Mundo
20/07/2008 - 08h40

Israel, EUA e França colaboraram para libertar Betancourt, diz jornal

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da Efe, em Barcelona

Os serviços secretos de Israel (Mossad), Estados Unidos e França trabalharam durante mais de um ano com as autoridades colombianas para elaborar o plano de resgate dos 15 reféns das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), publica neste domingo o jornal espanhol "La Vanguardia".

O periódico afirma que um reduzido número de especialistas em inteligência colombianos, israelenses, americanos e franceses formaram "o núcleo" encarregado de elaborar o plano que originou a Operação Xeque, que acabou com a libertação dos seqüestrados.

Além da ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, três americanos estavam no grupo de reféns libertados.

O jornal afirma que durante o tempo todo "a direção" esteve nas mãos da Colômbia, por motivos de soberania nacional e porque o governo colombiano deveria colher os louros do resultado.

Uma fonte da inteligência israelense explicou a um enviado do "La Vanguardia" a Tel Aviv que uma atuação deste tipo só pode ser feita por governos, já que nenhum particular tem os recursos necessários para isso, apesar de as empresas de segurança privada terem colaborado.

As fontes citadas pelo periódico indicaram que, no caso da Operação Xeque, foram combinados os esforços de agentes no terreno com a guerra eletrônica: aviões de espionagem sem piloto e satélites.

"Faltavam-nos conhecimentos sobre as Farc, portanto tivemos de buscá-los no grupo", disse o agente israelense citado pelo "La Vanguardia".

Para isso, segue o jornal, foram selecionadas separadamente duas pessoas, que não se conheciam, de forma que se uma fosse descoberta, o disfarce da outra seria mantido.

As duas pessoas conseguiram se infiltrar e os grupos de inteligência começaram a fornecer informação falsa às Farc, especifica a publicação.

Quatro meses antes da Operação Xeque, informa o "La Vanguardia", os agentes enxergaram a oportunidade de libertar os reféns.

Isso se deu, em parte, pelas mensagens falsas fornecidas às Farc e também por uma casualidade: os guerrilheiros tinham no mesmo acampamento Betancourt, os agentes americanos e membros do Exército e da polícia colombiana. Assim, com apenas uma ação a guerrilha sofreria um duro golpe.

A última mensagem foi uma ordem falsa aos carcereiros e depois os aviões de espionagem interromperam todos os contatos dos guerrilheiros, que cumpriram uma ordem que achavam que vinha dos líderes do grupo, segundo o jornal.

Comentários dos leitores
Ricardo Perrone (41) 12/11/2009 11h26
Ricardo Perrone (41) 12/11/2009 11h26
O Governo colombiano não deveria exercer esse tipo de artifício para capturar assassinos, bandidos ou guerrilheiros. Pagar recompensa é um estímulo a práticas detestáveis do caráter humano, como: ganância, traição e mentira. O governo deveria pegar o valor de tal recompensa e empregar nas atividades investigativas da polícia ou mesmo em sua modernização. O Estado deve ter por meta estimular o bom comportamento na sociedade, banindo práticas detestáveis mesmo que sejam por uma boa causa. sem opinião
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O Pacificador (114) 12/11/2009 11h03
O Pacificador (114) 12/11/2009 11h03
"Governo colombiano oferece US$ 1 milhão pelos assassinos de soldados do país..."
Nem precisava tanta grana.
Quem pode entregar os "cabeças" das Farc, é só gente interna mesmo.
Por dinheiro, que a verdadeira ideologia deles, esses "guerilheiros", fazem qualquer coisa.
Como já mostraram antes que são capazes, cortando até as maos de um líder da guerilha, para comprovar sua eliminação.
Uma fração do oferecido, teria sido mais do que sufiente...
sem opinião
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AGUINALDO VENANCIO (2096) 12/11/2009 08h06
AGUINALDO VENANCIO (2096) 12/11/2009 08h06
BOA URIBE! sem opinião
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