Mundo
16/07/2008 - 16h16

Uribe admite uso do emblema da Cruz Vermelha; CICV exige respeito

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da France Presse, em Bogotá

O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, admitiu nesta quarta-feira que um oficial do Exército usou um colete com o símbolo da Cruz Vermelha na operação de resgate de 15 reféns das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), no dia 2 de julho passado.

"O nome do oficial será preservado para não arriscar sua vida, além de querermos protegê-lo em sua carreira", destacou Uribe durante ato público.

Segundo o presidente, o uso dos símbolos da Cruz Vermelha foi feito por "nervosismo", mas destacou que "em nenhum momento se pretendeu suplantar a ação dos organismos humanitários".

"O oficial tirou um pedaço de pano com os símbolos do CICV que estava em seu bolso e o colocou sobre seu colete. Lamentamos que isso tenha ocorrido", acrescentou.

Uribe informou ainda que o ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, e os altos comandos militares se reuniram com o representante do CICV (Comitê Internacional da Cruz Vermelha) para dar explicações e apresentar desculpas.

No entanto, o presidente explicou que os militares que realizaram a operação estavam desarmados e que o resgate foi feito sem derramamento de sangue.

Anteriormente, o governo, através do vice-presidente Francisco Santos, anunciou que começaria uma investigação depois de uma notícia da CNN que afirmou que a inteligência colombiana utilizou símbolos da Cruz Vermelha para enganar os rebeldes.

A CNN disse ter visto fotografias e um vídeo inéditos, através de uma fonte militar, onde se vê um militar usando um colete com a insígnia do organismo humanitário, o que constituiria um crime de guerra.

Os dois guerrilheiros detidos na operação, Gerardo Aguilar (César) e Alexander Farfán (Gafas), relataram aos delegados do CICV que os militares colombianos os haviam enganado usando o emblema do organismo humanitário e da cadeia de televisão Telesur, afirmou seu advogado, Rodolfo Ríos, à France Presse.

"Eles falaram isso em várias oportunidades, assinalando que o Exército simulou a presença da Cruz Vermelha e que 3 ou 4 das pessoas que participaram na operação usavam símbolos do CICV", disse Ríos.

CICV

O CICV exigiu respeito a seu emblema e que não seja usado de forma "abusiva", em resposta à admissão, por parte do governo colombiano, de que o Exército usou o símbolo durante operação de resgate de 15 reféns da guerrilha.

"O emblema da Cruz Vermelha tem que ser respeitado em todas as circunstâncias e não pode ser usado de maneira abusiva", indicou o CICV em comunicado emitido em Bogotá.

A entidade não mencionou se empreenderá ações de protesto, mas destacou a importância do respeito a seu emblema "como um signo protetor que permite a seus representantes aceder as zonas mais afetadas pelo conflito armado e levar a cabo suas atividades de proteção e de assistência às vítimas".

"O CICV, organização humanitária neutra e imparcial, deve ter a confiança de todas as partes em conflito para levar a termo sua ação humanitária", precisou o texto divulgado em Bogotá.

Comentários dos leitores
Jorge Bronze (42) 02/12/2009 07h58
Jorge Bronze (42) 02/12/2009 07h58
JR, você deveria dizer que os votos estão sendo comprados juntamente com suas consciências. Os bolsas diversas não dignificam ninguém, apenas resolvem num momento o seu problema, este desgoverno pretende criar mais dois bolsas, o da cultura e o do celular, isso se chama compra de voto, e o PT é PHD nisso, agora falar em 3º mandato para o imcomPeTente, é exatamente fazer o que o lixo do Zelaia iria fazer, se perpetuar no poder como alguns idiotas estão querendo fazer na América Latina, simplificando alguns são cópias baratas do Hugo Chavez e este por sua vez é uma planta nascida do esterco da revolução cubana. Este governo, tem sim laços de amizade com as FARC, pois guerrilheiro defende guerrilheiro, o caso mais conhecido neste governo é a Dilma, que era também colega do heroi do PT "Lamarca", guerrilheiro assassino cruel, assaltante de bancos, (aliás a Dilma também foi), sequestrador, ladrão de armas do exército, desertor, e ainda assim sua familia recebeu mais de um milhão de indenização mais a pensão de coronel. sem opinião
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Ricardo Perrone (48) 12/11/2009 11h26
Ricardo Perrone (48) 12/11/2009 11h26
O Governo colombiano não deveria exercer esse tipo de artifício para capturar assassinos, bandidos ou guerrilheiros. Pagar recompensa é um estímulo a práticas detestáveis do caráter humano, como: ganância, traição e mentira. O governo deveria pegar o valor de tal recompensa e empregar nas atividades investigativas da polícia ou mesmo em sua modernização. O Estado deve ter por meta estimular o bom comportamento na sociedade, banindo práticas detestáveis mesmo que sejam por uma boa causa. 5 opiniões
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O Pacificador (232) 12/11/2009 11h03
O Pacificador (232) 12/11/2009 11h03
"Governo colombiano oferece US$ 1 milhão pelos assassinos de soldados do país..."
Nem precisava tanta grana.
Quem pode entregar os "cabeças" das Farc, é só gente interna mesmo.
Por dinheiro, que a verdadeira ideologia deles, esses "guerilheiros", fazem qualquer coisa.
Como já mostraram antes que são capazes, cortando até as maos de um líder da guerilha, para comprovar sua eliminação.
Uma fração do oferecido, teria sido mais do que sufiente...
sem opinião
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