Mundo
18/07/2008 - 08h18

McCain critica política e viagem internacional de Obama

colaboração para Folha Online

O republicano John McCain intensificou suas críticas as propostas democratas para os conflitos no Iraque e Afeganistão. O provável candidato disse que a retirada das tropas abrirá à nação árabe para o tipo de caos que ela estava há 18 meses atrás, antes do reforço das tropas americanas.

Enquanto o provável candidato democrata Barack Obama prepara sua viagem ao Iraque --e outros destinos no Oriente Médio e Europa--, McCain disse, nesta quinta-feira, que é "surpreendente, surpreendente que alguém com nenhum histórico ou experiência militar" tenha proposta uma retirada das tropas antes de ter ido ao Iraque e conversado com o comandante dos soldados, David Petraeus.

McCain, veterano de Guerra do Vietnã, quer usar sua experiência em assuntos militares e de política externa para superar a vantagem de Obama em questões econômicas. Ele disse ainda que o plano de Obama de retirar as tropas de combate do Iraque em 16 meses é uma receita para "a derrota, caos, influência iraniana crescente na região e provavelmente uma guerra mais ampla".

Em conversa com repórteres em seu ônibus de campanha, o senador por Arizona insistiu que a mudança nas táticas militares americanas e o reforço das tropas com mais de 30 mil tropas no começo do ano "foi um sucesso".

"O fato é que estou feliz que ele está indo para o Iraque. eu estou feliz que ele está indo para o Afeganistão. É fundamental se você quer liderar esta nação e assegurar a segurança nacional", disse ainda, sobre a viagem de Obama ao país.

Na agenda democrata, está ainda uma visita ao Afeganistão, onde, segundo Obama, as forças terroristas da Al Qaeda estão efetivamente se fortalecendo.

Embora tenha visitado o Iraque oito vezes, McCain nunca foi ao Afeganistão. "Se ele estava tão preocupado com o Afeganistão e a ameaça lá e a necessidade de enviar novas tropas, você não acha que ele devia ter ido lá?", questionou McCain, reiterando a mesma crítica sobre falar do país sem ter estado lá.

Motivação política

A campanha do republicano não poupou críticas mais duras à viagem de Obama. Sua diretora de comunicação, Jill Hazelbaker, diminuiu a importância do evento como "o primeiro comício de campanha no exterior".

Embora não admita publicamente, a maior motivação da campanha democrata para esta viagem internacional foram justamente as duras críticas de McCain sobre a inexperiência em política externa e a falta de conhecimento de Obama da situação no Iraque. A viagem, que começa na próxima semana, incluiu ainda Israel, um encontro com líderes palestinos, Alemanha, França, Reino Unido e Jordânia.

Também na quinta-feira, a campanha de McCain lançou um vídeo de sete minutos intitulado "The Obama Iraq Documentary: Whatever the Politics Demand" ("O Documentário de Obama no Iraque: O que a Política Exigir"), criticando o discurso de Obama sobre a atuação
americana no país.

Em discurso em Grand Haven, Michigan, McCain adotou o tom mais crítico de sua equipe. Ele disse que, com exceção do Iraque e do Afeganistão, a viagem do rival democrata "tem um sabor político, para dizer o mínimo".

Mídia

A campanha republicana pensa também em como atrair a atenção da mídia durante a viagem de Obama ao exterior --acompanhado por alguns dos mais famosos jornalistas dos EUA.

Tom Rosenstiel, diretor do Projeto para Excelência do Jornalismo, disse que McCain já sabe o que é ter todos os holofotes virados para Obama. "Ele não tem tanta atenção quanto Obama quando os dois estão nos EUA", disse.

O projeto monitora 48 veículos diariamente, compilando o número de reportagens focadas em cada candidato. O resultado, até agora, aponta que Obama consistentemente tem mais atenção da mídia. Na semana de 7 a 13 de julho, Obama foi uma "presença significativa" em 77% das reportagens políticas, contra apenas 48% de McCain.

