Mundo
19/07/2008 - 16h59

Obama agradece Mandela por mostrar que é possível refazer o mundo

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da France Presse, em Qunu
da Folha Online

O democrata Barack Obama, que pode se tornar o primeiro presidente negro dos EUA, aproveitou as comemorações dos 90 anos de Nelson Mandela para agradecê-lo "por ter mostrado que podemos refazer o mundo".

Em mensagem ao ícone da luta contra o apartheid, o provável candidato à Casa Branca parabenizou Mandela por suas conquistas contra a segregação racial na África do Sul. "[Mandela mostrou] que não temos que aceitar o mundo como ele é, que podemos fazê-lo como deveria ser", disse Obama, que tem como um de seus principais discursos a transcendência da questão racial nos EUA.

O vídeo gravado por Obama foi divulgado neste sábado no Museu Mandela, no povoado de Qunu, no sudeste da África do Sul, onde o ex-presidente sul-africano comemorou seu aniversário com uma comitiva de políticos e amigos.

Na mensagem, Obama lembra que visitou, há vários anos, a cela de Mandela na prisão de Robben Island, onde ficou por 27 anos. O democrata diz também que foi a luta contra o apartheid que o inspirou a seguir a carreira política nos EUA.

O senador por Illinois expressou sua admiração pela "coragem, a visão e a convicção" do ícone da luta anti-apartheid. "Um homem que nos mostrou tudo que podemos realizar quando temos a coragem de ser o melhor de nós mesmos", disse Obama.

"A melhor maneira de render-lhe honras, Nelson Mandela, é atuar cada dia de nossas vidas para cumprir com nosso papel, entre nossos irmãos humanos, e mostrarmo-nos dignos do exemplo que você continua sendo", concluiu Obama, que está no Afeganistão em sua primeira parada de uma viagem pelo Oriente Médio e Europa.

Mandela

Mandela, primeiro presidente negro da África do Sul (1994-1999), denunciou a pobreza no país ao celebrar nesta sexta-feira com a família seu aniversário de 90 anos. Ele também se disse comovido pelas mensagens de felicitações chegadas do mundo inteiro.

Ele saiu da prisão de Paarl, a 50 km de Cidade do Cabo, no dia 11 de fevereiro de 1990, aos 71 anos, depois de 27 anos, seis meses e seis dias de cárcere.

Debaixo de um sol forte e de mãos dadas com sua então mulher, Winnie, Mandela acenou para a multidão de partidários que agitava bandeiras de cores preta, verde e amarela.

Na Cidade do Cabo, outra multidão o esperava. Em Johannesburgo, no imenso setor negro de Soweto, 30 mil pessoas caminhavam dançando, tocando música e gritando de alegria até a casa da família Mandela.

A libertação havia sido anunciada na véspera pelo último presidente branco da África do Sul, Frederik de Klerk, outro grande artesão do processo do fim do apartheid, com quem Mandela viria a compartilhar o Prêmio Nobel da Paz em 1993.

O mundo guarda na memória a imagem do primeiro presidente negro da África do Sul multirracial dançando ao final da cerimônia de posse, em maio de 1994. Mandela sorria e marcava o ritmo da música com os pulsos cerrados.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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