Obama enfrenta dificuldades para conquistar eleitor judeu
LUIS TORRES DE LA LLOSA
da France Presse, em Washington
O provável candidato democrata à Casa Branca Barack Obama ainda enfrenta dificuldades para consolidar seu apoio entre o eleitorado judeu, que historicamente apóia os democratas.
"Parece que Obama tem problemas para superar os temores de alguns eleitores judeus", disse Jonathan Goldberg, diretor do jornal americano judeu "The Forward".
A última pesquisa de opinião realizada entre estes eleitores mostrou que 61% apóiam Obama contra 32% que preferem seu rival republicano, John McCain. Apesar dos números da Gallup parecerem elevados, o apoio de Obama ainda é menor do que o de sua ex-rival democrata, Hillary Clinton, que tinha 66% das intenções de voto dos judeus.
Segundo Goldberg, Obama "provavelmente obterá uma maioria dos votos judeus, mas talvez não alcance uma maioria tão grande quanto a obtida pelos democratas". Historicamente, os judeus representam uma grande massa democrata, mas, no cenário nacional, são apenas 4% dos eleitores.
A importância destes eleitores está na influência que tem na comunidade local, como força de campanha e na imprensa.
Segundo o organismo independente Centro Jerusalém de Assuntos Públicos, os eleitores judeus são importantes por sua influência nos "Estados pêndulos", nos quais a disputa entre Obama e McCain está mais acirrada.
Como no caso da Flórida. No Estado --que protagonizou uma polêmica nas eleições de 2000--, Obama tem 13 pontos percentuais a menos entre os judeus do que o democrata de John Kerry, em 2004 e os sete pontos a mais que McCain tem sobre o presidente George W. Bush.
O analista aponta várias razões para o menor apoio de Obama entre este eleitorado tipicamente democrata.
"Existe o temor entro os mais velhos e os mais religiosos de que Obama tenha menos simpatia por Israel ou mais simpatia pelos palestinos, o que seria neutro na questão do Oriente Médio, mas para muitos judeus é tão ruim quanto ser anti-israelense porque eles acreditam que Israel está lutando por sua vida em meio a uma vizinhança muçulmana hostil", disse.
Segundo Goldberg, este temor é acentuado pelos boatos de que Obama é muçulmano e pela manutenção de seu segundo nome, Hussein. "[Isso] desperta temores simbólicos, assim como algumas coisas de seu passado, como suas simpatias de juventude pela militância de identidade negra ou sua associação com o reverendo Wright", disse.
Contudo, ainda segundo o analista, os temores dos eleitores judeus vêm de uma parcela menor da comunidade e os jovens são mais abertos --como os jovens em outras minorias- às propostas de mudança de Obama.
Em uma disputa acirrada --Obama lidera as pesquisas por menos de dez pontos percentuais--, até mesmo os 4% de votos judeus podem fazer a diferença para os democratas retomarem a Casa Branca.
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Especial


A campanha chega em sua reta final. Com a realização do último debate os candidatos vislumbram seu destino. A campanha republicana se perdeu no meio da tempestade financeira, infelizmente a américa só acordou para o desastre representado por Bush quando o ataque foi aos seus próprios bolsos. Enquanto destruiam países ninguém reclamou, mas bastou para que o deles fosse implodido para que as coisas pudessem tomar outro rumo. Agindo como Cesar, que fritou roma por capricho, Bush assou a américa em fogo brando, aquecendo a todos com sua conversa mole e mentindo deslavadamente. Há quem goste é certo... Com um tipo de comportamento por semana MacCain/Palin só demonstram que querem o poder, sem nada oferecerem de concreto. Como um principiante o candidato só conseguiu aumentar a distância que o separa de Obama nas pesquisas. Como definiu claramente o âncora do SNL, Steve Colbert, MacCain acusou Obama de não saber a diferença entre tática e estratégia, ao que Colbert emendou: "...para MacCain, tática foi a utilizada por Bush/Rove nas primárias de 2000 para destruir sua imagem, e estratégia é a mesma tática usada anteriormente por Rove e a turma que agora auxilia MacCain, para que este destrua Barack Obama em 2008." Perfeito! Os republicanos já mostram sinais de desistência e falam abertamente que está tudo perdido, cabe agora saber se Obama terá maioria absoluta no congresso, se conseguir poderá fazer muito pela américa e pelo mundo.
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Mac Cain, isso lá são modos de tratar o seu futuro presidente da república? Será que o senhor gostaria de ter igual tratamento? E se fosse o senhor que estivesse no auge da popularidade por sua exclusiva competência e talento pessoal, gostaria de sofrer ameaças físicas ou ataques injuriosos por conta disso?
Calma Mac Cain! O Senhor já fez a sua parte e entrou para a história como o homem que está disputando uma eleição que imortalizará os sonhos de Linconl e de Luther King, do dia em que um negro se sentará no Salão Oval da Casa Branca, tendo todas as oportunidades de resgatar os sonhos americano, dialogando mais com o mundo, viajando muito e reduzindo o sentimento anti-americano que tomou conta da Terra por conta do terror bélico que a américa disseminou nos últimos 27 anos.
Parabens Luis pelo seu texto que mostra como a moral e a sensibilidade de um povo se deteriorou a tal ponto que leva uma grande analista de economia do EUA ao ser ouvida após o debate, mostrando-se desalentada com a performa-se de Mac Cain, diz textualmente "Ah, se o 11/09 fosse hoje, Mac reverteria este resultado"!
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