McCain provavelmente terá mais sucesso com a mídia local cobrindo seus eventos, do que nos noticiários nacionais. "Esta mídia é muito importante", ressaltou Rosenstiel.

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Marilda Correia (90) 12/10/2008 19h08
Marilda Correia (90) 12/10/2008 19h08
É de se perguntar como a dinâmica financeira dos americanos consegue estabelecer parâmetros para as instituições e cobrá-las se eles mesmos depositam enormes quantias em eleições que jorram pelo esgoto?
Quanto desperdício!
sem opinião
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Luiz Castro (109) 11/10/2008 11h06
Luiz Castro (109) 11/10/2008 11h06
Cortem sua cabeça!! traidor!! terrorista!! explodam ele!!! Os gritos da platéia nos comícios de MacCain/Palin dão o tom da temperatura que os ataques republicanos provocaram. MacCain com sua eterna dubiedade, primeiro fingiu-se de morto perante o problema, para dias depois de tentar destruir a imagem de Obama ao dizer que ele é um homem de família, honesto e merece respeito. Tal como no episódio da crise de Wall Street, quando abandonou a campanha para "ajudar" no pacote, MacCain nada mais faz que tentar tirar proveito político das situações. Usando a teoria do bode, onde alguém coloca o animal no meio da sala, e dias depois quando o desespero familiar já fêz com que todos brigassem entre si pela presença do animal, a mesma pessoa que o colocou tem a brilhante idéia de retira-lo, deixando assim todos muito agradecidos. Ao ir a Washington MacCain só atrapalhou as negociações, e agora depois de muitos xingamentos provocados pelos próprios ataques de sua campanha o candidato coloca panos quentes para acalmar sua turma e assim parecer respeitador. Ao não focar na crise financeira MacCain só mostra que tendo oito casas para morar está totalmente afastado da realidade da classe média que luta para manter seus lares e economias. A irresponsabilidade eleitoral é tanta que partidários republicanos que imprimiram cédulas eleitorais (oficiais) no estado de New York escreveram Barack Osama no campo de marcação do voto. Vale tudo.
Os números mostram que isso não funciona, é o fim.
15 opiniões
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Leon Diniz Diniz (56) 10/10/2008 15h30
Leon Diniz Diniz (56) 10/10/2008 15h30
E lá vem o golpe! Eu venho cantando esta bola ha tempos. Senhores, eu ouví, numa rádio no dia de hoje o comentário de um jornal de São Paulo, que os republicanos estão tentando repetir o ocorrido na Flórida em 2000 e Ohio 2004. Nos Estados controlados por repúblicanos, está se exigindo identificação especial e desnecessária para alijar possíveis eleitores democratas.
Segundo a imprensa, na Indiana e na Geórgia já estão exigindo carteira de habilitação com foto, o que deixará fora do pleito aqueles que não possuem carro.
Um estudo recente mostra que apenas 22% entre os 80% dos americanos que possuem carro, são negros. Ainda segundo este noticiário, no Condado de Orange, Flórida, dos 672 registros de eleitores negados, 50% são democratas e 10% são republicanos.
É, parece que o lobo perde o pelo, mas não perde o vício. Eu avisei! Cuidado Senador Obama não durma no ponto, exija olheiros internacionais porque o jogo vai ser duro e desleal.
No ano de 1998, escrevi uma monografia universitária de nome "O Grande Meggido". Nela eu afirmei que Bush seria candidato a presidência. E que ele venceria a eleição pois o partido democrata não ajudaria Al Gore. E afirmei que Bush faria um governo desastroso entregando o país quebrado ao seu sucessor. BINGO!!! Acertei mais uma na mosca, pena que não tive recursos para publica-lo. Meu raciocínio foi simples, fiz as contas e ví que Bush estaria completando nos EUA o domínio de 27 anos de GOG o Anti-Cristo da visão de Nostradamus e João.
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