Mundo
19/07/2008 - 19h45

Mais de 25 mil se reúnem em Madri pela libertação de reféns das Farc

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da Efe, em Madri

Milhares de pessoas pediram hoje, em Madri, a libertação dos reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), em uma marcha que antecipou os movimentos convocados para este domingo, em várias partes do mundo.

Os manifestantes se reuniram na Praça Maior de Madri, na marcha intitulada "Milhões de vozes, não mais Farc". Os presentes usavam camisetas com frases como "libertem-nos já" e "milhões de vozes" e tinham as cores da bandeira da Colômbia; amarelo, azul e vermelho.

"Estamos reunidos para celebrar a liberdade de quinze reféns das FARC recentemente liberados, entre os que figurava a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, e para exigir o final da prática do delito de seqüestro", disse Andrea García, porta-voz da organização da marcha.

Em 2 de julho, o Exército colombiano resgatou Betancourt, três americanos e onze militares reféns das Farc em uma operação que envolveu agentes disfarçados.

"Pedimos unanimemente a quem tem em seu poder pessoas seqüestradas que os libertem já e sem condições", disse ainda Garcia.

Segundo os organizadores, o movimento tem como objetivo "tornar realidade o compromisso de construir uma Colômbia em paz, garantir a liberdade, os direitos humanos e a democracia".

García discursou aos presentes e pediu a libertação dos reféns não apenas das Farc, mas de outros grupos armados ilegais e criminosos comuns. Entre os presentes, estava a mãe de Juan Diego Jaramillo Alvárez, seqüestrado desde 1998.

Os organizadores estimaram a participação do público em mais de 33 mil pessoas, enquanto fontes da embaixada da Colômbia em Madri indicaram 25 mil presentes.

O embaixador da Colômbia na Espanha, Carlos Rodado, também participou da marcha.

Seqüestro

Rebeldes das Farc seqüestraram dez pessoas no noroeste da Colômbia nesta sexta-feira. Os guerrilheiros interceptaram um barco de passageiros que navegava pelo rio Atrato, na Província de Choco, e forçaram a embarcação a atracar na margem do rio.

Dez passageiros foram levados pelos rebeldes, que desapareceram pela densa selva colombiana, onde estão escondidas outras centenas de reféns em poder da guerrilha.

De acordo com o correspondente da BBC em Medelín, Jeremy McDermott, com a captura de novos reféns as Farc pretendem enviar uma "mensagem desafiadora" ao presidente colombiano, Álvaro Uribe.

Comentários dos leitores
Ricardo Perrone (41) 12/11/2009 11h26
Ricardo Perrone (41) 12/11/2009 11h26
O Governo colombiano não deveria exercer esse tipo de artifício para capturar assassinos, bandidos ou guerrilheiros. Pagar recompensa é um estímulo a práticas detestáveis do caráter humano, como: ganância, traição e mentira. O governo deveria pegar o valor de tal recompensa e empregar nas atividades investigativas da polícia ou mesmo em sua modernização. O Estado deve ter por meta estimular o bom comportamento na sociedade, banindo práticas detestáveis mesmo que sejam por uma boa causa. sem opinião
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O Pacificador (114) 12/11/2009 11h03
O Pacificador (114) 12/11/2009 11h03
"Governo colombiano oferece US$ 1 milhão pelos assassinos de soldados do país..."
Nem precisava tanta grana.
Quem pode entregar os "cabeças" das Farc, é só gente interna mesmo.
Por dinheiro, que a verdadeira ideologia deles, esses "guerilheiros", fazem qualquer coisa.
Como já mostraram antes que são capazes, cortando até as maos de um líder da guerilha, para comprovar sua eliminação.
Uma fração do oferecido, teria sido mais do que sufiente...
sem opinião
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AGUINALDO VENANCIO (2096) 12/11/2009 08h06
AGUINALDO VENANCIO (2096) 12/11/2009 08h06
BOA URIBE! sem opinião
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