Mundo
16/07/2008 - 22h22

Obama é muito mais popular entre negros, diz pesquisa

da Folha Online

O provável candidato democrata à Presidência Barack Obama é muito mais popular entre os negros do que entre os brancos, segundo pesquisa publicada nesta quarta-feira pelo jornal "New York Times".

Obama, que é o primeiro candidato negro indicado por um dos dois grandes partidos americanos, tem a opinião favorável de 83% dos negros e apenas 31% dos brancos. No entanto, a maioria dos americanos (70% dos brancos e 65% dos negros) afirma que o país está preparado para ter um presidente negro.

A pesquisa dá a Obama uma vantagem de seis pontos percentuais sobre seu adversário republicano, John McCain, em intenções de voto (45% contra 39%), com um forte apoio entre os negros (89% contra 2%) e os hispanos (62% contra 23%), enquanto McCain tem vantagem entre os brancos (46% contra 37%).

AP
Democratic presidential candidate, Sen. Barack Obama, D-Ill., speaks during a news conference addressing the National Council of La Raza Convention in San Diego, Calif., Sunday, July 13, 2008. (AP Photo/Jae C. Hong) /// Republican presidential candidate, Sen. John McCain, R-Ariz,., visits his campaign headquarters in Phoenix, Sunday, July 13, 2008. (AP Photo/Carolyn Kaster)
Senador democrata Barack Obama (esq) é melhor avaliado entre os eleitores negros do que seu rival republicano, senador John McCain

Obama --que tem mais de 90% das intenções de voto entre os negros-- é visto pela grande maioria destes eleitores (72%) como um candidato que se preocupa com os problemas e necessidades de pessoas comuns e por 62% como um político patriota. Entre os brancos, estas porcentagens são muito menores, 31% e 32%, respectivamente.

Neste aspecto, McCain tem novamente um cenário negativo. Apenas 23% dos eleitores brancos dizem que ele se preocupa com os problemas dos eleitores brancos e uma porcentagem muito menor, 9%, dos negros diz o mesmo. Mas a experiência do republicano --veterano de Guerra do Vietnã e senador em seu quarto mandato-- parece influenciar na opinião dos eleitores sobre seu patriotismo. Quase 80% dos eleitores brancos e 56% dos eleitores negros dizem que ele é muito patriota.

Outro reflexo do maior apelo de Obama entre os negros é a grande porcentagem, 91%, de eleitores negros que dizem acreditar que Obama vai efetivamente trazer mudanças para Washington --principal tema de campanha do senador.

No caso do republicano, esta porcentagem é muito menor, apenas 14% dos negros e 30% dos brancos acreditam que ele mudará o modo como a política é feita nos EUA. No cenário geral, 61% dos eleitores dizem que McCain continuará com as políticas econômicas de Bush, número que sobe para 78% quando se fala das políticas de Bush para o Iraque.

Em um ano de baixa popularidade do presidente Bush e do Partido Republicano, ser visto como uma "continuação" do mandato atual pode afastar muitos eleitores de McCain.

A pesquisa "NYT"/CBS News foi realizada entre 7 e 14 de julho com 1.796 eleitores. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Comentários dos leitores
Eduardo Velasco (155) 06/09/2008 09h37
Eduardo Velasco (155) 06/09/2008 09h37
Não estou nem aí se o Luiz entende ou diferencia uma coisa da outra. Mas a resposta do outro realmente aponta para uma tremenda falta de lógica argumentativa.
Vejam, a premissa foi: Autodeterminação dos povos [que o Luiz não tratou do assunto, mas que o missivista rapidinho resolver ler "dentro" do texto do outro. Realmente está na CF/88: Art. 4º, III, CF/88 a tal da 'autodeterminação', mas não passa de zurrada constitucional eqüina].
Depois, uma outra premissa menor que não guarda nenhuma relação com a maior [anterior], e a conclusão ilógica [espúria]: "Por isso os Republicanos...".
Assim fica fácil: eu junto abóbora com melancia e digo que as duas são a mesma coisa porque o colorido interno de ambas são semelhantes!
Tertulia Flacida ad Bovinum Adormentare
(conversa pra boi dormir!)
Eduardo Velasco
Natal/RN
sem opinião
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Luiz Castro (17) 05/09/2008 23h04
Luiz Castro (17) 05/09/2008 23h04
Se por um lado úma vitória republicana trás tudo que estamos vendo com Bush e mais um pouco, uma vitória democrata não é sinal de que a vida vai ser melhor abaixo do rio grande. Se vão acabar com a guerra, também vão aumentar o protecionísmo com relação ao comércio, ou seja, querem vender tudo pra todo mundo mas não querem comprar nada, e quem for competitivo como os brasileiros produtores de camarão que aguardem mais subsídios para os produtores americanos. Os filhos de tio sam dão muito valor a quem não se curva a eles, que os enfrenta, quem não abaixa a cabeça. Convivendo nesse país por alguns anos vejo como eles agem. Hoje em dia a moda é se ter um filho adotado no Vietnan, se casar com orientais, principalmente mulheres oriundas dessas regiões onde os americanos foram postos pra correr. Nesse momento os soldados se envolvem com as iraquianas, trazem para a américa e muitos se convertem ao islamismo. Se é dor na conciência não sabemos, mas com certeza em alguns anos a integração entre estes países será muito maior que com os latinos, que dizem amém a tudo vindo do norte. A nossa região com todo seu potêncial energético e riquezas de toda ordem tem nas mãos a chave para abrir o caminho do progresso, o que precisamos é levantar a cabeça e olhar o primeiro mundo nos olhos, sem medo e dispostos a morrer por nosso país. A força americana reside no prazer de servir à pátria, mesmo que por causas injustas como o Iraque. Nosso chão merece esse sacrifício. sem opinião
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Leon Diniz Diniz (17) 05/09/2008 17h28
Leon Diniz Diniz (17) 05/09/2008 17h28
Quero congratular-me com LUIZ CASTRO E CÉLIO RODRIGUES, pela importância dos seus texto nesta tribuna. Agradeço também a IGMAR TRINDADE pela oportunidade que dá à estudiosos como eu de buscar um pouco mais de conhecimento. Igmar aproveitei a sugestão que fez a outra pessoa nesta tribuna para que entrasse no GOOGLE ZEITGEIST Também entrei, confesso que fiquei impressionado com as informações alí contidas. Obrigado de coração pela oportunidade.
Sr. Mac Cain copiar não é feio desde que se de o crédito a fonte. Mundança, até onde sei é mote de campanha do Senador Obama. O lema "ir para Wasghiton para refomar o país" também é de Obama. Por favor ponha a criatividade para funcionar e traga algo novo para deleite dos seus apoiadores. A América já teve um filho imitando o pai na presidência, e olha no que deu: A nação além de cair no atoleiro econômico, tem hoje boa parte do mundo odiando os EUA e sua máquina de fabricar guerras.
Enquanto Obama elogia o passado de Mac Cain. o general agride Obama com palavras impróprias e ao mesmo tempo tenta copia-lo sonhando alcançar a popularidade do Senador democrata. É por isso que o povo americano está mais simpático ao democrata que é original, do que à qualquer genérico de ocasião.
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