Colombianos saem às ruas para pedir libertação de seqüestrados
da France Presse, em Bogotá
No dia da independência do país, os colombianos realizam neste domingo marchas e shows de música em seu país e no exterior para exigir a libertação de mais de 2.800 seqüestrados pelas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
A jornada, promovida com o lema "Liberdade já", terá como ponto central Leticia, uma cidade em plena selva amazônica onde se reunirão os presidentes da Colômbia, Álvaro Uribe; do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; e do Peru, Alan García.
Os mandatários assistirão ao tradicional desfile militar em ocasião do Dia da Independência e a um show da estrela pop colombiana Shakira, que atendeu à convocação.
Na parada também estarão presentes os 11 militares e policiais resgatados pelo Exército no último dia 2, junto com a franco-colombiana Ingrid Betancourt e três norte-americanos.
As manifestações serão realizadas em mais de mil localidades colombianas e em mais de 80 cidades do mundo, incluindo um evento na praça Trocadero de Paris, onde está Betancourt. Na capital francesa, se apresentarão os cantores colombiano Juanes e espanhol Miguel Bosé.
Mensagens
Na madrugada deste domingo, Ingrid Betancourt, acompanhada de Juanes e Miguel Bosé, enviou mensagens de esperança aos reféns em poder da guerrilha das Farc, em uma transmissão de rádio.
"O mundo está unido, estamos de mãos dadas, estamos pensando em vocês e estamos fazendo uma corrente por vocês. Tenham fé, cada dia mais tranqüilidade, saibam que em breve terão o direito de aproveitar a liberdade", afirmou Betancourt.
Juanes pediu que a guerrilha entenda que "é hora de dialogar para pôr fim a esta guerra injusta". Alguns atos já foram realizados sábado em Londres e Lima, onde grupos de colombianos se reuniram para pedir a liberdade dos reféns. No Peru, o presidente Alan García participou de uma manifestação.
"Há muitas pessoas privadas de liberdade e peço aos colombianos que saiam às ruas para pedir sua libertação", disse o cabo da polícia Armando Castellanos, um dos resgatados.
As Farc mantêm em seu poder ao menos três políticos e 22 integrantes das forças de segurança, e pretendem trocá-los por prisioneiros. É a terceira manifestação desse tipo realizada este ano na Colômbia, onde mais de 2.800 pessoas são mantidas reféns por diferentes grupos criminosos.
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Especial


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Nem precisava tanta grana.
Quem pode entregar os "cabeças" das Farc, é só gente interna mesmo.
Por dinheiro, que a verdadeira ideologia deles, esses "guerilheiros", fazem qualquer coisa.
Como já mostraram antes que são capazes, cortando até as maos de um líder da guerilha, para comprovar sua eliminação.
Uma fração do oferecido, teria sido mais do que sufiente...
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