Mundo
18/07/2008 - 12h31

Eleitores dizem que Powell deve ser vice de Obama e Romney, de McCain

colaboração para a Folha Online

Enquanto os prováveis candidatos à Casa Branca buscam, em segredo, um nome para vice-presidente, os eleitores indicam que estariam mais inclinados a votar no democrata Barack Obama se ele escolhesse como companheiro de chapa Colin Powell e no republicano John McCain se ele nomear seu ex-rival Mitt Romney para o cargo.

A nova pesquisa do instituto Zogby avaliou a influência do vice-presidente no voto dos eleitores e indicou que 42% estariam mais propensos a votar em Obama se ele nomeasse o ex-secretário de Estado e general aposentado Colin Powell para a chapa democrata. O número mantém-se quando divide-se o grupo entre os democratas (também 42%) e aumenta apenas 1% entre os independentes, 43% deles indicam que estariam mais propensos a votar em Obama se concorresse com Powell.

Powell é também o candidato a vice-presidente com menor taxa de reprovação dos eleitores --apenas 10% indicam que estariam menos propensos a votar em Obama caso ele fosse o vice democrata.

AP
Former Secretary of State Colin Powell addresses a crowd at an event called "An Evening With Colin Powell," held for the 2008 U.S. Scholar-Athlete Games, in Providence, R.I., Tuesday, July 1, 2008. The games draw hundreds of high school students from around the country and the world to Rhode Island. It's run by the Institute for International Sport in South Kingstown. (AP Photo/Steven Senne) /// Texto: Republican presidential hopeful Mitt Romney talks Wednesday, Aug. 22, 2007, in Reno, Nev., about giving states more control over Western issues such as water, mining and public lands. (AP Photo/Cathleen Allison)
Colin Powell (esq.) foi escolhido pelos eleitores como vice de Obama; para republicanos, Mitt Romney é a melhor opção

A indicação de Powell pelos eleitores democratas deve surpreender a campanha de Obama já que Powell ficou reconhecido nacionalmente por seu trabalho como secretário de Estado do republicano George W. Bush, no início da luta dos EUA contra o terrorismo, logo após os ataques de 11 de setembro.

Para o partido, Powell traria também sua experiência em política externa, um dos aspectos mais fortes de McCain.

A ex-rival de Obama, Hillary Clinton, aparece em segundo lugar, com um cenário bem menos positivo. Embora esteja no topo das especulações dentro do Partido Democrata, como uma solução para unir os eleitores divididos durante as primárias, Hillary é apontada por apenas 30% dos eleitores como uma escolha para vice que os faria votar em Obama.

Mas o cenário mais preocupante está entre aqueles que rejeitam a "chapa dos sonhos". Segundo a sondagem, 25% dos eleitores dizem que estariam menos propensos a votar na chapa de Obama caso Hillary fosse a vice --a maior porcentagem de rejeição da lista democrata.

O desempenho de Hillary é muito melhor quando se avalia somente os eleitores democratas, 47% dos eleitores dizem que estariam mais propensos a votar em Obama se a ex-primeira-dama fosse sua vice-presidente e apenas 15% dizem estar menos propensos a fazê-lo.

Republicano

Já na chapa republicana, os eleitores dividem-se entre dois ex-rivais de McCain na disputa pela nomeação republicana, Mitt Romney e Mike Huckabee.

No cenário geral --que inclui republicanos e independentes--, Huckabee está no topo da preferência dos eleitores, com 27% deles indicando que estariam mais propensos a votar em McCain caso ele fosse o vice republicano. Para o partido, o pastor batista pode conseguir o apoio da relutante base evangélica do partido e é forte nos redutos republicanos do sul do país.

Contudo, a pesquisa aponta que ele tem uma porcentagem maior na rejeição dos eleitores, com 13% apontando que estariam menos dispostos a votar em McCain caso o ex-governador do Arkansas esteja na chapa.

Já o seu outro ex-rival, Romney é visto por 26% dos eleitores como alguém que os tornaria mais dispostos a votar em McCain. Ex-governador de Massachusetts, Romney é visto por 11% dos eleitores como alguém que os tornariam menos propensos a votar na chapa republicana.

Para McCain, uma parceria com Romney, empresário bem sucedido, pode trazer mais doadores para a campanha republicana. Ex-chefe de uma private equity, ele também geriu as Olimpíadas de Inverno de Salt Lake City e pode trazer experiência administrativa para a chapa.

Entre os republicanos, Romney tem um desempenho um pouco melhor. Segundo a pesquisa Zogby, 41% dos eleitores afiliados ao partido estariam mais dispostos a votar em McCain caso ele escolhesse Romney como parceiro e apenas 8% indicaram que estariam menos dispostos a fazê-lo.

