Mundo
16/07/2008 - 11h13

McCain fala de educação para tentar conquistar eleitorado negro fiel a Obama

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da Folha Online

O provável candidato republicano John McCain tem seus piores índices de apoio entre os eleitores negros. Nesta quarta-feira, ele tenta reverter este cenário com um discurso pró-educação diante de um dos maiores grupos de direitos civis dos negros dos EUA.

"Estudantes negros e latinos estão entre aqueles mais prováveis de deixar a escola. Os afro-americanos estão também entre aqueles que menos vão ao colégio. Depois de décadas ouvindo as mesmas grandes promessas de educação pública, e vendo os mesmos resultados ruins, é certamente hora de acabar com fórmulas antigas e exigir novas reformas", dirá McCain na convenção anual da Associação Nacional para o Avanço das Pessoas Negras (NACCP, em inglês).

Segundo trechos de seu discurso divulgados pela campanha republicana, McCain falará ao público que, se eleito presidente, ele fará com que os pais possam escolher qual escola seus filhos frequentarão, seja uma escola pública ou privada.

"Não é apenas minha opinião, [e a convicção de pais em regiões pobres ao longo da nação que querem vidas melhores para seus filhos", diz McCain.

Conseguir o voto negro é um desafio tradicional dos republicanos --o presidente George W. Bush conseguiu apenas b11% dos votos deste eleitorado, em 2004--, mas que surge ainda maior para McCain.

O seu rival democrata, Barack Obama, que pode ser o primeiro presidente negro dos EUA, atrai porcentagem esmagadoras de apoio entre os eleitores afroamericanos. Segundo pesquisa "Washington Post"/ABC News, Obama tem 94% das intenções de voto do grupo.

McCain quer tentar reverter este cenário com uma imagem mais amigável diante da comunidade negra, apoiada muito em sua imagem de republicano de linha mais liberal.

Ele foi o primeiro candidato republicano a visitar o famosos marco da luta de direitos civis dos negros, Selma, no Alabama. Lá, ele discursou sobre as conquistas dos negros e reverenciou um de seus maiores líderes, Martin Luther King.

"Eu sei que eu tenho que competir muito pelo voto afroamericano. Eu não tenho ilusões quanto a isso", admitiu, no começo do ano.

Outra parte de sua estratégia está no discurso de hoje diante da NAACP, no qual diz que trabalhará para melhorar a educação para as minorias.

"A reforma da educação tem sido uma prioridade da NAACP e por uma boa razão. Mesmo com os melhores esforços dos professores e administradores, os piores problemas de nossa escola pública são freqüentemente encontrados nas comunidades negras", dirá McCain, segundo os excertos.

O senador republicano também deve pedir à audiência da Associação que votem nele, mas que, mesmo votem por Obama, que dêem a ele "seu conselho e boa vontade".

"Eu sempre soube que nós poderíamos construir uma América melhor, onde nenhum lugar ou pessoa é deixada sem esperança ou oportunidade pelos pecados da injustiça e da indiferença. Isso pode estar entre os grandes privilégios de minha vida, trabalhar com vocês nesta causa".

Obama

Obama discursou para a NAACP nesta segunda-feira e disse que os negros precisam mostrar maior responsabilidade por suas ações.

O democrata reiterou que é papel do governo dar melhor educação e assistência econômica, mas que os negros precisam exigir mais de si mesmos. "Nós precisamos fazer mais em nossas próprias vidas, nossas próprias famílias e nossas próprias comunidades".

"Isso começa com providenciar orientação para nossas crianças, desligá-las da TV e colocar de lado o videogame, ir aqueles reuniões de pais e mestres, ajudar nossas crianças com suas lições de casa e estabelecer um bom exemplo", completou o democrata.

Obama disse ainda que não vai parar de falar sobre o tema. "Porque eu acredito que no final não importa quanto dinheiro nós investimos em nossas comunidades ou quantos planos de 10 pontos nós propomos, ou quantos programas de governo nós lançamos, nada disso fará nenhuma diferença de nós não trouxermos mais responsabilidade para nossas vidas".

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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