Mundo
19/07/2008 - 11h38

Criticado por McCain, Obama visita Afeganistão em viagem internacional

da Folha Online

O provável candidato democrata à Presidência dos EUA, Barack Obama, chegou neste sábado ao Afeganistão, na primeira etapa de uma viagem internacional que tem como objetivo mostrar seus conhecimentos sobre política externa. Ele também passará pelo Oriente Médio e pela Europa.

Seu rival na disputa pela Casa Branca, o provável candidato republicano, John McCain, criticou Obama por anunciar suas estratégia para o Afeganistão e o Iraque antes mesmo de visita os países para conhecer de perto as situações.

"O senador Obama anunciou sua estratégia para o Afeganistão e iraque antes mesmo de reconhecer elementos sobre o terreno", disse ele neste sábado em um programa de rádio. "Aparentemente está muito confiante de que não encontrará nenhum elemento que o faça mudar de opinião ou modificar sua estratégia", disse.

"Isso se parece com o erro cometido pelo senador Obama quando afirmou com segurança que os esforços no Iraque não reduziram a violência lá e que poderiam, inclusive, aumentá-la", acrescentou McCain.

A viagem de Obama, que deve incluir paradas no Iraque, Jordânia, Israel, Alemanha, França e Reino Unido, tem como objetivo mostrar que ele pode lidar com o campo da diplomacia internacional e responder aos críticos que o consideram muito inexperiente para a tarefa.

Viagem

O assessor de Obama, Robert Gibbs, afirmou que Obama saiu de Washington nesta sexta-feira e que, a caminho do Afeganistão, parou no Kuait para visitar as tropas norte-americanas que estão mobilizadas no país.

13.jul.2008/Jae C. Hong/AP
Provável candidato democrata à Presidência dos EUA, Barack Obama, começou viagem internacional e visita hoje o Afeganistão
Provável candidato democrata à Presidência dos EUA, Barack Obama, começou viagem internacional e visita hoje o Afeganistão

O tenente-coronel Bill Nutter, porta-voz do Exército dos EUA no Kuait, disse: "Ele falou aos soldados e eleitores e encontrou a liderança militar". Durante a visita, que durou duas horas, segundo Nutter, os oficiais deram ao provável candidato uma visão geral das operações. Obama cumprimentou pessoas, respondeu perguntas, pousou para fotos e jogou um pouco de basquete durante a visita.

Antes de embarcar em um avião militar para a viagem, Obama disse a repórteres que esperava ouvir muito em sua viagem. "Eu quero, claro, falar com os líderes e ter uma percepção, tanto no Afeganistão quanto em Bagdá, de quais são suas maiores preocupações. Quero agradecer nossas tropas pelo heróico trabalho que têm feito", afirmou.

Obama deve se reunir com o presidente afegão, Hamid Karzai, assim como com outros membros do governo e com os generais que comandam as forças americanas no Afeganistão.

Segundo a agência de notícias Efe, Obama visitou a maior base aérea americana no país, situada em Bagram, perto de Cabul, assim como as tropas desdobradas na Província de Nangarhar (leste). Obama estaria novamente em Cabul para se reunir com o presidente afegão.

Iraque

Durante sua campanha, Obama expressou a necessidade de enviar ao Afeganistão duas novas brigadas de combate, que seriam enviados provenientes do Iraque, devido o aumento da atividade do Taleban em território afegão --ele pretende retirar todos os soldados norte-americanos do Iraque em um cronograma de 16 meses. Obama ressaltou também a necessidade de se aumentar o treinamento e de fortalecer o Exército e a polícia afegãos e pediu um compromisso maior da Europa e da Otan.

14.jul.2008/Carolyn Kaster/AP
Provável candidato republicano à Casa Branca, John McCain, ironizou o rival democrata e sua viagem internacional
Provável candidato republicano à Casa Branca, John McCain, ironizou o rival democrata e sua viagem internacional

O primeiro-ministro iraquiano, Nouri al Maliki, afirmou que, com Obama ou seu rival republicano John McCain vencendo as eleições de 4 de novembro, a retirada rápida de tropas seria o melhor para o Iraque.

Questionado em uma entrevista à revista alemã "Der Spiegel" sobre quando as tropas norte-americanas devem deixar o país, ele disse: "No que nos diz respeito, o mais rápido possível. O candidato Barack Obama fala em 16 meses. Na nossa visão, esse seria o prazo certo para uma saída, com a possibilidade de pequenas mudanças".

Ao lado de Obama na delegação estão Jack Reed, senador democrata por Rhode Island, e Chuck Hagel, senador republicano por Nebraska.

Promessas

Na última terça-feira (15), Obama reiterou seu compromisso de acabar com o conflito no Iraque se vencer as eleições e insistiu em que após completar esse objetivo, se concentrará em lutar contra a rede terrorista Al Qaeda, de Osama Bin Laden, e a insurgência taleban no Afeganistão.

Segundo Obama, a concentração no Iraque favoreceu uma deterioração da situação no Afeganistão e tornou possível que a Al Qaeda se fortalecesse na fronteira com o Paquistão.

