Mundo
20/07/2008 - 15h33

Para Obama, situação no Afeganistão é "precária e urgente"

da Folha Online

O provável candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, disse neste domingo que a situação no Afeganistão é "precária e urgente" e disse que o aumento das tropas norte-americanas no país deve ser feito agora.

Obama está no Afeganistão desde ontem. A visita ao país faz parte de uma viagem internacional --incluindo Oriente Médio e Europa-- que tem como objetivo mostrar seus conhecimentos sobre política externa.

"Temos de compreender que a situação no Afeganistão é precária", afirmou, pedindo uma resposta "urgente". O Afeganistão deve ser "o objetivo principal" dos Estados Unidos, "a frente central de nossa batalha contra o terrorismo", repetiu.

"Se esperarmos o novo governo, poderá levar um ano para que essas tropas adicionais cheguem aqui", disse Obama, em entrevista à rede de TV CBS.

'É tempo de fazê-lo agora, creio que é importante começar a prever o envio de tropas agora", insistiu, lembrando que "há ao menos um ano" ele pede o envio de "duas ou três brigadas adicionais". Esperar para enviar reforços seria "um erro", segundo ele.

Encontro

No segundo dia de sua viagem ao Afeganistão, Obama se reuniu com o presidente afegão, Hamid Karzai, em Cabul. Eles falaram sobre a guerra contra o terrorismo e o combate ao tráfico. Obama já criticou Karzai, que lidera o Afeganistão desde que tropas lideradas pelos EUA tiraram o grupo islâmico Taleban do poder, em 2001, mas disse que sua intenção na viagem é mais ouvir que enviar mensagens duras.

Reuters
Provável candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, e presidente afegão, Hamid Karzai, falam sobre terrorismo e tráfico
Provável candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, e presidente afegão, Hamid Karzai, falam sobre terrorismo e tráfico

Imagens de televisão mostraram um Obama relaxado falando com Karzai, ladeado pelos senadores Chuck Hagel e Jack Reed, e por ministros afegãos no palácio presidencial em Cabul.

"Os dois falaram sobre a situação no Afeganistão e na região, sobre a campanha mundial contra o terrorismo e contra as drogas, e também sobre a expansão de laços entre a América e o Afeganistão", informou o palácio presidencial afegão em um comunicado.

A viagem de Obama deve incluir também Iraque, Jordânia, Israel, Alemanha, França e Reino Unido em uma série de viagens ao exterior que, ele espera, responderá às críticas de republicanos que o acusam de não ter a experiência necessária para ser comandante-chefe das Forças Armadas.

Na semana passada, Obama criticou Karzai em entrevista à rede de TV CNN. "Acho que o governo de Karzai não saiu do bunker para ajudar a organizar o Afeganistão, seu governo, seu judiciário, as forças policiais de maneira que desse confiança ao povo. Então há muitos problemas lá", disse.

Mas quando foi questionado se pretendia falar com dureza com Karzai e com o primeiro-ministro iraquiano, Nuri al Maliki, Obama respondeu: "Estou mais interessado em ouvir do que em conversar muito".

"E acho que é muito importante reconhecer que vou para lá como um senador norte-americano. Temos um presidente de cada vez e é trabalho do presidente mandar essas mensagens."

Café

AP
Provável candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, toma café-da-manhã com soldados americanos no Afeganistão
Provável candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, toma café-da-manhã com soldados americanos no Afeganistão

Mais cedo, Obama tomou café com militares da coalizão liderada pelos EUA no Afeganistão e falou as experiências que está tendo no país. "Eles tomaram café-da-manhã com os soldados em Camp Eggers", disse o tenente-coronel Dave Johnson.

"Eles se sentaram com os soldados, dividiram histórias sobre o que está acontecendo no Afeganistão, dividiram experiências", disse.

Ele aterrissou ontem em Cabul e se deslocou à base aérea de Bagram, nos arredores da capital, para depois visitar as tropas norte-americanas na base de Jalalabad, situada na província oriental de Nangarhar.

Dos quase 53 mil militares da Otan no Afeganistão, cerca de metade é americana, e Washington tem ainda sob comando direto outros 12 mil soldados.

Ironias

Seu rival na disputa pela Casa Branca, o provável candidato republicano, John McCain, criticou ontem Obama por anunciar suas estratégia para o Afeganistão e o Iraque antes mesmo de visita os países para conhecer de perto as situações.

"O senador Obama anunciou sua estratégia para o Afeganistão e iraque antes mesmo de reconhecer elementos sobre o terreno", disse ele neste sábado em um programa de rádio. "Aparentemente está muito confiante de que não encontrará nenhum elemento que o faça mudar de opinião ou modificar sua estratégia", disse.

"Isso se parece com o erro cometido pelo senador Obama quando afirmou com segurança que os esforços no Iraque não reduziram a violência lá e que poderiam, inclusive, aumentá-la", acrescentou McCain.

