Mundo
18/07/2008 - 10h40

Obama cria equipe de 300 assessores para melhorar sua política externa

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colaboração para a Folha Online

A poucos dias de sua primeira viagem internacional, o provável candidato democrata Barack Obama conta com uma equipe de cerca de 300 pessoas para assessorá-lo nos assuntos de política externa.

A equipe, organizada como um mini Departamento de Estado, é responsável por atualizar o senador por Illinois em todos os assuntos importantes ao redor do mundo, aponta reportagem do jornal "New York Times". Veja íntegra, em inglês

Assim, todas as manhãs, Obama recebe dois e-mails de seu time; um com o resumo dos assuntos mais importantes que aconteceram ao redor do mundo nas últimas 24 horas e outro com uma lista de perguntas --e sugestões de respostas-- sobre os temas, para caso algum jornalista questione o democrata.

O enorme time de conselheiros de assuntos internacionais é parte dos esforços da campanha democrata para combater as críticas republicanas de que Obama é inexperiente em assuntos internacionais. É parte também da preparação do presidenciável para sua viagem internacional, que incluiu paradas na Alemanha, França, Inglaterra, Jordânia, Iraque, Israel e Afeganistão.

A idéia é evitar que Obama cometa uma gafe, como seu rival republicano John McCain que confundiu xíitas e sunitas em sua viagem ao Iraque.

"Se há algo grande na manhã, nós enviamos um e-mail ou ligamos para Obama", disse Lippert, um dos principais assessores do time. "Então, em vez de termos 20 pessoas na ponta dos dedos, temos 300. A pressão está lá, o tempo é muito mais curto, mas o princípio é o mesmo, alinhar as ligações, informar o candidato, e-mais, comunicados", explicou Lippert.

"É difícil manter, sem dúvidas", disse Denis McDonough, principal assessor político de Obama, sobre a infra-estrutura da equipe, que se divide de acordo com temas e regiões. "Mas uma administração também é difícil manter. Nós também sabemos que é mais confuso quando você não recebe todas as informações que você consegue", disse, sobre o time que agora incluiu os principais assessores de política externa da ex-rival Hillary Clinton.

Alguns dizem que é difícil saber se o que escrevem efetivamente chegará ao senador. "É tudo muito misterioso, o que mandamos a ele e o que efetivamente chega a ele", disse Michael A. McFaul, especialista em Rússia na Universidade Stanford que lidera a parte de Rússia e Eurásia da equipe de Obama.

Equipe

A maioria dos principais membros de sua equipe serviram em política externa durante a administração do ex-presidente Bill Clinton, aponta o "NYT". Entre eles, dois ex-secretários de Estado, Madeleine K. Albright e Warren Christopher.

A maioria deles também é, como Obama, contrária à Guerra do Iraque. Eles também tendem a ser, aponta o "NYT", mais liberais e enfatizar uma diplomacia menos agressiva e ajuda econômica na tentativa de avançar os interesses dos EUA.

Como Susan E. Rice, assistente da Secretaria de Estado da administração Clinton para assuntos africanos. Ela pediu por uma resposta mais dura à crise em Darfur, no Sudão.

Outro membro deste enorme time é Anthony Lake, o primeiro conselheiro de Clinton em segurança nacional que criticou o fracasso do governo em confrontar o genocídio em Ruanda, em 1994 e, agora, reconhece a inação como um grande erro.

O time de seu rival republicano é muito menor, contando com apenas 75 pessoas que não se organizam em equipes especializadas.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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