Mundo
16/07/2008 - 09h33

Líder democrata dos EUA viaja ao sul para registrar eleitores

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da Folha Online

O presidente do Comitê Nacional Democrata, Howard Dean, embarcou em um dos ônibus de campanha do provável candidato Barack Obama para uma viagem que visa registrar o maior número possível de eleitores e espera transformar alguns redutos republicanos do sul dos EUA em votos democratas.

A viagem de Dean começa, segundo reportagem do "Wall Street Jornal", nesta quinta-feira em um local que resume a idéia da estratégia; Crawford, no Texas, a cidade natal do atual presidente George W. Bush.

Segundo Dean, a idéia é focar nas pessoas que passam por dificuldades econômicas. "Nós acreditamos que eles ficaram desiludidos. Muitos deles votaram por George Bush. Nós achamos que eles querem algo novo e nós vamos dar a eles", disse o líder democrata.

O Partido Democrata aposta em dois fatos comprovados pelas pesquisas. A economia que está no topo das preocupações dos eleitores e deve ser o tema de maior influência na campanha presidencial deste ano e a baixa popularidade de Bush.

Pesquisa do "Washington Post"/ABC News aponta que Obama é visto por uma grande maioria dos americanos como o candidato mais bem preparado para lidar com a desaceleração econômica do país e o déficit do orçamento federal --54% dos eleitores como aquele no qual confiam mais para lidar com a economia nacional, contra 35% que apontam o seu rival republicano, John McCain.

A mesma pesquisa aponta que apenas 28% dos americanos dizem que Bush está fazendo um bom trabalho.

O porta-voz da campanha republicana Alex Conant diz que será necessário "mais do que uma viagem na estrada" para convencer os sulistas a apoiar a agenda democrata. "O histórico partidário de Barack Obama está em desacordo com os eleitores dos Estados pelos quais Dean passará".

Estratégia

Obama está lançando também uma campanha para registrar 151 mil novos eleitores na Virgínia até 6 de outubro. A estratégia, divulgada pelo prefeito de Richmond, é parte dos esforços de Obama para conquistar Estados tidos como cruciais nas eleições de novembro.

Para conseguir seu objetivo, os voluntários de Obama têm que registrar cerca de 1.755 novos eleitores por dia, um desafio em um país onde o voto não é obrigatório e o povo não é conhecido por sua participação nos processos políticos.

"Se fizermos isso, nós não apenas ganharemos uma eleição, mas mudaremos o país", disse o prefeito, Douglas Wilder.

O movimento, intitulado "Você Consegue Superar Barack" foi idealizado para fazer superar os 150 mil eleitores que Obama ajudou a registrar, quando era um voluntário da comunidade, nos anos 90.

Já nos Estados do sul, que votavam nos democratas até meados do século 20, Obama aposta no registro de eleitores negros --sua mais forte base eleitoral-- que participaram das últimas eleições presidenciais em porcentagens muito menores que os brancos.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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