Huckabee é apontado por 40% dos republicanos como um companheiro de chapa favorável a McCain e por 11% como um vice que afastaria os eleitores do senador por Arizona.

A pesquisa consultou 1.039 eleitores, entre 9 e 13 de julho. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos.

Comentários dos leitores
Luiz Castro (20) 06/09/2008 16h20
Luiz Castro (20) 06/09/2008 16h20
É muito interessante o debate nesse espaço de jornal, cada um tem sua forma de pensar e de ver o mundo. Alguns pensam que por terem uma centena de posts sabem mais do que aqueles que "chegaram agora". Da minha parte gosto de debater e me divirto com a discussão. Só gostaria que os debates fossem sobre opinião e não sobre conhecimentos em alguma área, como por exemplo a religiosa, tão usada aqui para explicar as desgraças do mundo. Uma coisa que já aprendi é que conhecimento não tem nada a ver com sabedoria. A pessoa conhecer cada palavra da Bíblia não significa que tenha sabedoria sequer para compreender o que nela está escrito, que dirá para usar os ensinamentos. Como exemplo notório está o falecido pastor americano Billy Graham, tido por muitos dentro da sua roda como um iluminado, mas que nunca passou de um reacionário mesquinho e que tentava, através dos votos que poderia conseguir para um determinado candidato, influenciar a política mundial como uma iminência parda. Graham conseguiu o que queria, e dizem que esteve envolvido até no envio dos navios que patrulharam as costas brasileiras no golpe militar de 1964. Tudo isso com a Bíblia na mão, pregando em nome de Deus e fazendo sua palavra ser ouvida com mão de ferro, fêz escola... Sabedoria é outra coisa, e enquanto alguém usar a fé como forma de dominação não haverá paz no mundo. O fanatismo religioso cristão é tão estúpido quanto o muçulmano, ou judeu. E Jesus, só pra citar a nossa parte não tem nada com isso. sem opinião
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Eduardo Velasco (155) 06/09/2008 09h37
Eduardo Velasco (155) 06/09/2008 09h37
Não estou nem aí se o Luiz entende ou diferencia uma coisa da outra. Mas a resposta do outro realmente aponta para uma tremenda falta de lógica argumentativa.
Vejam, a premissa foi: Autodeterminação dos povos [que o Luiz não tratou do assunto, mas que o missivista rapidinho resolver ler "dentro" do texto do outro. Realmente está na CF/88: Art. 4º, III, CF/88 a tal da 'autodeterminação', mas não passa de zurrada constitucional eqüina].
Depois, uma outra premissa menor que não guarda nenhuma relação com a maior [anterior], e a conclusão ilógica [espúria]: "Por isso os Republicanos...".
Assim fica fácil: eu junto abóbora com melancia e digo que as duas são a mesma coisa porque o colorido interno de ambas são semelhantes!
Tertulia Flacida ad Bovinum Adormentare
(conversa pra boi dormir!)
Eduardo Velasco
Natal/RN
sem opinião
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Luiz Castro (20) 05/09/2008 23h04
Luiz Castro (20) 05/09/2008 23h04
Se por um lado úma vitória republicana trás tudo que estamos vendo com Bush e mais um pouco, uma vitória democrata não é sinal de que a vida vai ser melhor abaixo do rio grande. Se vão acabar com a guerra, também vão aumentar o protecionísmo com relação ao comércio, ou seja, querem vender tudo pra todo mundo mas não querem comprar nada, e quem for competitivo como os brasileiros produtores de camarão que aguardem mais subsídios para os produtores americanos. Os filhos de tio sam dão muito valor a quem não se curva a eles, que os enfrenta, quem não abaixa a cabeça. Convivendo nesse país por alguns anos vejo como eles agem. Hoje em dia a moda é se ter um filho adotado no Vietnan, se casar com orientais, principalmente mulheres oriundas dessas regiões onde os americanos foram postos pra correr. Nesse momento os soldados se envolvem com as iraquianas, trazem para a américa e muitos se convertem ao islamismo. Se é dor na conciência não sabemos, mas com certeza em alguns anos a integração entre estes países será muito maior que com os latinos, que dizem amém a tudo vindo do norte. A nossa região com todo seu potêncial energético e riquezas de toda ordem tem nas mãos a chave para abrir o caminho do progresso, o que precisamos é levantar a cabeça e olhar o primeiro mundo nos olhos, sem medo e dispostos a morrer por nosso país. A força americana reside no prazer de servir à pátria, mesmo que por causas injustas como o Iraque. Nosso chão merece esse sacrifício. 1 opinião
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