Mundo
18/07/2008 - 15h01

McCain diz querer transformar veículo elétrico da GM em sucesso de vendas

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da Asssociated Press, em Michigan

O provável candidato republicano à Casa Branca, John McCain, disse em discurso aos trabalhadores da fábrica de automóveis General Motors que ajudará a indústria a transformar seu protótipo de carro elétrico em um sucesso de vendas.

A proposta do senador republicano é investir em fontes alternativas de energia e, ao mesmo tempo, ajudar a indústria automobilística a se reerguer da recessão econômica vivida atualmente.

Atrás de seu rival democrata Barack Obama em assuntos de economia --pesquisas apontam que os eleitores confiam mais em Obama para resolver a desaceleração da economia americana--, McCain quis ampliar suas credenciais econômicas com um discurso sobre o tema para os operários da General Motors que viram colegas perderem seus empregos e suas casas.

O local do discurso também não foi por acaso. A economia de Michigan é baseada na indústria automobilística e o Estado foi um dos que mais sofreu com o aumento do preço do petróleo e, consequentemente, do combustível.

No começo desta semana, a GM anunciou demissão de um número não determinado de trabalhadores para reduzir seus custos. A montadora americana recorrerátambém aos mercados financeiros para obter até US$ 3 bilhões (R$ 4,79 bilhões) em empréstimos, além de obter outros US$ 3 bilhões através da venda de algumas marcas, como a Hummer.

As medidas visam compensar a redução nas vendas, principalmente de caminhonetes e carros grandes --que consomem mais combustível.

Antes de discursar aos trabalhadores, McCain conversou com o diretor-executivo do centro de design da GM, Rick Wagoner e outros diretores da empresa. Eles contaram a McCain de seus planos para lançar um modelo de carro elétrico de maior autonomia chamado "Volt".

Diante dos operários, McCain apontou para uma placa com a imagem do novo modelo e disse: "Eu farei tudo que estiver em meu poder para que este novo experimento, esta inovação tenha toda chance de sucesso e nós faremos com que os cidadãos americanos entendam o que está acontecendo aqui". O Volt deve ser lançado no mercado em 2010.

McCain adotou uma postura favorável à políticas ambientais, uma linha que os republicanos não costumam seguir. Ele já propôs um prêmio de US$ 300 milhões (R$ 479,7 milhões) para quem criar um modelo de carro à bateria que possa ser comercializado e disse que substituirá toda a frota federal por veículos com maior eficiência no consumo de combustível.

No discurso desta sexta-feira, McCain propôs dar um crédito fiscal de US$ 5.000 (R$ 7.795) para quem comprar um carro que não emita gases do efeito estufa.

"Todos nós aqui sabemos que um emprego é mais que um emprego", disse McCain.

Como faz normalmente, McCain abriu espaço para perguntas do público. A maioria dos questionamentos focou em economia, como os efeitos que as legislações ambientais podem ter na industria automobilística, planos de saúde e livre-comércio.

Em suas respostas, McCain disse que pressionará o poder legislativo para aprovar um plano que ajude os proprietários de casas a pagar as hipotecas, através de novas taxas fixas.

"Há milhares e milhares de cidadãos neste Estado que não podem pagar as parcelas da hipoteca e ficar em suas casas", disse McCain.

"Nós temos que atingir o fundo em algum momento e então será a subida de novo", disse, acrescentando que até a retomada da economia, o governo deve trabalhar para ajudar as pessoas a manter suas casas dando acesso a empréstimos com tarifas fixas.

Internacional

Enquanto McCain fica atrás de Obama em assuntos econômicos, o experiente senador lidera em temas de política internacional.

No comício de hoje, uma mulher questionou McCain sobre sua postura favorável à Guerra do Iraque e perguntou como ele resolverá o problema nuclear do Irã.

"Nós perdemos no Vietnã. Você disse que sabe como vencer guerras. Eu não sei se ganhar guerras é necessariamente algo que um presidente quer ou deva fazer", disse a mulher.

Em resposta, o senador por Arizona e prisioneiro da Guerra do Vietnã, disse que os EUA precisam manter "mão firme" quando lidam com Iraque e o Irã.

"Eu acredito que nós podemos modificar o comportamento do Irã. Nós precisamos exaurir cada opção possível antes de considerar uma opção militar. Os americanos fizeram grandes sacrifícios e isso entristeceu a todos nós", disse McCain. "Se nós falharmos, se nós formos derrotados, nós enfrentaremos sacrifícios muitos maiores de sangue e tesouro americano", completou.

Com as pesquisas apontando que os eleitores desaprovam a Guerra do Iraque, McCain acrescentou depois: "Eu odeio guerra. Ninguém odeia guerra mais do que um veterano".

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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