Mundo
18/07/2008 - 11h21

Veja repercussão da eleição dos EUA na imprensa internacional

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colaboração para a Folha Online

O provável candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, enfrenta nas últimas semanas críticas constantes sobre sua suposta mudança de postura. Tanto os republicanos, quanto a ala mais liberal dos democratas dizem que ele caminha para o centrismo, para conquistar uma massa maior de eleitores.

O jornal americano "USA Today" traz uma nova reportagem sobre o assunto, apontando a mudança de postura de Obama --tido como um dos senadores mais liberais do Congresso-- sobre a emissão de gases do efeito estufa.

Segundo o jornal, em maio de 1998, no auge da indústria de carvão, Obama votou a favor de um projeto de lei condenando o Protocolo de Kyoto e proibindo esforços estaduais para regular a emissão de gases causadores do efeito estufa.

Agora, como provável candidato, Obama diz que as mudanças climáticas são "um dos maiores desafios climáticos de nossa geração" e propõe cortar as emissões de gás carbônico em 80% até 2050.

Veja a repercussão da corrida dos pré-candidatos à Presidência dos EUA nos jornais do país:

"USA Today"(EUA)
Obama muda de postura em assuntos ambientais

Reuters
USA Today
USA Today

Em maio de 1998, no auge da indústria de carvão, a casa legisladora de Illinois aprovou um projeto de lei condenando o Protocolo de Kyoto e proibindo esforços estaduais para regular a emissão de gases causadores do efeito estufa.

Barack Obama votou favoravelmente.

O provável candidato democrata agora diz que as mudanças climáticas são "um dos maiores desafios climáticos de nossa geração" e propõe cortar as emissões de gás carbônico em 80% até 2050. Como senador estadual, de 1997 a 2004, ele usualmente apoiou propostas guiadas pelos interesses da indústria, de acordo com seus registros no Senado.

Obama não é o único político que mudou de postura quanto ao aquecimento global, que um consenso científico aponta como causado pela queima de combustíveis fósseis, incluindo carvão.

O provável candidato republicano John McCain agora apóia limites de emissões de gases, mas estava entre os 95 senadores que votaram, em 1997, pela oposição ao Protocolo de Kyoto, um esquema de redução na emissão que foi negociado pelo então vice-presidente Al Gore.

"The Washington Post"(EUA)
Na arrecadação de Obama, uma mudança de online para pessoa

Reprodução
Washington Post
Washington Post

O senador Barack Obama reverteu uma queda de três meses em suas quantias de arrecadação com US$ 52 milhões em junho, um total mensal que foi ultrapassado apenas por sua própria performance em fevereiro.

Os esforços democratas em junho superaram facilmente a arrecadação republicana, que anunciou US$ 22 milhões. Os dois partidos estão agora quase empatados em recursos remanescentes. Quando combinados com o dinheiro arrecadado pelos comitês partidários, ambos começaram o mês de julho com pouco menos de US$ 100 milhões em caixa.

A campanha de Obama não quis dizer quanto exatamente arrecadou dosa doadores online e relatórios oficiais não devem sair até este domingo. Mas um exame em sua agenda de campanha --que foi repleta de grandes eventos de arrecadação-- sugere que ele confia menos nos doadores de Internet que em fevereiro, quando conseguiu US$ 55,4 milhões.

Neste mês, ele arrecadou US$ 30 milhões em doações menores de US$ 200. Doadores contribuindo com quantias similares deu a ele US$ 23,5 milhões em março, US$ 19,3 milhões em abril e US$ 13,3 milhões em maio, segundo a Comissão Federal Eleitoral aponta.

"The Wall Street Journal"(EUA)
Esforços de arrecadação ampliam esperanças democratas

Reprodução
Wall Street Journal
Wall Street Journal

Os fortes resultados dos democratas neste segundo trimestre de arrecadação de verbas ampliou as esperanças do p'partido em expandir as maiorias nas duas casas do Congresso.

Os relatórios mais recentes da Comissão Federal ELeitoral apontam que os cinco candidatos democratas a cadeiras no Senado conseguiram mais dinheiro que os seus rivais republicanos.

Na Casa dos Representantes (Câmara dos Deputados), os mais novos membros democratas construíram boas contas bancárias, permitindo que o partido concentre seus recursos em ganhar cadeiras dos republicanos. A campanha dos democratas da Casa tem uma grande vantagem financeira sobre os republicanos.

Em Colorado, Novo México e Virgínia, onde os senadores republicanos estão se aposentando, as contribuições para candidatos democratas excederam US$ 6,5 milhões nos três meses terminados em junho, comparado com menos de US$ 2,7 milhões de seus rivais republicanos.

"The New York Times"(EUA)
As visitas de Obama à academia

Reprodução
NY Times
NY Times

Senador Barack Obama é conhecido por sua diligente freqüência à academia, mas quando os repórteres o seguiram em três visitas a academias em um dia, aumentou as especulações de que esta malhação não era apenas física --os únicos que estavam suando eram os potenciais vice-presidentes.

Na quarta-feira de manhã, Obama foi à academia do prédio de seu amigo, como já fez antes. Depois ele fez campanha em Indiana antes de retornar ao prédio de seu amigo para outra visita à academia. Então, na mesma noite, ele apareceu em seu local para jogar basquete, o East Bank Club.

A explicação oficial da campanha é esta: Obama tem seu compromisso regular na academia de manhã, mas foi interrompido por uma ligação de telefone, então voltou mais tarde para terminar os exercícios. Ele encontrou-se com seu treinador no East End Club para checar um problema no quadril.

Assim, Obama rebateu um boato da blogosfera de que fez isso para fazer John McCain parecer comparativamente velho.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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