Mundo
17/07/2008 - 20h11

Colômbia desautoriza diálogo de presidente da Nicarágua com as Farc

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colaboração para a Folha Online

O governo colombiano não autorizou o diálogo do presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, com a guerrilha das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), em nota de protesto enviada nesta quinta-feira ao governo de Manágua e divulgada oficialmente.

O presidente da Nicarágua aceitou na noite da última quarta-feira (16) um convite ao diálogo feito pela guerrilha colombiana para "contribuir com a paz".

O texto colombiano afirma que o governo manifesta seu "enérgico protesto" pelas declarações do presidente Ortega em "16 de julho, quando afirmou: 'nós temos toda a disposição de contribuir no processo de paz e respondemos aos irmãos das Farc que sim, estamos dispostos a conversar e dialogar para contribuir com a paz na Colômbia'".

Recentemente, Ortega concedeu asilo político às guerrilheiras Susana e Diana --codinomes das colombianas Doris Bohórquez e Martha Pérez-- sobreviventes de um ataque militar da Colômbia contra um acampamento das Farc em território equatoriano, em 1º de março passado.

Nesse ataque, foi morto um dos líderes guerrilha, Raúl Reyes. A invasão ao território equatoriano desencadeou uma crise diplomática na América Latina.

Pedido

As Farc negaram na última terça-feira (15) qualquer tipo de negociação com o presidente colombiano Alvaro Uribe e pediram uma reunião com o presidente nicaragüense Daniel Ortega, segundo uma carta datada de 26 de junho e divulgada pela cadeia multiestatal Telesur.

"Uribe não está programado nem para uma troca nem para a paz. Só um novo governo, verdadeiramente democrático, proveniente de um grande acordo nacional, poderá retomar o caminho da busca de uma solução política para o conflito social e armado que vive a Colômbia", diz o texto.

"Sobre estes assuntos de guerra e de paz desejamos falar pessoalmente com o senhor, ou com seu delegado", acrescenta a carta enviada ao presidente Ortega e assinada pelo Secretariado do Estado-Maior Central das Farc.

No texto, a guerrilha destaca que uma troca humanitária é o "passo inicial para a geração de um ambiente propício para falar de paz" e justifica sua luta armada.

Com France Presse

 

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