são questionados sobre quem seria melhor para lidar com o déficit do orçamento federal e a imigração. Em temas sociais, como aborto e união civil de pessoas do mesmo sexo, 56% dos eleitores dizem preferir Obama e 32% escolheram McCain.

Após um dia dedicado aos esforços militares dos EUA no Iraque e Afeganistão, o tema, que aparece em terceiro na lista de preocupações dos eleitores, divide os eleitores.

Quando questionados que, lidaria melhor a situação do Oriente Médio --incluindo ainda o programa nuclear do Irã e o conflito entre israelenses e palestinos--, McCain tem 47% da opinião pública contra 45% de Obama.

Mas quando o assunto é política externa em geral, a experiência de McCain --um veterano da guerra do Vietnã e senador em seu quarto mandato-- parece favorecê-lo. Segundo a sondagem, 72% dos eleitores dizem que ele tem conhecimento suficiente para lidar com as questões globais e 56% disseram o mesmo de Obama --senador em seu primeiro mandato.

O senador republicano também tem uma pequena margem como o candidato mais bem preparado para lidar com crises inesperadas e é mais confiável, por uma margem de seis pontos percentuais, quando o assunto é o combate ao terrorismo.

A equipe de Obama reconhece a fraqueza do senador em questões militares e de política externa e aposta em uma viagem à Europa e Oriente Médio --incluindo o Iraque e o Afeganistão-- para aumentar as credenciais do democrata.

Um dos objetivos da viagem é mostrar que a Presidência de Obama pode restaurar a imagem enfraquecida dos EUA no cenário internacional, com sua política de diálogo aberto. Segundo a sondagem do "Post", 82% dos eleitores dizem que a imagem americana foi muito prejudicada pela atual administração e por uma margem de dois para um, os eleitores dizem que Obama poderá fazer mais que McCain para consertar os danos.

Eleitorado

Entre os homens, Obama empata com McCain --um cenário positivo se considerado o empate também entre homens brancos, um grupo no qual McCain tinha grande vantagem em abril.

De maneira geral, o Partido Democrata ainda não conseguiu unir seus eleitores em torno de Obama. O senador por Illinois ainda não conta com a totalidade dos votos de sua ex-rival, Hillary Clinton. Segundo a sondagem, 23% daqueles que votaram em Hillary nas primárias democratas disseram que votariam no republicano McCain para as eleições gerais --o mesmo número apontado em março, quando Obama ainda não havia conquistado a nomeação.

Entre os independentes, um grupo considerado crucial em uma disputa tão acirrada, Obama lidera com uma margem similar a seu resultado geral, 49% das intenções de voto contra 40% de McCain. No mês passado, uma pesquisa do mesmo instituto apontava que os dois presidenciáveis estavam empatados entre este eleitorado.

Como nas primárias democratas, Obama lidera entre os eleitores jovens. Ele tem o dobro das intenções de votos entre os eleitores com idade entre 18 e 34 anos. Entre os eleitores mais velhos, McCain ganha por uma margem muito menor, com 45% das intenções de voto contra 40% de Obama.

Também como nas primárias, Obama mantém sua liderança ampla entre os eleitores negros, 94% dizem preferir o democrata que pode se tornar o primeiro presidente negro do país.

Já entre os eleitores brancos, McCain tem uma vantagem de oito pontos percentuais, 50% das intenções de voto contra 42% de Obama.

Quando o eleitorado é dividido por renda anual, McCain lidera entre aqueles que ganham mais de US$ 50 mil, com uma margem de 10 pontos percentuais. Já entre aqueles abaixo desta faixa, os dois senadores empatam.

A pesquisa foi conduzida entre 10 e 13 de julho com 1.119 pessoas. a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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