Chávez vai à Nicarágua celebrar 29 anos da revolução sandinista
da France Presse, em Manágua
O presidente venezuelano, Hugo Chavéz, viajou neste sábado à Nicarágua para celebrar os 29 anos da revolução sandinista, ao lado do presidente da Frente Sandinista.
Os eventos para a celebração da revolução de 1979 incluirá marchas, concertos e convidados internacionais, como a viúva do ex-comandante da Alemanha Oriental, Erich Honecker.
Chávez será, junto com o presidente nicaragüense, Daniel Ortega, o orador principal do ato oficial de celebração. O evento também deve contar com a presença do presidente de Honduras, Manuel Zelaya, e o líder do Paraguai, Fernando Lugo, conforme anunciou a primeira-dama e porta-voz do governo nicaragüense, Rosario Murillo.
O vice-presidente de Cuba, Esteban Lazo, também será orador no ato do qual participarão delegações oficiais do Brasil, Equador, Bolívia, Guatemala e República Dominicana.
O evento com a participação de políticos e representantes de governos de outros países deve começar às 17h30 (20h30 em Brasília) na Praça da Fé e na Praça da Revolução, no centro histórico de Manágua.
Caravanas de ônibus com centenas de simpatizantes sandinistas de outros departamentos (Estados) do país chegaram à capital neste sábado, para as celebrações.
Até às 12h (15h em Brasília), grupos nacionais e estrangeiros apresentaram-se na praças, em um grande concerto musical em recordação da ocasião.
Entre os eventos previstos para a celebração está a entrega da Ordem Cultural Rubin Darío a Margot Honecker, viúva do ex-presidente da República Democrática alemã.
Também receberam o prêmio máximo de distinção do governo nicaragüense outras personalidades nacionais e internacionais, como a viúva do guerrilheiro Ernesto Che Guevara, Aleyda March, e sua filha, Aleyda Guevara.
O presidente Ortega também entregará uma homenagem póstuma ao ex-presidente chileno Salvador Allende, morto durante o golpe militar de 1973. A Ordem Augusto C. Sandino será recebida por seu neto Gonzalo Meza Allende. Ortega entregará ainda outro medalha da ordem à viúva e à filha de Guevara.
Revolução
A Frente Sandinista encabeçou a insurreição que pôs fim a 45 anos do regime da família Somoza, um movimento que atraiu admiração e solidariedade internacionais.
Na manhã deste sábado, o dissidente Movimento de Renovação Sandinista (MRS) celebrou a data com um modesto ato em um bairro indígena de Subtiava, León, a 100 km noroeste de Manágua. O evento protagonizou duras críticas ao governo de Ortega.
A deputada do MRS, Mónica Baltadonado, acusou Ortega de usar a celebração de hoje para "reafirmar-se como um novo líder", de repetir os erros da ditadura do ex-presidente Anastasio Somoza e de governar com corrupção.
A Polícia Nacional manterá um contingente de 3.000 agentes para garantir a segurança às mais de 300 mil pessoas esperadas no evento em diversos pontos da capital do país, informou o site da Presidência.
O governo aproveita a celebração para demonstrar sua força contra a oposição e uma resposta às marchas populares para que Ortega contenha a inflação de 11,76% somente no primeiro semestre.
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