Com Reuters, France Presse e Efe

Comentários dos leitores
Luiz Castro (109) 11/10/2008 11h06
Luiz Castro (109) 11/10/2008 11h06
Cortem sua cabeça!! traidor!! terrorista!! explodam ele!!! Os gritos da platéia nos comícios de MacCain/Palin dão o tom da temperatura que os ataques republicanos provocaram. MacCain com sua eterna dubiedade, primeiro fingiu-se de morto perante o problema, para dias depois de tentar destruir a imagem de Obama ao dizer que ele é um homem de família, honesto e merece respeito. Tal como no episódio da crise de Wall Street, quando abandonou a campanha para "ajudar" no pacote, MacCain nada mais faz que tentar tirar proveito político das situações. Usando a teoria do bode, onde alguém coloca o animal no meio da sala, e dias depois quando o desespero familiar já fêz com que todos brigassem entre si pela presença do animal, a mesma pessoa que o colocou tem a brilhante idéia de retira-lo, deixando assim todos muito agradecidos. Ao ir a Washington MacCain só atrapalhou as negociações, e agora depois de muitos xingamentos provocados pelos próprios ataques de sua campanha o candidato coloca panos quentes para acalmar sua turma e assim parecer respeitador. Ao não focar na crise financeira MacCain só mostra que tendo oito casas para morar está totalmente afastado da realidade da classe média que luta para manter seus lares e economias. A irresponsabilidade eleitoral é tanta que partidários republicanos que imprimiram cédulas eleitorais (oficiais) no estado de New York escreveram Barack Osama no campo de marcação do voto. Vale tudo.
Os números mostram que isso não funciona, é o fim.
sem opinião
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Leon Diniz Diniz (56) 10/10/2008 15h30
Leon Diniz Diniz (56) 10/10/2008 15h30
E lá vem o golpe! Eu venho cantando esta bola ha tempos. Senhores, eu ouví, numa rádio no dia de hoje o comentário de um jornal de São Paulo, que os republicanos estão tentando repetir o ocorrido na Flórida em 2000 e Ohio 2004. Nos Estados controlados por repúblicanos, está se exigindo identificação especial e desnecessária para alijar possíveis eleitores democratas.
Segundo a imprensa, na Indiana e na Geórgia já estão exigindo carteira de habilitação com foto, o que deixará fora do pleito aqueles que não possuem carro.
Um estudo recente mostra que apenas 22% entre os 80% dos americanos que possuem carro, são negros. Ainda segundo este noticiário, no Condado de Orange, Flórida, dos 672 registros de eleitores negados, 50% são democratas e 10% são republicanos.
É, parece que o lobo perde o pelo, mas não perde o vício. Eu avisei! Cuidado Senador Obama não durma no ponto, exija olheiros internacionais porque o jogo vai ser duro e desleal.
No ano de 1998, escrevi uma monografia universitária de nome "O Grande Meggido". Nela eu afirmei que Bush seria candidato a presidência. E que ele venceria a eleição pois o partido democrata não ajudaria Al Gore. E afirmei que Bush faria um governo desastroso entregando o país quebrado ao seu sucessor. BINGO!!! Acertei mais uma na mosca, pena que não tive recursos para publica-lo. Meu raciocínio foi simples, fiz as contas e ví que Bush estaria completando nos EUA o domínio de 27 anos de GOG o Anti-Cristo da visão de Nostradamus e João.
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Vladimir Tzonev (142) 10/10/2008 14h36
Vladimir Tzonev (142) 10/10/2008 14h36
COMENTÁRIO SOBRE A MATÉRIA: "10/10/2008 - 09h31
Pesquisa aponta vitória inédita de Obama em Colégio Eleitoral
O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama... pela primeira vez... superou os 270 votos necessários no Colégio Eleitoral para ganhar a eleição de 4 de novembro.
.. o senador democrata tem 277 votos eleitorais contra apenas 158 da chapa republicana. Outros 103 votos continuam em acirrada disputa, mas, mesmo considerando que John McCain ganhe todos, ele perderia para o rival democrata.
...Esta conquista é muito mais representativa para Obama do que as pesquisas de intenção de voto, já que a eleição nos Estados Unidos é indireta...
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sabem porque a lingua escrita em frances e ingles é tão diferente da falada?
era a maneira encontrada, na idade média, para dificultar a alfabetização dos pobres e assim impedir a sua ascenção social.
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e um sistema eleitoral, como o americano, tão complexo, longo, indireto e no qual é necessário ter muito dinheiro para propaganda eletoral, porque lá não tem horário gratuíto na tv, comos temos no brasil?
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pode ser chamado de democrático?
é feito para favorecer a quem?
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passam um ano em campanha eleitoral, para governar...só 4 anos!
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eu, que nada tenho a ver com esta eleição, já estou cansado e de saco cheio, imagine os candidatos...
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