Obama tem seu melhor desempenho entre liberais, diz pesquisa
da Folha Online
O provável candidato democrata à Casa Branca Barack Obama mantém altos índices de apoio entre os eleitores liberais, mesmo diante das intensas críticas de sua nova postura centrista. Nova pesquisa do Gallup aponta que 82% dos eleitores que se identificam como liberais indicam intenção de voto para Obama, seu melhor resultado nos últimos quatro meses.
A sondagem também aponta um cenário positivo para o provável candidato republicano John McCain. Com grandes dificuldades de conquistar a ala mais conservadora do partido, ele tem o apoio de 90% dos eleitores republicanos que se consideram conservadores.
Os resultados da pesquisa, divulgada nesta quarta-feira, trazem alívio para a campanha democrata. Nos últimos dias, ele tem sido alvo de duros ataques dos republicanos e da ala mais liberal dos democratas por sua postura centrista em temas que antes, alegam os críticos, fizeram-no ser conhecido como um dos mais liberais senadores do Congresso.
| AP |
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| O republicano John McCain (esq.) conta com apoio dos eleitores conservadores e o democrata Barack Obama lidera entre os liberais |
Na semana passada, um grupo de liberais criou um fórum no próprio site de campanha de Obama para criticar seu voto favorável à lei que dá imunidade às companhias telefônicas que forneçam dados pessoais dos clientes ao governo, como parte do combate ao terrorismo.
Outro momento controverso de Obama foi quando ele disse que refinaria sua posição quanto ao Iraque depois de sua viagem ao país e conversa com líderes militares.
Embora tenha causado grande reação na mídia, a pesquisa Gallup aponta que, pelo menos por enquanto, a nova postura de Obama não afetou seu apoio entre os democratas liberais, que dão a ele 92% das intenções de voto, seu melhor número dentre as pesquisas do instituto.
Outro sinal de que Obama não perdeu seu apelo entre o grupo é a comparação com os resultados de sua ex-rival, Hillary Clinton. Em uma disputa simulada entre a ex-primeira-dama e McCain, ela liderava entre o grupo mais de esquerda com 81% das intenções de voto, número que aumentava oito pontos percentuais quando se avaliava somente os democratas liberais.
Os bons resultados de Obama entre os liberais podem indicar que os eleitores reconhecem que esta é uma estratégia comum a candidatos nesta etapa da disputa presidencial para construir uma grande coalizão nacional.
McCain
No caso do senador republicano, as críticas de mudança de postura são não de seu presente, mas de seu passado político. A ala mais conservadora do Partido Republicano --incluindo os cruciais evangélicos-- desconfia de McCain por seu histórico de posturas mais liberais em assuntos vistos como fundamentais, como o corte de impostos, financiamento de campanha e a imigração ilegal.
Contudo, a pesquisa aponta que o problema de McCain está não entre os eleitores de seu partido, mas entre os conservadores democratas. Mesmo adotando uma postura mais conservadora que Obama, ele tem apenas 20% das intenções de voto entre os democratas que se identificam como conservadores --Obama tem 68%.
A pesquisa foi realizada entre 7 e 13 de julho, com 6.151 eleitores registrados. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos.
Mudança
Uma pesquisa CNN/Opinion Research Corp. mostrou que os eleitores reconhecem a mudança de postura dos presidenciáveis. Segundo a sondagem, 61% dos eleitores apontaram que McCain mudou sua posição para angariar votos, contra 37% dos eleitores que não apontaram tal mudança. Já no caso de Obama, 59% indicaram uma mudança eleitoreira e outros 38% dizem que o senador manteve-se fiel à sua posição.
O cenário é mais um dos aspectos inéditos das eleições deste ano. Em 2004, quando o presidente George W; Bush conquistou a reeleição, apenas um terço dos eleitores diziam acreditar que ele mudaria sua agenda política por causa de novo cenário político no país.
A pesquisa da CNN foi conduzida entre 26 e 29 de junho e ouviu 906 eleitores. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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