É no sul do Afeganistão, fronteiriço com o Paquistão, onde acontecem os combates mais violentos entre as forças internacionais afegãs e os talebans, que têm seus maiores redutos nas Províncias de Helmand e Candahar.

Do outro lado da fronteira, no noroeste do Paquistão, a inteligência americana suspeita que estejam escondidos os líderes da insurgência taleban e da Al Qaeda, entre eles Bin Laden.

O Governo paquistanês, formado após as eleições de fevereiro, apostou em dialogar com os grupos islâmicos que queiram depor as armas, medida que não foi bem recebida em Cabul e que levou Karzai a afirmar que o Exército afegão golpearia líderes talebans no Paquistão se fosse necessário.

Com Reuters, Efe, Associated Presse e France Presse

Comentários dos leitores
Leon Diniz Diniz (17) 05/09/2008 17h28
Leon Diniz Diniz (17) 05/09/2008 17h28
Quero congratular-me com LUIZ CASTRO E CÉLIO RODRIGUES, pela importância dos seus texto nesta tribuna. Agradeço também a IGMAR TRINDADE pela oportunidade que dá à estudiosos como eu de buscar um pouco mais de conhecimento. Igmar aproveitei a sugestão que fez a outra pessoa nesta tribuna para que entrasse no GOOGLE ZEITGEIST Também entrei, confesso que fiquei impressionado com as informações alí contidas. Obrigado de coração pela oportunidade.
Sr. Mac Cain copiar não é feio desde que se de o crédito a fonte. Mundança, até onde sei é mote de campanha do Senador Obama. O lema "ir para Wasghiton para refomar o país" também é de Obama. Por favor ponha a criatividade para funcionar e traga algo novo para deleite dos seus apoiadores. A América já teve um filho imitando o pai na presidência, e olha no que deu: A nação além de cair no atoleiro econômico, tem hoje boa parte do mundo odiando os EUA e sua máquina de fabricar guerras.
Enquanto Obama elogia o passado de Mac Cain. o general agride Obama com palavras impróprias e ao mesmo tempo tenta copia-lo sonhando alcançar a popularidade do Senador democrata. É por isso que o povo americano está mais simpático ao democrata que é original, do que à qualquer genérico de ocasião.
sem opinião
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Leon Diniz Diniz (17) 05/09/2008 15h28
Leon Diniz Diniz (17) 05/09/2008 15h28
Gosto do povo dos E.U.A. Por alguns deles tenho veneração e respeito pois já citei exaustivamente seus nomes nesta tribuna. Mas por três nomes dos E.U.A, faço verdadeira reverência que é EDGAR CAYCE, ELLEN G. WHITE, e GEANE DIXON. Três criaturas à frente do seu tempo. Eles eram unanimes em alertar quanto a chegada no final do século XX e início do Século XXI, do Grande Mentiroso que completaria a obra do seu pai a velha serpente que o enviou. "Depois que estiver no poder, o mundo não demorará para sentir sua influência. Seu poder se estenderá por várias nações. Conquistará outras terras mantendo-as subjulgada com armas das mais atualizadas. Em algumas oportunidades ele se proclamará agente da paz e dirá que seu governo é piedoso e misericordioso com os estrangeiros. Fará uso da máquina propagandistica dos E.U.A. Inicialmente o mundo não ligará e não dará atenção para um ex herege religioso que chegou ao poder se proclamando convertido, mas ninguém poderá ignorar que um fato extraordinário ocorrerá no seu governo, dará a ele um poder inimaginável para expandir a sua doutrina que é a mesma do pai que o enviou".
"G og, O Anticristo, representará uma profunda desconfiança ética entre os homens e governantes do seu tempo, mas ninguém ousará contradize-lo. Os homens serão obrigados a admitir a sua santidade, pois ele chegou ao poder com a Biblia nas mãos. O Anticristo dirá que o mundo está mais seguro sobre sua proteção. "Deus salve a América e o mundo".
2 opiniões
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Eduardo Velasco (153) 05/09/2008 15h00
Eduardo Velasco (153) 05/09/2008 15h00
(CONTINUAÇÃO)
Quanto às resoluções da ONU e para o que elas servem, se o leitor de der ao trabalho de fazer o dever de casa, verá que, entre outras coisas:
1. A resolução 181 de 28 novembro de 1947 faz parte do Acordo de paz assinado em 1993, e sobre Jerusalém diz: "...corpus separatum [essa expressão latina é importante!] sob regime internacional especial e será administrada pelas Nações Unidas."
2, A Resolução no. 242 da ONU de 22 de novembro de 1967, nela O Conselho de Segurança:
a. Afirma que a efetivação dos princípios da Carta requer o estabelecimento de uma paz justa e duradoura no Oriente Médio que inclua a aplicação dos dois seguintes princípios:
I. Evacuação das forças armadas israelenses dos territórios ocupados no conflito recente;
II. Encerramento de todas as reivindicações ou estados de beligerância e respeito pelo reconhecimento da soberania, integridade territorial e independência política de cada Estado da região e de seu direito a viver em paz dentro das fronteiras seguras e reconhecidas, livres de ameaças ou de atos de força."
Abraços Pontuais!
Eduardo Velasco
Natal/RN
sem opinião
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