McCain depende mais dos grandes doadores que Obama, diz jornal
da Folha Online
Os doadores de elite do provável candidato republicano John McCain ajudaram-no a juntar mais da metade de seus fundos para esta campanha presidencial, enquanto o democrata Barack Obama arrecadou menos de 20% de sua verba com grandes colaboradores.
Segundo as contas do jornal americano "USA Today", mais de 500 dos maiores doadores de campanha de McCain trouxeram ao cofre republicano ao menos US$ 75,6 milhões, o que corresponde a 53% da verba arrecadada pelo senador em junho.
Obama, que também tem uma lista de mais de 500 grandes doadores, coletou ao menos US$ 50,1 milhões entre eles. Isso corresponde, segundo as contas do "USA Today", a 17% da receita democrata em maio. Veja a íntegra, em inglês
"Isso realmente prova o enorme valor que tem uma rede de arrecadadores fazendo o trabalho por você", disse Sheila Krumholz, do grupo de fiscalização não-partidário, Centro de Política Responsável, que controla as verbas utilizadas nas campanhas.
"Para McCain, que quer projetar uma imagem de independente quando se fala em reforma, é exatamente a mensagem errada depender de um pequeno grupo de doadores bem dotados", disse ainda Sheila.
Enquanto ainda disputava a nomeação republicana, McCain passou por maus momentos financeiramente e quase teve que desistir de sua pré-candidatura. Agora que disputa a campanha presidencial, ele conta com a ajuda do atual presidente George W. Bush para mobilizar este seleto grupo de grandes doadores a inflar o seu cofre de campanha. Mesmo assim, ele continua muito atrás das verbas arrecadadas por Obama.
O democrata, que desde a época das primárias ficou conhecido como uma "máquina" de arrecadação, desenvolveu uma estratégia diferente para enriquecer seus cofres de campanha. Novato no cenário político e com poucos contatos entre os grandes doadores, ele apostou na internet para conseguir doações pequenas, de US$ 200 ou menos, mas de um grande número de colaboradores --sua lista conta com 1,7 milhão de nomes.
Estes doadores de elite são conhecidos como "bundlers" (algo como enfardadores), uma referência ao fato deles coletarem dinheiro com amigos, famílias e parceiros de negócios.
Entre os "bundlers" de McCain, aponta o jornal, estão o empresário Donald Trump, o dono do time de futebol americano San Diego Chargers, Alex Spanos, e o ex-diretor-executivo da Univision Jerry Perenchio. Já na lista seleta de Obama está a editora da revista Vogue, Anna Wintour --que inspirou o filme "O Diabo Veste Prada", o empresário David Geffen e Ned Lamont, ex-candidato ao Senado de Connecticut.
Ambas as equipes afirmam que não dependem destes colaboradores e doadores para financiar suas campanhas e negam que haja interesses pessoais nas doações vultosas. "As pessoas estão apoiando John McCain porque eles acreditam que ele será o melhor presidente", justificou Brian Rogers, porta-voz do republicano.
Rod Pacheco, advogado na Califórnia que coletou mais de US$ 50 mil para o senador por Arizona, disse que sua ajuda vem da admiração que tem pelo veterano de Guerra do Vietnã. "Eu não peço nada em troca, além de vê-lo se tornar presidente".
Já o porta-voz de Obama, Nick Shapiro, diz que seus colaboradores "são pessoas que querem ajudar a campanha" e que não tem nenhuma influência a mais do que os outros 1,7 milhão de doadores. Segundo as contas de Shapiro, 91% da verba de campanha de Obama vem de doações de US$ 100 ou menos.
Pressão
Nesta semana, pressionados pela imprensa norte-americana e por grupos civis de fiscalização, as campanhas de Obama e McCain disseram se comprometer a divulgar mais informações em seus sites oficiais sobre os maiores doadores de fundos para os senadores.
Depois de uma reportagem publicada pelo jornal "The New York Times" questionar porque Obama e McCain --que criticam abertamente a influência do dinheiro na política norte-americana-- não revelavam informações sobre a fonte de milhões de dólares de doações para suas campanhas.
Na sexta-feira (11), a campanha republicana divulgou uma carta assinada pelo diretor Rick Davis para um grupo civil de fiscalização, anunciando que publicaria em seu site os nomes de todos os seus doadores de elite, que contribuíram com US$ 50 mil ou mais para sua candidatura.
A campanha também comprometeu-se a dizer a ocupação e os empregadores destes doadores, além da cidade de origem que já era fornecido. Segundo Davis, citado em nova reportagem do "NYT", este é um outro exemplo do compromisso com a transparência da campanha de McCain.
Do lado democrata, a campanha de Obama disse apenas que acrescentará a cidade de origem dos doadores que contribuíram com quantias maiores de US$ 50 mil. Segundo o "NYT", o avanço foi pouco significativo e frustou os grupos que fiscalizam as campanhas já que pouco se pode descobrir a partir do nome e da cidade do doador.
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Especial


Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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